<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976</id><updated>2012-02-16T12:25:15.945-08:00</updated><title type='text'>Café pra um</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>91</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-1652304005889189161</id><published>2011-12-27T18:17:00.000-08:00</published><updated>2011-12-27T18:17:22.960-08:00</updated><title type='text'>Monólogos ao pé do ouvido #5</title><content type='html'>Os vagabundos cantam nas esquinas, tão soberbos quanto os soberanos "Ming's". Ninguém consegue cantar sozinho uma velha canção de tantos acordes. Mesmo que os sons do saxofone toquem enquanto, eu seu coveiro culpado ressoe com qualquer palavra de Simone de Beauvoir. Os bons ou ruins morreram e a deixaram de herança uma urna com poucas frases, junto à uma passagem de ida para Itália. Não se pode lembrar quantas imagens contariam a simples virada no tempo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde os francos não tem vez o doutor dá risada. Trôpego como um anfitrião na estrada, tintilando seus centavos aos que querem centeio. Até você ontem a noite me contou uma anedota. Cantarolavam seu nome sob um ritmo de discórdia. Quem não comungar deste signo jamais entenderia poesia. Consistindo em ramos e ordens, regras e mercadorias, todos pareceríamos tolos quando a madame tocar a sua sinfonia. Oh Doce Senhora. Tempo idiota, muda toda vez que você sorri. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma senhora de vermelho, uma loira em um cabaré. Trezentos nazistas escrevendo um livro sobre uma águia cansada. Talvez te contem sobre o que explanar, talvez te usem e digam que a justiça divina dividirá os grãos contigo, mas o tempo idiota continua lá. Solitário como um casal à beira da morte, astuto como um sanguinário soviético. Entre linhas e mais linhas, os brandos e banhos seguirão as termas a continuar ousando até as três. O maquinista perdeu seu freio, enquanto mamãe trabalha a falta de pão, o garoto ainda segue como um guri, enquanto a testeira testa sua visão. Turva como sempre, um rio se faz de mais que gotas d'água. Bom senso jamais seria devido, entre tragos de cigarro e pseudo modernismo resistiria traumático. Estamos a beira de uma mudança, em um universo onde pouco se sabe e muito se discute. Cheio de frangos dados à cavalos e pontos apregoados com mau cuidado. Tempo idiota, muda toda vez que você sorri.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-1652304005889189161?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/1652304005889189161/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=1652304005889189161' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1652304005889189161'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1652304005889189161'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/12/monologos-ao-pe-do-ouvido-5.html' title='Monólogos ao pé do ouvido #5'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-4226213509289035870</id><published>2011-11-19T07:07:00.000-08:00</published><updated>2011-11-19T07:07:59.236-08:00</updated><title type='text'>E.A.S.Y.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-l_iS7u39UyY/TsfGQc4wsvI/AAAAAAAAAYk/PLXPolOV6Xg/s1600/1.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="214" src="http://3.bp.blogspot.com/-l_iS7u39UyY/TsfGQc4wsvI/AAAAAAAAAYk/PLXPolOV6Xg/s320/1.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Feche seus olhos, mas o faça bem! Aponte teus dedos, você sabe muito bem para quem. Encare seu destino, mas o encare bem. Se Deus não sabe o que me vale se calar a sua voz, tão pouco me fara enxergar um milagre apenas apagando as luzes. Tal qual Monalisa preguiçosa, andando em monumentos postiços. Um samba vagabundo de um cão ladrando, que embora neurótico, absoluto. Sorrindo pela boca do oceano, caminhamos erguendo-nos sobre montanhas. Para todos os centímetros que seu relógio possa contar, ficam-se os beijos para o oeste. Cantando, brilhando, soando, e postulando suas boas novas. Uma boa notícia para se perseguir. Café, Dylan e cigarros. Daremos à náutica uma estrela, uma estrela que surge no céu limpo. E toda noite esticamos as mãos para apanhar seu brilho. Queremos que eles saibam quem somos, apontando os dedos para cima e em fim entregar tudo de nós para nós mesmos de modo que ficaremos mais próximos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O hall aberto, e o dia em fúria! Qualquer luz abrasiva abduzindo o cheiro de um nome que não se precisa ressoar. Tão bobo o caminho é, que tão interessante se tornam as botas nos pés. De faces virgens, de um conforto fanático, estamos todos aqui. Ela dizia não ter razões, mas a verdade estava conosco, deixando meus olhos cada vez mais fechados, meus toques cada vez mais intensos, que sempre que se virava, trazia consigo uma grande saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo era tão rápido quanto as estações devem ser. Tanto quanto qualquer ladrão, ela roubara o coração. Dirigia-se sob o escuro envolta em tons, semi tons, e descompassos. Chovia, esquentava, e ainda assim estava de pés calcados ao chão, de modo que nem mesmo os que andam sob suas tumbas caminham descontentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão temente quanto qualquer oraculo. Cinófila, cosmopolitana a sina e o arrebatamento, a preguiça de um cão vadio, sobre saias e tormentas. Ela estava lá, loira. Suas hastes levantadas, seu carinho agarrado ao meu, todo o cone, todo nosso desatino. Palavras de velhos, para ações inesperadas de um caipira sonegador de si. Desfrute disso enquanto você pode.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-4226213509289035870?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/4226213509289035870/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=4226213509289035870' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4226213509289035870'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4226213509289035870'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/11/easy.html' title='E.A.S.Y.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-l_iS7u39UyY/TsfGQc4wsvI/AAAAAAAAAYk/PLXPolOV6Xg/s72-c/1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-3883486506421322149</id><published>2011-09-18T20:59:00.000-07:00</published><updated>2011-09-18T20:59:03.107-07:00</updated><title type='text'>Life on Mars?</title><content type='html'>Ela poderia cuspir nos olhos dos tolos, abraçada à um velho rapaz. E quando todos os marinheiros aportarem seu vigor rijo uns sob os outros, a América se ligaria em agonia de dez mil cavalos ou mais. "Dê-me uma olhada, você mexeu com a face errada." Diria ela em tons de desdém, gemendo como o timbre de uma velha gaiola envolta às dissonantes de um teclado utópico, fingindo no calor dos ombros o gozo dos lábios. Sim, "We have!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não mais que uma quimera, não menos que uma morte lenta e sagaz, ali, aqui, jamais estaria em casas de óperas, jorrando o desespero de um olhar feliz ao globo. A garota oferece ao homem de negro, ao negro, ao que se aproxima. Nossos braços dados, quebrados. Um tanto doces, padres e belas visões e boas vibrações voam como a chuva de uma face erguida, um soco, um ano preso ao seu olho, cinco anos em uma jaula brilhando como de fato é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as regras foram feitas para se destruir em prol de um anjo novo, quantitativamente harmonioso, focal. Ela vem assim como vai, tanto tropega quanto insinuativa, trançando suas pernas tal qual o bordado se risca, de modo que não estaria apart. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Granulados como o destino em três por quatro. "Eu sou o tubarão em um universo de espaço tempo em que você se prende." Não finja-se com a realidade de pequenos espaços divinos, como se realmente se importasse com seu olhar pálido e elétrico, a menos que ele evolva-se sob mim. O tempo em que um cigarro aponta sob o rosa de seus lábios, esticados entre dedos esquecidos, longo, longo suicídio em comum.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-3883486506421322149?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/3883486506421322149/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=3883486506421322149' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3883486506421322149'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3883486506421322149'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/09/life-on-mars.html' title='Life on Mars?'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-589784800681838380</id><published>2011-08-18T06:32:00.000-07:00</published><updated>2011-08-18T06:33:15.472-07:00</updated><title type='text'>Killer on the road...</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-K5hkKW2DD4A/Tk0SceVTZeI/AAAAAAAAAYQ/i9JhdEnr7VY/s1600/Img_0185.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-K5hkKW2DD4A/Tk0SceVTZeI/AAAAAAAAAYQ/i9JhdEnr7VY/s320/Img_0185.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Filho de Sam. Aquele que caminha na eterna sombra de um asno, envolto em soberbas e desfunções. Todos os tiros de um entusiasmo torpe, tropego, e absoluto. Ano de 1955, Caddilac's roubados, curvas perigosas dentro da BR que se pode chamar de inferno. Onde os gemidos voam carentes e a velha cobra negra geme e chacoalha seu rabo intermitentemente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O palco, polvo que lhe abraça em eternos tentáculos, de modo que o vibrato alcança a forma mais desenvolta, cigarro na boca e um gosto eterno de pele entre os dentes. Vou indo baixo, com tua alma presa entre meus dentes. Na primavera de 69 que jamais lhe acometeu, das motocicletas que percebeu. Segue como um albatroz envolto em tempestades infinitas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;VHS, K7's, e outras bobagens transpõe todo o risco que jamais poderia largar. O vicio eterno de quem empunha Dolores entre os braços. As ásperas cordas vibrando entre seus dedos, de maneira que "Magic Fingers" seria um bom nome de disco, tal long play, gravado em 45 rotações.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os duzentos quilômetros foram alcançados, todos os motéis da cidade baratos visitados, entretanto jamais a levei para casa, jamais lhe disse que você seria minha, de modo que a mansão dos mortos dizia-me a onde seguir, envolto em brasas, colegiais e detestáveis almas perdidas. Aquele em que apagara um cigarro em cada braço, que fisgaria uma alma com primor escandaloso, que trairia a si mesmo e se chamaria "Conquistador". Filho de Sam, filho do slide, filho de caipiras negros, absolutamente filho de si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui todas as notas soam como teclas negras, todos os sons ecoam como um verão sonolento. O banzo, o banjo e você Dolores equivoca.  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-589784800681838380?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/589784800681838380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=589784800681838380' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/589784800681838380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/589784800681838380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/08/filho-de-sam.html' title='Killer on the road...'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-K5hkKW2DD4A/Tk0SceVTZeI/AAAAAAAAAYQ/i9JhdEnr7VY/s72-c/Img_0185.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-7504661089032991483</id><published>2011-08-14T17:50:00.001-07:00</published><updated>2011-08-14T17:50:36.844-07:00</updated><title type='text'>wings of rats</title><content type='html'>For a little, just a little space!&lt;br /&gt;I don't hear, but see it go tired,&lt;br /&gt;Wash my skin and my breasts fill of hugs. &lt;br /&gt;Clog your veins, and my own if necessary! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She saved your taste,&lt;br /&gt;Small plastic soldier.&lt;br /&gt;Cross the Falange, drunk and tired.&lt;br /&gt;Only you and my own thoughts! &lt;br /&gt;You can go,&lt;br /&gt;I can go,&lt;br /&gt;With my wings of rats!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;His dry meat,&lt;br /&gt;Cool skin, a scream and the same old words.&lt;br /&gt;Just wait I get my bags and ruin&lt;br /&gt;It retrieves both tired as I am.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Your shots, my bullets, his way, my lines.&lt;br /&gt;Just me and my own thoughts.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I can go,&lt;br /&gt;I can go with my wings of rats! &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-7504661089032991483?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/7504661089032991483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=7504661089032991483' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7504661089032991483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7504661089032991483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/08/wings-of-rats.html' title='wings of rats'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-4593756457357175484</id><published>2011-06-28T13:22:00.000-07:00</published><updated>2011-06-28T13:22:06.108-07:00</updated><title type='text'>O Nascimento da Banda.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-A2oWIZ9sSv4/Tgo33jnGUBI/AAAAAAAAAYI/RGfEQ_rlQ5g/s1600/piano..jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="248" src="http://1.bp.blogspot.com/-A2oWIZ9sSv4/Tgo33jnGUBI/AAAAAAAAAYI/RGfEQ_rlQ5g/s320/piano..jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me dá sua mão, e então diz "Oi". Eu quase não consigo falar, meu coração está batendo tanto que qualquer um pode perceber. Você pensa que me conhece bem. Mas, você não me conhece, e eu tão pouco de você. Te digo que é minha garota, que é boa para mim, que qualquer manhã acordarei com teu nome tatuado no peito. Você me serve com uma xícara de café borbulhando, meus desejos no calor de qualquer braço, seus suspiros no amor de qualquer um de meus dentes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me dá tudo de si, e é tão difícil lhe dizer quanto eu me perco no seu antigo estilo de dizer o meu nome. Talvez olhando através dos teus olhos, as notas negras de um piano soassem mais agradáveis, de modo que qualquer promessa que me faça não possa ser feito de uma traição e de todas as tentativas esquivas de  um reflexo às flechas incendiárias indígenas. Somente o que pareça com um começo, ou mesmo como um fim. Todo o meu blues que encaixe em teus quadris, de qualquer maneira que escapemos, fujamos, e garota voltamos de volta para casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo som dos teus passos cabem dentro de uma pequena suíte. O reflexo de uma boa mão no poker. Sim garota, deixe-me abraçar sua mão! Tão lento quanto a ultima nota tocada, e mesmo que eu vivesse para sempre não sei se soltaria todos teus dedos. De uma velha canção voltam todos os pássaros para mim. Ao ingresso de uma pequena vitória, um pedaço tranquilo de sonho, mesmo que você me diga que é apenas uma boba canção, ainda está em toda a minha imaginação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você diz que “Os rubis são como sonhos”, mesmo que não o vejam eu te digo que o Rubi é você. &lt;br /&gt;Não sempre o que você parece, e embora meu coração possa quebrar quando eu acordar, que seja assim. Você apenas não sabe o certo do errado e  que nos seus olhos eu vejo todo o brilho de um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você me dá sua mão, e então você diz "Adeus". Eu vi você indo embora, ao lado de um sujeito sortudo. Entremeando todo o seu consigo com o  juntos. Você nunca saberá, o único que te amou assim. Bem, você não me conhece.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-4593756457357175484?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/4593756457357175484/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=4593756457357175484' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4593756457357175484'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4593756457357175484'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/06/o-nascimento-da-banda.html' title='O Nascimento da Banda.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-A2oWIZ9sSv4/Tgo33jnGUBI/AAAAAAAAAYI/RGfEQ_rlQ5g/s72-c/piano..jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-7236389757288314261</id><published>2011-06-25T20:20:00.000-07:00</published><updated>2011-06-25T20:23:54.093-07:00</updated><title type='text'>Spinning Wheel</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-HpsIRJySZGE/TgamC_T1zYI/AAAAAAAAAYA/yz3UgTMjTeY/s1600/Spinning-wheel.png" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="243" src="http://1.bp.blogspot.com/-HpsIRJySZGE/TgamC_T1zYI/AAAAAAAAAYA/yz3UgTMjTeY/s320/Spinning-wheel.png" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ia andando pela rua meio apressado, sabia que estaria sendo vigiado. Chutou latas e procrastinou seus desejos como um tiro no escuro.  Culto o inculto de todas as formas de relações humanas. O homem que abrasivo, comia de pé e ajoelhava para o sexo. Can't Buy your love, ele diria em tons e dissonantes formicas. Absolutamente desgastado, caindo pelos eixos de seus nobres pares de botas, esperava a única esquina que se virasse contra si o arremedo de amor, o arremedo de dor, e as poucas canções que jamais saberiam descrever. Aguardava como uma sentinela o tiro, o gás, e o combustível para queimar seus velhos ossos em um destino episcopal. Talvez apenas estivesse sentado em uma cerca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sangue, doce e lagrimas tocavam uma nova canção, o ano de 72 devia ter sido agradável, lembrou de recordar. Toda a lixeira suja com excrementos sociais, e toda a grana que guardasse em seus bolsos certamente não lhe livrariam de seguir em frente, ou dar vários passos para trás, dizendo "Eu lhe amo babe, muito mais do que você imagina!" como um hit de verão passado, de modo que negligenciava seus poucos caminhos, abduzia almas e alimentava-se de pequenas garotas. Não fazia ideia de porque era perseguido, mas podia listar uma ou duas razões coerentes, uma ou outra Dolores abandonada. Suas calças apertadas, seu ar punk arrogante, e sua classe pouco abastada fariam de si mesmas a própria palavra. A própria espingarda de cano duplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ar seco, do mesmo calibre das baixas expectativas. Os demônios tocando nas outras esquinas, e o gosto destemido de qualquer chiclete barato inundavam seus sentidos. O café amargo seria uma ultima salvação, um refugio do temor de nunca saber o que o acertaria, como uma trilha simples de respiro. Modo estupido de ver as coisas, camadas altas de indiscutíveis gostos pelo errado. Aqui jaz Zaratrusta, aqui jáz o homem criado pelo Jazz. Sincopado, textual. Jamais abraçaria um número impar, tanto quanto jamais criaria gêmeos siameses, a estes jogaria em um tanque cheio de Napalm, e ordenaria, "Queimem filhos da puta, queimem.". Esse seria o incio das joias da coroa. Um último trago, um pouco mais de desembaraço, on the rocks. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada pessoa que cruzava, imaginava-se morrendo, das maneiras mais inoportunas possíveis, de modo que de má educação seria talvez a pior delas. Os pequenos infantos eram os que escapavam de tão sonho maldito, a estes se sentia calmo, absolutamente tranquilo, mesmo que de fato uma legião de crianças poderiam arrancar sua pele e doar à industriais de abajour. Dos mendigos ou viciados em qualquer coisa, imaginava uma dura pena de troca de seus olhos por comida, ou mais drogas, as donas de casa, cairiam sobre si com facas de extirpar carnes, e cortariam seus rins apenas por diversão e exemplo, de modo que os pais do mundo estariam seguros sem o Satã na terra. De qualquer forma não imaginava-se em uma morte confortável, e não teria certamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-7236389757288314261?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/7236389757288314261/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=7236389757288314261' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7236389757288314261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7236389757288314261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/06/spinning-wheel.html' title='Spinning Wheel'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-HpsIRJySZGE/TgamC_T1zYI/AAAAAAAAAYA/yz3UgTMjTeY/s72-c/Spinning-wheel.png' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-7467922223958499929</id><published>2011-06-24T08:04:00.000-07:00</published><updated>2011-06-24T08:04:24.191-07:00</updated><title type='text'>Monólogos ao pé do ouvido #4</title><content type='html'>Advertência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este não é apenas um som advindo da gaita de fole. Não é apenas uma negação por si, e tão pouco exprime a preguiça de raposas bastardas, velhas, e unitárias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que consta aos poucos, de certa sorte. Ao brilho vago do ser artístico, do macaco de circo imitador de si mesmo, todo o meu esguio cavalo. Aos caboclos e babalorixás de porra nenhuma direi novamente. Olá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim já lhe disse que tinha sapatos tristes, dados rolando e altas doses de excitação. Já lhes disse sobre a morte, amor, e trapaças, de modo que os canos fumegantes ainda tocam mais meu coração que qualquer espirito vivo tem o feito. Dos barcos que remam à Cartago, aos centímetros mundiais em que os braços não tocam, tudo se remonta em olhar pela janela, a ver passar e transpor em um clima nublado de "Such a lucky Guy". Maldita poeira nas botas que resiste. Maldita sejam todas as baixas expectativas, o ser inválido que retoma por vezes toda a imaginação. Cigarros, destilados e novamente Troia. A epopeia do mundo antigo certamente é mais confortante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Doses literárias não absorvem o espirito. Não comovem como anteriormente, e já não confessam sentidos. A busca pela musa é apenas um monólogo longo e inexistente, de qualquer maneira, qualquer bobagem descrita não cabe apenas em minhas calças apertadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Advertência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Está não é mais uma história real, não baseia-se em curvas de garotas, beijos de envenenados e tão pouco em boa noite Cinderelas. Aos que pagam por cadeiras simples batam palmas, todos os outros sentinelas sentados em cadeiras caras que chacoalhem suas joias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-7467922223958499929?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/7467922223958499929/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=7467922223958499929' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7467922223958499929'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7467922223958499929'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/06/monologos-ao-pe-do-ouvido-4.html' title='Monólogos ao pé do ouvido #4'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-2894304893751316403</id><published>2011-06-17T21:15:00.000-07:00</published><updated>2011-06-17T21:15:05.004-07:00</updated><title type='text'>Skinny #1</title><content type='html'>When she is consumed with the rain&lt;br /&gt;I give you coverage.&lt;br /&gt;Stealing like all clowns,&lt;br /&gt;await your songs and spells.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As far as I,&lt;br /&gt;she thinks we're going somewhere else.&lt;br /&gt;As far as I,&lt;br /&gt;I followed it to the end,&lt;br /&gt;and fall.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;We could have played well,&lt;br /&gt;Wrapped in a red ladies.&lt;br /&gt;Boxes full of laughter,&lt;br /&gt;diligence that would never reach the destination.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Notes would have much more to say,&lt;br /&gt;more in many of these do not always arrive the next morning.&lt;br /&gt;It is not my last sentence&lt;br /&gt;I am no longer holding.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;One day I think it had much to give,&lt;br /&gt;still can not hear your phone ring.&lt;br /&gt;I will not only hear your voice.&lt;br /&gt;Even today, everyone sees you coming and going.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I have a number attached to the chest.&lt;br /&gt;A pain that uses fire.&lt;br /&gt;I'm not just the wheel to hear his voice,&lt;br /&gt;or another point of view.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-2894304893751316403?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/2894304893751316403/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=2894304893751316403' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2894304893751316403'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2894304893751316403'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/06/skinny-1.html' title='Skinny #1'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-6972025313755835112</id><published>2011-06-11T11:24:00.000-07:00</published><updated>2011-06-11T11:24:23.341-07:00</updated><title type='text'>Old Fangs - Prepúcio.</title><content type='html'>Dia nublado, algumas sensações no ar eram tão pertinentes quanto qualquer fumaça inalada. No carrossel de emoções da vida, tudo o que você ganha lhe faz um pouco mais forte. Onde os bêbados seguem o blues, e os viciados se deleitam com o jazz on the rocks, o objeto sonoro sai de minha arma como a felicidade se propõe em um cano fumegante. As mentiras do choro austero infanto juvenil. O old fashion se misturando com o demônio a arrastado ao inferno. Chá, café, ovos fritos, e muitas gotas de óleo advindos do bacon, da sujeira, da sarjeta, de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sentava-se todos os dias na mesma mesa, singularmente solitário com seu ar preguiçoso, desajustado e completamente abastado em um terno, quase sempre negro, de camisa branca, gravatas milimétricas e meias tão negras quanto qualquer quebra de conduta teria de ser. Tinha em sua estatura pouco mais de um metro e setenta e sete centímetros, de modo que jamais alcançaria os céus, a sua maneira jamais gostaria de alcançar os céus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me impressiona a forma como ele se movia na mesa, passava envolto em papeis, jornais e canetas um dia inteiro, e dia após dia ganhava a presença de senhores e senhoras, das mais variadas formas. Essas conversas giravam em torno de poucos minutos, tempo de um café, tempo de um cigarro queimar. Por vezes ele limitava-se a susurrar poucas palavras, por vezes ele mostrava seu entusiasmo sob forma de gargalhadas de tal forma que nunca sabia do que se tratava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia não ver, tocar, sentir ou ouvir minhas palavras. Abduzia-me por isso. transpunha-me por isso. Transcendia-me por isso. Enfim, era engraçado como apenas sentia que seus olhos se fascinavam pelo tintilar dos meus patins no assoalho, de tal forma que sempre que fazia um pedido, limitava-se a fixar seu olhar para baixo, esse olhar era como uma bomba nuclear.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-6972025313755835112?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/6972025313755835112/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=6972025313755835112' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6972025313755835112'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6972025313755835112'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/06/old-fangs-prepucio.html' title='Old Fangs - Prepúcio.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-7826609628172155060</id><published>2011-06-05T16:34:00.000-07:00</published><updated>2011-06-05T17:46:28.439-07:00</updated><title type='text'>Howlin' For You Next Girl!</title><content type='html'>"Por favor pegue a minha mão!" - Gritou em alto e bom som, prosseguindo com seu bom e velho, "Não existe volta daqui!". O português falho de todos nós que somos acometidos por uma pressão externa, que condizem com uma licença nada poética, e uso indevido de metáforas tópicas, cairiam como luvas nas mãos de um jovem casal posto a prova em Vegas City. Sua fuga alucinante narrada pelas películas cinematográficas de categoria B, constariam de um enredo vermelho, de uma densidade amarela, de várias balas, paixões e uísque. Seus nomes? Miss Mistery and Midnight. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as luzes estão acesas, o cassino está em chamas, mil e um corpos surrupiados de adolescentes bêbadas, adultos adúlteros, e camareiras fugitivas. Toda poeira que caberiam em minhas botas diziam sobre os sapatos de dançarina dela. De modo que qualquer alusão ao obvio seria de extrema indelicadeza. A elegância que me consta estão em seus olhos, nas poucas palavras que ouvi de sua boca. Senhorita mistério, senhorita doze de copas. A verdade é que não sei se estaria a par de um par de damas como ela, mas certo que me bastaria uma. Uma com suas curvas, com teu feitiço. Mesmo que de fato ela não me queira e que o flerte seja uma brincadeira eterna, assim como vários ainda assim suas garras fariam meu mod rocker redneck voltar a ter sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;On the rocks again. E cá estamos, mesas, histórias sem métricas, e uma musa que não se mostra. De certo dei meus tiros ao escuro, e baleei vários imbecis. Costurei com sua pele uma maldade que fez de mim o anti-herói próprio e nada mascarado. Meu monologo é e sempre será como o de Vegas, dados nas mãos, sensações de poder balançar suas joias em minhas mãos. Sim você tem mais joias nos olhos que a coroa, de maneira que qualquer intervenção tem de ser vulgarizada ao "ugly", inconscistente eu sei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lhe disse querida que preciso de uma musa. Que rolo meus dados por você, que a carrego ate Vegas e assumo o matrimonio novamente! Delimito suas curvas com os traços em papel! Escrevo melodias que nunca saíram do mesmo, e desta forma, mesmo eu criminoso, Elvis, e jogador compulsivo posso dizer-te. Got to roll me!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-7826609628172155060?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/7826609628172155060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=7826609628172155060' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7826609628172155060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7826609628172155060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/06/howlin-for-you-next-girl.html' title='Howlin&apos; For You Next Girl!'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-6039071953347460282</id><published>2011-05-26T17:37:00.000-07:00</published><updated>2011-06-17T21:16:07.774-07:00</updated><title type='text'>On the day that I get the blues</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-oCYjvVt9Kuc/Td7yCB9oeTI/AAAAAAAAAX0/X3rQ8fXVaH0/s1600/sphynx-cat-tattoo%2Bcopy.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="268" src="http://1.bp.blogspot.com/-oCYjvVt9Kuc/Td7yCB9oeTI/AAAAAAAAAX0/X3rQ8fXVaH0/s320/sphynx-cat-tattoo%2Bcopy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;On the day that I get the blues&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is made ​​to flood the hearts of cigar smoke,&lt;br /&gt;Please send a pill, a gramophone!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is suspected of drums as sessions, nicotine, and&lt;br /&gt;For your prayer is almost as long as the song of the black keys!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;when she shakes her flag&lt;br /&gt;Oh! escape your lonely thoughts&lt;br /&gt;When she swings her hips,&lt;br /&gt;Oh Girl! That is like calling a friend!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evil, and she makes me fly&lt;br /&gt;As high as a bird lazy.&lt;br /&gt;Cool, cool, with a bastard sound.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;It is designed to make the words of his mother not avail,&lt;br /&gt;A long shot, a drink in the next birth.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bad company, a new step, tarot cards&lt;br /&gt;Babe what can you bring to me?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;When she shakes her flag&lt;br /&gt;Oh! escape your lonely thoughts&lt;br /&gt;When she swings her hips,&lt;br /&gt;Oh Girl! That is like calling a friend!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Evil, and she makes me fly&lt;br /&gt;as high as a lazy bird.&lt;br /&gt;Cool, cool, with a bastard sound.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-6039071953347460282?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/6039071953347460282/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=6039071953347460282' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6039071953347460282'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6039071953347460282'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/05/on-day-that-i-get-blues.html' title='On the day that I get the blues'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-oCYjvVt9Kuc/Td7yCB9oeTI/AAAAAAAAAX0/X3rQ8fXVaH0/s72-c/sphynx-cat-tattoo%2Bcopy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-4033032623627641175</id><published>2011-05-22T10:04:00.000-07:00</published><updated>2011-05-22T10:04:20.165-07:00</updated><title type='text'>Monólogos ao pé do ouvido #03</title><content type='html'>Quase meia noite no covil do criador. As rotações por minuto soavam viris, transpondo todos os caminhos de sexo, liturgia e liberalismo social possíveis em um só disco. Mesmo assim não estamos nenhum pouco felizes. A concordância falha, os atos falhos, fálicos como uma torre, másculo como o absorvendo do universo! Gramophones, Long plays e compact disc, tudo se renova, gráfica ou imaginariamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filtro do cigarro quase sempre é um temor a ser aceito, qualquer fonte de inspiração astuta comenta meus adultérios. Adultos, físicos, adúlteros!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A criação que tanto demanda do tempo, às mais que qualqueres criações austeras, de modo que mesmo que a gramática sinta-lhe falta, e todos os mortos comentem sua teia sociopata, ainda assim o copo estará completamente cheio e vazio. Espaços vagos e vagas lembranças do que já se foi. O Pete diria que "ninguém sabe como é ser um homem mau..." e nenhum mod poderia envelhecer tranquilo. De fato. Dos arrepios lembro-me pouco, das memorias boas algum desejo de retorno e dos dias caóticos ando convivendo  e não aprendendo convincentemente. Teoricamente não existem astros, estrelas e tão pouco artistas, contudo, lixeiros são quase isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficaremos com o único, o tópico, o fantasioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Unitário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-4033032623627641175?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/4033032623627641175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=4033032623627641175' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4033032623627641175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4033032623627641175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/05/monologos-ao-pe-do-ouvido-03.html' title='Monólogos ao pé do ouvido #03'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-2874894992054697658</id><published>2011-04-27T17:46:00.000-07:00</published><updated>2011-04-27T17:46:12.116-07:00</updated><title type='text'>Speak Low. #1</title><content type='html'>Seu dedo apontava feito um gatilho de felicidade quente. O cano curto fumegante, bruto e ímpar. Aos ventos do oeste que balançam teu chapéu, às frustrações que comandam teus olhos verdes em manto hermético. Nada deverás seria de fato aproveitado por aquele corpo sujo, apela à mente limpa e ao trapo envolto em tuas graças. "Para a forca, com toda a presa dos milímetros de suas arestas!". Pronunciava o inoportuno, de modo que a fumaça que dizia amar-te varia toda a gratificação de um beijo seu. Roubado que fosse, e digno de um tapa, esbofeteado como as tentativas de empregar a seus sapatos o amor à traseiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cigarro que apanhava os dentes de marfim daquele infeliz, abduziam os corações das mais jovens, velhas e dementes moças. Atribuía ao gozo popularescos, palavras inexistentes, textos descompactados e nenhuma métrica. Nenhum prazer em absoluto se não o próprio. Nem mesmo o ganho alheio aos pêlos retirados de seu gato outorgavam a voz rouca de seus motores. Bastavam esclarecimentos póstumos à lapide, ao fake, ao endosso e mal emprego de grafismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sujeito de emprego estável, vida mansa, e prólogos longos. Não espera por você, não corresponde você e não te faz apenas a única, de modo que também não traria consigo a alcunha de conquistador de terras distantes, de gerações mortas ou postos de coleta. Cada dia menos astuto, menos drásticos, e pouco enfático.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-2874894992054697658?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/2874894992054697658/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=2874894992054697658' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2874894992054697658'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2874894992054697658'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/04/speak-low-1.html' title='Speak Low. #1'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-5795011864371121886</id><published>2011-04-23T19:07:00.000-07:00</published><updated>2011-04-23T19:07:01.671-07:00</updated><title type='text'>You now is under my fist. Wait.</title><content type='html'>O vento fugaz, continuo. Até os prósperos padecem de sentir. Brilhos e imagens tão rápidas quanto qualquer ponto eletrônico. Onde está o caminho fácil, a prática torpe, e quando que perderá o prumo? Onde a vulgaridade mora, não reside o fraco, e onde estamos fracos? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos agradeço as injustiças que se recaem sobre mim, e a forma como todos os poemas furtam meu sono. Aos respingos dos persistentes eu dou meu aplauso. Sem quimeras, sem um falso sorriso acadêmico, sem que uma moral desenvolva eu dou o meu alô, estranho, longínquos e agudo. Aqui onde não reside mais o ópio, a flâmula de um amor extenso o grito de um corpo em êxtase, ainda promove um campo de segurança, de fontes franciscanas, de orgulho sujo. Mesmo que distante ainda estou aqui, perto e preventivo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o meu som e energia está hoje condensado, triste, puto e animal. Aguarde aos sons do próximo hit, aos gritos do próximo infeliz que cruza limites. Filhos da anarquia, estou puro instinto, puro sangue na boca. Um diabo sujo encostado e acometido por vingança, e nada será mais pleno que isso! Não estou a ser o orgulhoso ou encaminhar a ira contra um absurdo simplificado. Não quero não ser absurdo ao pior estilo redneck que poderei ser! Não sou um bom moço, e definitivamente não serei bom pra você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao canalha darei as solas de minhas botas. Lhe direi uma vez, e não mais que uma, afaste-se dela, afaste-se dos crimes que pretendeu. Se esconda, mas não pense que algum banheiro sujo vai ser suficiente para estar a salvo de seu pecado, tão pouco de minhas mãos. Seu tempo chegou querido!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-5795011864371121886?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/5795011864371121886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=5795011864371121886' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5795011864371121886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5795011864371121886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/04/you-now-is-under-my-fist-wait.html' title='You now is under my fist. Wait.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-5840701947701359546</id><published>2011-04-19T18:38:00.000-07:00</published><updated>2011-04-19T18:38:40.992-07:00</updated><title type='text'>Don't Talk! Walk!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-kHn4xaAzEIQ/Ta448AR0ufI/AAAAAAAAAXk/RdWYSlI1tIg/s1600/dork.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="193" width="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-kHn4xaAzEIQ/Ta448AR0ufI/AAAAAAAAAXk/RdWYSlI1tIg/s320/dork.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho alguns segredos confinados dentro de algumas jaulas. O que eu posso dizer, não sou confiavél, nenhum marginal como eu poderia ser. Tão pouco, pobre de você honey! Eu acabo olhando a devoção do seu corpo ao meu, as reflecções na tua face, e todas as outras noticias velhas que se lê por ai como algo usual. Bem, frígido, de pensamentos tortos, torpes e confusos. Qualquer coisa que você faça não será o bastante para gente como eu. Eu, meu cano duplo e você babe! Culpa desta nação maldita, desse excesso de desapego plantado entre ciclos. Não importa o que direi, só se guie no fato que direi!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A voz nada sedutora que acumulava-se em torno de meus ouvidos, proclamando o ínicio de todo um final de caos, erguia se como um estandarte máscarado. Responsável por nada menos que furos, cortes e tiros. Sábia voz, entendia mesmo o que me aguardava, de modo que todo o controle mental chinês que poderia ter era completamente desfeito como um laboratório de Metanfetamina. Já mediram o peso da alma, e tudo é sempre muito inconclusivo, mas sabe-se o peso da própria. Estavamos prontos para o circo agora. Nem santificados, e tão pouco beatificados. Sem escolaridade, sem manejo, traquejo e com uma boa parcela de sangue frio. O suficiente diria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;For God Sake! Ela gritou, todos em volta pasmos, abrassivos com o rompimento do silêncio. cafés em seus copos extremecidos como o choro de um recém nascido em meio ao mar de lama pútrido! "For god SAKE!!!!", era enfático, cruel, destemido, e certa maneira medonhamente tesudo! Aos antidepressivos estava mais calado que o infernal ponto de encontro, aos sempre mesmos velhos bandidos, sorrisos maliciósos e carnivoros, e a mim mesmo um olhar que defloraria aquela persona como um cliente do Walt Mart deflora mercadorias não pagas. Nua, suja, e crua. Carne branca, negra ou parda. Não importariam os meios ou métodos, importam as curvas perigosas que traram o deleite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oriente-se rapaz, a nova presa foi gravada no seu pescoço! Perfume, jeito cigano, cigarro em posse de outro demônio. Por vezes seu dedo está apontado para outro lado, as vezes ela lhe confunde com um homem melhor! Barbitúritos, novos pós, outros riffs, aguardando um oriente proximo de você. Está noite todos nós teremos um longo caminho para a ruína!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Risadas altas, e um alto teor de más companhias. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cigarros entre os dentes e cabelos amarrados como samurai. Duas caras, feio, feito o diabo, cansativo feito teria de ser. Caminhante noturno onde caberiam milhões, vinhas de ira, vingança e gritos pelos absurdos. As vezes é melhor só escrever do que sobreviver. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um bipe, uma noite nublada, cigarros aos cigarros, e o copos quase sempre vazios. Ela não te busca, ele finge que te ignora, e a dinâmica da vida prossegue, cheia de falhas furos e pauladas nas vossas cabeças de bunda. Não existem avatares, buscas pela grámatica perfeita, não aqui, não alí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Somos todos vira latas, filhos de mulheres jovens, pais astutos e soldados em exercício durante longos dias chuvosos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-5840701947701359546?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/5840701947701359546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=5840701947701359546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5840701947701359546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5840701947701359546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/04/dont-talk-walk.html' title='Don&apos;t Talk! Walk!'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-kHn4xaAzEIQ/Ta448AR0ufI/AAAAAAAAAXk/RdWYSlI1tIg/s72-c/dork.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-5351858505861551546</id><published>2011-04-12T16:14:00.000-07:00</published><updated>2011-04-12T16:14:15.106-07:00</updated><title type='text'>Sejamos Gays. Juntos.</title><content type='html'>abril 12, 2011&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Tarumã, Goiás, no último dia 6. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero então compartilhar essa ideia com todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos gays.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: #EUSOUGAY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para que sejamos vistos e ouvidos é simples:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) Basta que cada um de vocês, sozinhos ou acompanhados da família, namorado, namorada, marido, mulher, amigo, amiga, presidente, presidenta, tirem uma foto com um cartaz, folha, post-it, o que for mais conveniente, com a seguinte mensagem estampada: #EUSOUGAY&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2) Enviar essa foto para o mail projetoeusougay@gmail.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3) E só :-)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas essas imagens serão usadas em uma vídeo-montagem será divulgada pelo You Tube e, se tudo der certo, por festivais, fóruns, palestras, mesas-redondas e no monitor de várias pessoas que tomam a todos nós que amamos por seres invisíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A edição desse vídeo será feita pelo Daniel Ribeiro, diretor de curtas que, além de lindos de morrer, são super premiados: Café com Leite e Eu Não Quero Voltar Sozinho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à minha pessoa, me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As fotos podem ser enviadas até o dia 1º de maio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diria uma canção de ninar da banda Belle &amp; Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;— Convido a todos os blogueiros de plantão a dar um Ctrl C + Ctrl V neste texto e saírem replicando essa iniciativa —&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;http://projetoeusougay.wordpress.com/&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-5351858505861551546?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/5351858505861551546/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=5351858505861551546' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5351858505861551546'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5351858505861551546'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/04/sejamos-gays-juntos.html' title='Sejamos Gays. Juntos.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-394742108962656512</id><published>2011-04-06T13:19:00.000-07:00</published><updated>2011-04-06T13:19:41.725-07:00</updated><title type='text'>Exilio destes quadris!</title><content type='html'>O sax barítono toca alto, aquela guitarra dita todo o comportamento desses corpos quentes, negros, brancos e pardos que misturam-se nesse gospel as avessas, nesse gosto pela perdição. "Acenda mais um baseado, dance comigo a última canção até que toda essa merda saia das tuas botas!". A maldição do samba, do jazz, do cabaré em fogo esperando esses corpos afundarem mais e mais na meia noite da perdição! O mesmo gato negro que cruzou teu caminho, cruzou o meu, cantarolou alguns sonetos movendo seus lábios com gozo e perversão. O blues, o bonde chegou, embriagou, e convocou novos solidários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me chamo diabo, nem mesmo andarilho cigano. Moribundo talvez, de fato os olhos seguem os teus e os teus fixam sob os meus. Minha voz dissonante, meus quadris tortos como em qualquer sex appeal, de dentes tortos que lhe abduzem a triste quando alta noite se guia, os carburadores sonegam o fôlego para mais uma dose, mais um corte, e muito mais do que cigarros escritos em todo esse chão de estrelas! Terra, tambores e a guia nas mãos. Aqui eles são todos como nós, cheios de pecados, santos, e trôpegos. Pintados como monstros, cansados e embriagados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No rebolar dos meus quadris remontam-se os destinos, as motocicletas e os dados em chamas. Qualquer dose de uísque seria nosso tratamento homeopático. Nunca se preocupe, honey, eu tenho 6, 7 e um 9, prontos para usar. No meu caminho, poucos se guiam, muitos se contestam e você continua lendo, relendo, e relembrando o gosto daquele último beijo. Limpando a bosta das botas, sorrindo com flores mortes, sem se preocupar de ser quem está aquele velho timbre. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já disse que tens sapatos tristes, maníacos depressivos comendo aos teus pés. Cabras, bodes e todos as famílias nobres condescendente com tua procrastinação diária. Aqui ainda estamos com o mesmo timbre, anos 50, bom e velho ronco de motor, ligado em um café irlandês com um rigoroso inverno, Virginia, Alabama, Nashville são logo alí. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou aquele que sufoca você, enforca a si mesmo, doa pedaços de carne para conceber e atraí cada vez mais parceiros de crime. Eu sou aquele que tem todas as diretrizes opiniões e sangue nas mãos para dizer o que é o gosto pelo imperfeito. Aquele que assim como os riscos de fumaça no céu te chama para uma volta de ida pelas tortuosas espinhas nos teus sapatos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-394742108962656512?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/394742108962656512/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=394742108962656512' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/394742108962656512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/394742108962656512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/04/exilio-destes-quadris.html' title='Exilio destes quadris!'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-8260284342260141368</id><published>2011-03-27T19:00:00.000-07:00</published><updated>2011-03-27T19:00:43.812-07:00</updated><title type='text'>Barbitúricos #02</title><content type='html'>Walk on the wild side. Com todas as melodias transpiradas, a locomotiva do próprio sabor suspeito que jamais passaria. Beat, freak, completamente ego. Nada além, de pessoas boas, más companhias, drinks no inferno e quatro seres atingidos por rebarbas de cinzas de cigarros nos olhos. Quatro! Gatos vadios, hipsters malditos, arrogantes juvenis, pedantes esses delinqüentes de aspiradores de pó, de modo que se do pó vieram, a ele iram voltar. Shoots, curvas, e trilhos que descarrilaram em uma Barbarela surealistica. Pontos e elos fracos, frouxos de um cosmopolitam brilhante. Sempre se guiam os olhos ao caminhante noturno, a Ruiva, a Miss Jones, o Sarcasmo e eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tic taque, tic taque, e o isqueiro corrompe todas essas doces emoções, o monólogo cerebral corre como um uivo da coragem em uma matilha completa. Abismo, absinto, doses e homeopatia corporal! Tudo junto em um ambiente só! A prosaica, a epopéia, as palavras que saem sem qualquer cunho hominídeo, foram todas abduzidas por estações de metrô inexistentes, becos escuros não visitados e um bate estaca que não se cala. Tudo recai sob o despencar dos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agonisticamente, a fúria juvenil se veste de branco, toma leite e diz que qualquer amfíbio gordo é alheio às perspectivas da nova era. Os poços de etanol deslumbrados com uma fogueira negra de fumaça sépia. Design, old school, redneck and anothers stuffs is cool. Aos infelizes os passageiros desse bonde da perdição dirigiriam suas palavras como uma piada no jornal de domingo. Caberiam maços e prostitutas no bordel, trancado ao deleite do olho mais cortez. Nada de musas, galináceos, ou objetos de fetiche invisíveis. As discussões seriam as de como escapar da caixa, o tom noir deixado para o passado, e o arrasto da chuva inflamaria qualquer intenção de probabilidade digna. Dignidade é paras os fracos que sonham com ela de nove as vinte duas. Nós bandidos de caddilacs falsos, andamos a pé e estapiamos amantes, passionais e engaiolados em um ambiente retrô que não sobrevive, de modo que nenhuma luz da ribalta representa tamanho desconformismo.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os riscos postos ao rico obtuso inflamável e lúdico entretem mais que garotas semi nuas em jaulas. Amsterdan, Chealse girls, e surpresas em jatos aéreos são negros, de modo que do negro viemos, e à ele cuspiremos a volta pode ter certeza filho&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-8260284342260141368?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/8260284342260141368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=8260284342260141368' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8260284342260141368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8260284342260141368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/03/barbituricos-02.html' title='Barbitúricos #02'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-3495296061769175376</id><published>2011-03-24T11:54:00.000-07:00</published><updated>2011-03-24T17:02:52.685-07:00</updated><title type='text'>I Put a Spell On You</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-wJc463_eGbM/TYvbmZv_hEI/AAAAAAAAAXc/naF39QgYpJ4/s1600/I%2Bput%2Bspeel%2Bon%2Byou2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="226" src="http://2.bp.blogspot.com/-wJc463_eGbM/TYvbmZv_hEI/AAAAAAAAAXc/naF39QgYpJ4/s320/I%2Bput%2Bspeel%2Bon%2Byou2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos brilhantes, anel de diamantes, "on the rock's" sobre a mesa. Das presas fáceis não se tira nada, e essa era a regra, de modo que nenhum filho de pregador conseguiria cantar um louvor tão louco quanto aquele coração. Somente os garotos perdidos abrigariam seus quadris de maneira tão juvenil quanto um lobo de presas largas. A presa, a velocidade, e toda aquela bobagem estomacal entranhava um simples sabor de gozo particularmente colocado como um feitiço em ti. Das vozes onde o canibalismo começava, terminavam teus gemidos! Olhos brilhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os tambores, e nem todos os cânticos de Vudu jamaicano seriam capazes de se mostrarem mais abrasivos que tuas mãos, quentes, difíceis, cheias de detalhes onde aguardavam a chave da disponibilidade, entretanto, o eu vagabundo, mantive-me a distância, de modo a comprar um cadillac. Nascido sobre um mau signo, eu plantei um feitiço em você. Dos mangues do Alabama, aos terreiros do candomblé! Todas as trilhas soavam como sons de crocodilos, todo o redneck pride autenticamente comovido pelo chacoalhar de suas curvas, "Shake Your Hips Honey" e faça de mim um filho pródigo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Santa Madre Cassino pegava fogo quando tocava seus velhos clássicos. Todas as strippers perdiam o sabor em torno de tigres de bengala, entretanto logo o fio solto seria puxado, e todas as atenções se voltariam para o mau nascer do sol. Final da noite, bebedeiras e bitucas de cigarros comporiam mais uma canção. O crupiê estaria entretido, os seguranças mau pagos, e todos os gatos mau trapilhos aguardando um coração cheio de alma. A santidade não teria cabimento dentro daquele corpo, e os pensamentos impuros corroeram aquela garota, de modo que todo o feitiço volta, e atinge seu corruptor. Ah Santa Madre Cassino, aos indíos alcoólatras que corroboram com todas as abstrações que seus olhos me causam! Ah ao desapego, e ao apego de sua carne tremula. Ao  que indica dos antigos rituais, se remonta um pequeno projeto de vida. Um orgulho que não cede, uma sede que não termina. Entre poucas e boas ela estaria guardada entre meus rins. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Treze velas acessas, Jambalaya tocava novamente sua velha canção, country, botas e motocicletas. Mata-me se preciso, dê dois tiros no feiticeiro e esteja comigo! O crânio entalhado sob meu corpo carniceiro como é, albatroz que plana sobre o deserto seguindo seus traços! Eu coloquei um feitiço em você, por você ser minha! As doses, e aos filhos das doses. Do flerte às flechas ateadas de fogo! Por você não prometo tomar jeito na vida, mas emaranha-la de um gosto alcoólico, abrasivo e nada tênue. Não me tornaria um pai de família tão pouco largaria o roqueenrou, mas adentraria a cada centímetros da sua pele rabiscando linhas e solfejos, de modo que não seria eu o catador de algodão, mas o redneck do próximo bar sempre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Riders on the Storm, e novamente Dallas se faria maior que apenas poucos sonhos. Da aculturação, aos pedaços de saliva cicatrizados confortariam nossos corações! A jukebox tocaria sempre as velhas canções e Elvis não estaria gordo, mas orgulhoso de nosso pouco comportamento. Não colocaria meus serviços dentro de qualquer linha normativa básica. Não seria eu um culto, um charmoso cavalheiro refinado, de modo que também não deixaria de trazer à você como minha dama. A valsa no salão convidativa, os gritos e suspiros abstraídos pelos teus sorrisos e a Santa Madre Cassino servindo com aconchego todo nosso blues! Antes de me acusarem de desviado, desvairado e vagabundo, eu lhes digo, sou vadio tanto quanto qualquer gato negro em uma noite parda, mas dê uma olhada em você mesmo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu cigarro aceso, minhas mãos desperdiçado todo o tempo ainda não gasto e entre copos meio vazios eu coloquei meu feitiço em você, por você ser minha!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-3495296061769175376?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/3495296061769175376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=3495296061769175376' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3495296061769175376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3495296061769175376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/03/i-put-spell-on-you.html' title='I Put a Spell On You'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-wJc463_eGbM/TYvbmZv_hEI/AAAAAAAAAXc/naF39QgYpJ4/s72-c/I%2Bput%2Bspeel%2Bon%2Byou2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-6556180782019744620</id><published>2011-03-17T15:11:00.000-07:00</published><updated>2011-03-17T15:11:38.078-07:00</updated><title type='text'>A Fever Of A Redneck Pride!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-jzQ5FkqnvZE/TYKGc7pZShI/AAAAAAAAAXE/RHP43MPooTc/s1600/las-vegas.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="316" src="http://1.bp.blogspot.com/-jzQ5FkqnvZE/TYKGc7pZShI/AAAAAAAAAXE/RHP43MPooTc/s320/las-vegas.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Sim, você tem sapatos tristes, um rádio cheio do cheiro do blues. Balas e uma pequena janela em que pode me ouvir vibrando. Sim você mesma que tem cigarros entre os dedos, arcos, e estranhos perseguindo teus passos. Já me ouviu vibrando hoje? Jeans justo, ossos justos, e toda a pouca vontade de vadiar! O orgulho, a prática, e o dedilhado na tua carne trêmula. Você já me ouviu vibrar honey?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o Guepardo que habita em teu corpo comentou comigo de sua pouca satisfação, que teus dados ainda estão rolando, e que todas as apostas em meio as mesas de bilhar são frouxas pelo riso que escorre da tua boca. A vermelhidão dos lábios ecoando palavras que ainda não ouvi de você, expectativas e rumos novos ao norte, sessões no deserto árido, árduo e aguardando todo o Voyeurismo de nosso show.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das pedras que rolam e não criam musgos, aos corvos negros cantarolando uma canção, "you gotta move". as mãos escorrendo como o slide nas cordas da Dolores, e a prática sendo observatório da perfeição. Bêbados, vadios e sórdidos. Dois gatos sujos em uma noite parda, inundados de flâmulas pop. Acometidos de raízes extensas advindas da areia. Um extremo mar de areia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos nos olhos, e ninguém precisa me dizer o que você viu. O calor do teu pulmão, o soldado entrincheirado em tuas pernas. Minhas perdas, e meus danos celebrado como um cão vadio honey! À você todo o meu mod rocker, meu redneck pride, ás alturas do teu flerte, ao cume alto em que grita e explana teu nome "las Vegas". Tudo e exatamente nada é o que cabe em um copo de úisque. Cowboy, totalmente sem gelo e a vi a verdade escorrer de tuas mãos, dedos e afins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com os cabelos ao vento, as rosas mortas já foram entregues aos póstumos parceiros, Mickey and Marllory Knox dançam sobre essas sepulturas. Aguardado o desfecho. Dentre as agulhas, os traços e rabiscos, outra garota levou minha agonia embora. Sinta-se bem com uma febre do orgulho Caipira!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-6556180782019744620?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/6556180782019744620/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=6556180782019744620' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6556180782019744620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6556180782019744620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/03/fever-of-redneck-pride.html' title='A Fever Of A Redneck Pride!'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-jzQ5FkqnvZE/TYKGc7pZShI/AAAAAAAAAXE/RHP43MPooTc/s72-c/las-vegas.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-6972257403037164694</id><published>2011-03-02T20:25:00.000-08:00</published><updated>2011-03-02T20:25:08.700-08:00</updated><title type='text'>Monólogo ao pé do ouvido #02</title><content type='html'>Aguarde o convite. Não entre ou deslize onde não lhe é evocado. Evite traumas de dramaturgos, caminhe entre o vale das sombras, à beira morte, da beira você enxerga o abismo, e nunca existem queda que não se possa alçar. Quinze anos. Meio de vida. Todo conjunto habitacional aglomerado pela faca em seu pescoço, e você nem liga. Dispara, sob o céu, sob o acasso, milhões de balas nada endereçadas, você diz "te pego na curva", e curva se à mais uma dose. Nicotina, taxidermia, modernismo, pós modernismo, ou ambas alternativas, seria esta sua ultima canção. Aqui jáz, o jazz, o mod rocker, post punk de cabelos ao vento de lingua solta. Lingua de trapo, boca imunda, e no fim de que nos resta sem a suite roque em rou. Ambos os santeiros, amos, você caminha aqui! De toda aquela identidade rasgada, perdida como uma peça, um emaranhado de peças, esqueça, todos sabemos que lhe falta prática e calar-se, em sonegar o esforço. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parte exata, entre minutos, aos que restam minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela desce seca pela escada de teus dentes podres. Boca, sorte, affairs. Árida como um clima ruim alcança teu esofago sem estofamento, e tardiamente cai como uma pedra sobre os rins. Das entranhas caminha como o próprio foco, de modo peculiar, a guia em mãos, ao caboclo, e todo o resto saravá, mais um gole e ela está lá. Como um odor desagradavel pelo corpo. Ácida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao suor, ao furor, e todas as outras bobagens de imagens pré estabelecidas, à arrogancia de um tiro no nariz, a bobagem de ser intocável. Tudo isso ela tirou, de si, de varios, e posteriormente tirará de terceiros meu caro. A fé que nasce entre terreiros, dentre brancos, negros, e pardos. Somos todos pardos meu irmão. Para ela o tom é sempre noir. É desnecessária, tanto quanto alguém que não se vê à meses. O nome dela você sabe tanto quanto eu. Necessária. Entidade necessária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O corpo que a resite é o mais profundo de qualquer corpo. O democrático corpo que à reside, de modo que não há espaço para ciúmes, vislumbres, ou argumentos. Das mãos chacolhando, do ouro escapando entre teus dedos. Mente sã, corpo Santo. Esqueça, não funciona aqui. Entretanto, somos ótimos caçadores de idiotices, queimamos os dedos, fazemos preces aos que já foram, e promessas aos desconhecidos, fé, de maneira a trivia permanece, entre os poucos resistentes. Não somos assim tão resistentes. Página que vira é página lida, nem sempre compreendida, nem sempre ardua, ou fácil, mas sempre lida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resistem, residem, e obstruem o tráfego. O corpo que a reside, é o corpo do copo, da taça, do injetor, do gargalo da garrafa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-6972257403037164694?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/6972257403037164694/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=6972257403037164694' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6972257403037164694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6972257403037164694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/03/monologo-ao-pe-do-ouvido-02.html' title='Monólogo ao pé do ouvido #02'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-816956846695975052</id><published>2011-02-26T21:28:00.000-08:00</published><updated>2011-03-04T10:22:55.332-08:00</updated><title type='text'>NOVA.</title><content type='html'>Ultimamente, eu ainda estou segurando,&lt;br /&gt;toda essa onda de até onde posso ir. &lt;br /&gt;Esperando, eu rabisquei todo meu corpo, &lt;br /&gt;e ainda assim, não vi o que te faz brilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não dirijo tão rápido, nem durmo quando deveria.&lt;br /&gt;Um cigarro queimando no filtro é tudo que tenho.&lt;br /&gt;Você ou eu é como um resto, nada do que diga vai mudar essa idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe sua cabeça imaginar onde eu possa guiar. &lt;br /&gt;Mesmo que não reconheça mais você ou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma vergonha que tenhamos que nos matar para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa perda de tempo, ou medo de que? Vivo já à tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma vergonha que tenhamos que nos matar para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa perda de tempo, ou medo de que? Vivo já à tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense bem, com todos esses dias no mês,&lt;br /&gt;Não à muito de mim para se compartilhar.&lt;br /&gt;Trabalhando duro chegamos a um ponto em comum.&lt;br /&gt;Os últimos à saírem que fechem as portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém sai daqui vivo, nem dorme em paz.  &lt;br /&gt;Todas as palavras que ouço são de adeus.&lt;br /&gt;Todos meus pontos são falhos, nenhum prazer de mudar essa idéia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe sua cabeça imaginar onde eu possa guiar. &lt;br /&gt;Mesmo que não reconheça mais você ou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma vergonha que tenhamos que nos matar para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa perda de tempo, ou medo de que? Vivo já à tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma vergonha que tenhamos que nos matar para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa perda de tempo, ou medo de que? Vivo já à tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pense bem, com todos esses dias no mês,&lt;br /&gt;Não à muito de mim para se compartilhar&lt;br /&gt;Trabalhando duro chegamos a um ponto em comum.&lt;br /&gt;Os últimos à saírem fechem as portas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixe sua cabeça imaginar onde eu possa guiar. &lt;br /&gt;Mesmo que não reconheça mais você ou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma vergonha que tenhamos que nos matar para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa perda de tempo, ou medo de que? Vivo já à tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma vergonha que tenhamos que nos matar para sobreviver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com essa perda de tempo, ou medo de que? Vivo já à tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-816956846695975052?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/816956846695975052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=816956846695975052' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/816956846695975052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/816956846695975052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/02/nova.html' title='NOVA.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-5368684951979204082</id><published>2011-02-21T19:37:00.000-08:00</published><updated>2011-02-21T19:37:04.359-08:00</updated><title type='text'>Última Dança.</title><content type='html'>Teu coração pede paz,&lt;br /&gt;A vida pede passagem para escapar entre os dedos.&lt;br /&gt;À todos  que renascem para não desistir,&lt;br /&gt;Para surgir algo novo em folha.&lt;br /&gt;À todos que se mostram, &lt;br /&gt;E não foram feitos pra abusar de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja a última dança, se é assim que tem de ser.&lt;br /&gt;Talvez seja a última dança, mas por que pesa tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora não faça nenhum barulho,&lt;br /&gt;Nem estale seus pecados com fogos de artifício.&lt;br /&gt;Qualquer dia desses essas correntes serão menos pesadas,&lt;br /&gt;Não espere as consequências gritarem nos ouvidos, &lt;br /&gt;Não crie expectativas de dias chuvosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja a última dança, se é assim que tem de ser.&lt;br /&gt;Talvez seja a última dança, mas por que pesa tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje nasceu, aquilo que deveria correr, &lt;br /&gt;E talvez todas as estações toquem suas canções favoritas.&lt;br /&gt;Para todo pedaço que cai, surge um, esperando o seu lugar.&lt;br /&gt;Não espere as consequências gritarem nos ouvidos, &lt;br /&gt;Não crie expectativas de dias chuvosos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos que precisam de todos que ama,&lt;br /&gt;Dentro da cabeça, muito forte para não poder perder.&lt;br /&gt;Aos poucos que estão perto dopados, ou que jurem alto para esquecer, &lt;br /&gt;A vida as vezes escapa entre os dedos, &lt;br /&gt;Não existe jeito certo de perder.&lt;br /&gt;Não existe saída que não às cegas,&lt;br /&gt;Da dor que você sente, ao pouco que sangra de si,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja a última dança, se é assim que tem de ser.&lt;br /&gt;Talvez seja a última dança, mas por que pesa tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos tem uma confissão à fazer,&lt;br /&gt;Todos temos um medo à recorrer, &lt;br /&gt;Está tatuado na face, no coração partido,&lt;br /&gt;Do melhor que se pôde fazer,&lt;br /&gt;Não existe jeito certo de renascer.&lt;br /&gt;Não existe jeito certo para não desistir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez seja a última dança, se é assim que tem de ser.&lt;br /&gt;Talvez seja a última dança, mas por que pesa tanto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Em memória ao pequeno que não pode vir ao mundo. + 21/02/2011&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-5368684951979204082?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/5368684951979204082/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=5368684951979204082' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5368684951979204082'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5368684951979204082'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/02/ultima-danca.html' title='Última Dança.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-8622424540726599684</id><published>2011-02-20T18:09:00.000-08:00</published><updated>2011-02-20T18:09:53.376-08:00</updated><title type='text'>Barbitúricos</title><content type='html'>Eu ainda nem senti, o que te faz brilhar. Os faróis ainda são todos tão faraônicos quanto eram quando nós tínhamos dez anos. A nostálgica, o amor futuro/passado, nada existe em um banheiro sujo, para todo sempre, todo resto de nada, e eu ainda não ouvi, de onde podem vir palavras tolas, e a amargura de todos aqueles que se proclamam espertos, a verborrágia solta entre dentes ainda é a mesma e velha verborrágia de tempos atrás. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos passos largos dou meu alô, aos quintos do inferno onde provavelmente vou, aos que tem coragem de ouvir, falar, e soltar seus pontos negros, à estes mais e mais de mim é solto entre copos, Barbitúrico e densidades noturnas. As mulheres que acontecerem, os filhos e os pais que choramingam em meio ao petardo, o meu alô. Nossos passageiros são quase sempre menos sinceros do que qualquer gato vadio. Nada como fazer de tripas coração, enxaguar o grito com a demanda e os pontos cegos dos dias de hoje. Ouvir pensamentos é um luxo raro. Crer na qualidade de odores ácidos não basta como alento. Esse é o meu alô. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alô doutor. Alô aos camelôs, e mendigos vadios que ganham seu lugar. Obriga me a postular o futuro. Erasmo, Carlos, e todos os outros ainda são tão românticos quanto eu rasgando minhas veias, e que feio. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda não escrevo como gostaria, não faço o que gostaria, e o radiantismo pateta, ainda não encontrou-se com os meus ossos, nem da lua, tão pouco das maratonas. Abandono meu lugar, abandono o teor de Ulysses, abandono as poucas e boas traquinagens. O mod Rocker que não vai à canto algum. Todos eles estão embebidos em um rio destruidor selvagem, animal de pouco teor poético. Não agradeço e tão pouco respiro veneno, entretanto, os méritos da derrocada dos peitos abertos, dos tipos, tiros e basta. A semiótica aplicada à vida, aos relacionamentos, de modo que vai acontecer, e ainda irei eu encontrar. A moral dos de pouca, a minha pouca. Não se embriague com sorrisos tolos de pessoas tolas. As tripas são tão grandes e pulsantes quanto o coração, entre os rins todos os encontros e desencantos e mesmo assim, ainda pluviométricos. Enganosos, mesquinhos e abertos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amores brutos, sangue exposto, e muito gozo "...Agradeço aos talentos dos quais sou escravo...Agradeço a capacidade de ser quem não sou, e de ter não somente duas faces, mas sim, oculta-las..."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-8622424540726599684?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/8622424540726599684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=8622424540726599684' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8622424540726599684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8622424540726599684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/02/barbituricos.html' title='Barbitúricos'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-1653047662375646681</id><published>2011-02-17T10:25:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T10:25:58.304-08:00</updated><title type='text'>Cosmopolitan (Part III)</title><content type='html'>- Com a mesma falta de vergonha na cara eu apodreço, procurando minha insônia, sua falácia, obstruindo os terremotos de uma vida pouco sensata, de modo que eu não quero e não devo, deixar que se aproxime! Não quero e não devo deixar o foco oprimir suas veias, minhas maldades e nossa pouca atmosfera nudista. -  Caminhava pelo corredor de mesas, outorgando seu ponto forte. Proferindo aos dois únicos seres presentes, graves e mais graves de adjetivos falhos, nuances obtusas, e português oblíquo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algumas palavras poderiam descreve-lo como um homem pronto para o recomeço. Magro, pálido, elegantemente vadio, de modo nenhum seria só mais um com os dentes podres, olheiras fumegantes entre portas abertas para sua própria percepção. Destemia-se entre quatro paredes como poucos no universo paralelo de vossas próprias expectativas. O tipo que rezaria de joelhos aos pés de uma meretriz qualquer, um copo de uísque entre o ódio proferido pelo amor de deus, a última morada seria seu semblante como um soco na parede oferecia uma grande e boba satisfação. As pedras entre os rins, o amor derramado pelo asfalto, o ultimato ao céu, inferno e oferendas míticas. Seria o exu entre o termino, o demônio palhaço de circo sem futuro, um pouco de si mesmo que não encontraria em farmácias, outdoors, ou idosas fornecedoras de narcóticos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suicida, absolutamente maníaco, irritante e desmotivado, filho do asfalto, moleque de recados de si. Aos pés da santa. Embalado sob o hit do verão passado, encurralado entre desconhecidos e afins, absolutamente marginalizado por seu destino, de modo que não aparentaria outra forma senão a de um animal selvagem, do qual se meteria com a polícia pela mulher amada, um campeão do romance romano, um Erasmo dos dias modernos, e um critico de poucas palavras. Essas seriam minhas percepções, esses seriam dois dos quatro cavaleiros do apocalipse dentro do nosso belo bar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentou, procurou um banco vazio, e aguardou que em seu esqueleto aumentaria os níveis de tesão, tensão e pó. Clientes antigos, dois de nosso próprios espíritos, dois de um sangue ralo, fedido, e polvilhado. À vossa maneira, o destino de muitos aguardavam-se em destino de poucos. O clube dos corações partidos, não por amores brutos, ou por intrigas mesquinhas e comentários impertinentes, apenas corações cansados, psicotizados, tênues e obrigatoriamente frustrados. Os quadros, as paredes, rendiam homenagens aos espíritos que residiam alí. Os corpos embriagados, e o gozo esporrado em suas faces, atribuíam à face de deus. Malditos porcos iluminados, malditos corpos mesquinhos entre facas e espetos. Amava todos eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Um copo do seu pior uísque meu caro. Pouco dinheiro e pouca satisfação fazem de todos nós bobalhões. - Ergueu suas mãos ao teto como se houvesse alguma entidade em seu corpo, de modo que fora servido com a mesma classe de sempre, muito embora a atenção ainda se voltava para antigas personagens morenas, duras, e gostosas. E mesmo abduzido de pouca atenção e risos cinícos, continuou: - A minha história não interessa, o meu caráter é valho, e de maneira alguma quero sair dessa porra toda! Os cronistas me refletirão holofotes, a chuva irá tomar conta do meu corpo, sexo barato, putas de rua, bêbado sempre irei ficar e reintegro uma vontade. Sociedade Produtiva que se foda! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Do que diabos você está falando, cara? - A pequena se pronuncia, olhando pro seu copo, como se desse o mínimo de atenção necessária para domar o flerte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele sorri, retorna o olhar para os ombros, malicioso como um rato procurando comida. - Falo de sinais, falo de semiótica, falo de câmbio financeiro, e de senhores de meia idade que tem dinheiro no bolso. Falo de pseudo comunistas que rezam em cartilhas capitalistas, de toda essa gente que não ouve direito. Todos os macaquinhos de circo, que amam os julgamentos, assim como eu, mas não desvendam sua honra ou nudez à humanidade, e proferem tiros, ordens restritivas, verdades absolutas e plenas em todo e qualquer recinto em que se sintam ofendidos. É engraçado como a dupla criação sempre reside em nossos corpos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rá! Isso é claro, todos nós julgamos, somos cíclicos, temos tensões menstruais, e falamos milhões de besteiras, mas isso não é motivo pra você se achar superior aos demais, certo gente boa? - diz Maria, a virgem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele pequeno instante de fúria, em que o debate existencialista de paixão e ódio social compunha se feito a causa e o efeito, gasolina jorrava à alguns passos dalí, na ponte do rio que descia, na crônica da futura sorte, de poucos sortudos. Onde alguém certamente perdia o tesão, a tensão. Dentro de um automóvel limpo, branco de doer a visão. O recomeço, o fim, as linhas escritas em seu epitáfio, o caos criativo, acomodavam se em uma cidade pouco drogadita, chapada de anti alérgicos, anti depressivos, cuspindo nos "zumbis do crack", arrotando naturalidade e prometendo saúde mental ao seu fogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A próxima canção seria cheia de sorrisos prontos, faces cíclicas de profissionais neo liberais, sozinhos com um mau cheiro exalando de um som negro, de um pássaro prostituído e nada compreensivo. As tripas dos que se importam com amor, paixão, e metafísica, anunciariam que se fariam coração, eternamente dono de nosso júizo. Naturalmente e não natural, mente, corpo, e espírito errante sem paz, sem sossego, como uma personalidade frágil não tênue. Não era de palavras tênues, e sim de cortes no corpo, remédios nas veias e a arrogância furtiva de personas inteligentes. Nossa Era, seria de casos críticos, de histórias vistas em todos os becos, residências e websites. O jornal estampa, os elogios, o gosto pelo vingativo, e a hipocrisia pós moderna. Nosso bar apenas uma casa, um shallon judeu. Um pós mortem, uma adoção de doçura ao que se estampa pouco e amargo. Os dias curtos caem como as sentelhas patéticas que obesos proclamam, de modo que nosso ambiente recepciona o furto primordial da criação divina, a elaboração da guia, do cabloco, e o saravá! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora somos em três, discutimos e ouvimos antes de cantar, de modo que o que nos opõe se aproxima, a saga da verdadeira fumaça inexistente, da teoria do Super homem, das bobagens sociais, das nossas ciências xulas. O universo é tão ateísta como o sujeito que fuma, e saliva com fumaça presa nos dentes. A sessão de descarrego começa com três formas, e prossegue, a caravana insiste, no asfalto, no "não faça isso, ou aquilo", em seu, no meu jeito confuso de ser "Patético".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-1653047662375646681?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/1653047662375646681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=1653047662375646681' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1653047662375646681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1653047662375646681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/02/cosmopolitan-part-iii.html' title='Cosmopolitan (Part III)'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-7361772341537224060</id><published>2011-02-13T19:25:00.000-08:00</published><updated>2011-02-17T10:24:38.154-08:00</updated><title type='text'>Cosmopolitan (Parte II)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-OwTmO2iW1w8/TVigljvh_TI/AAAAAAAAAWk/ax297k7_acQ/s1600/Cosmopolitan%2Bcopy.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="226" src="http://2.bp.blogspot.com/-OwTmO2iW1w8/TVigljvh_TI/AAAAAAAAAWk/ax297k7_acQ/s320/Cosmopolitan%2Bcopy.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantas palavras poderiam sair de sua boca? Em alto e bom som, com clareza determinada, de modo a conquistar os braços dos ouvintes, expectadores, e afins, ela sempre proclamava sua liberdade. Morena, pele alva, assassina por natureza. Rompia com deus da mesma maneira que romperia consigo, e de variáveis formas possíveis torturaria seu próprio espirito. Costumava dizer que pesava tanto, o quanto carregasse consigo, que outrora era de cerca de 90g. Dos cabelos finos, à pele macia, ao desejo de todos os marmanjos entrelaçarem-se em usas coxas rabiscadas. Altiva, durona, classe não lhe faltaria quando queria, coração de modo algum lhe perdoaria, angina, esse era seu mal. Os ciclos menstruais, tão banais quanto as notas de reais que brotavam em sua bolsa, à sua maneira, durante vários anos foi feliz. Torturou, matou, e reviveu velhos amores com grandes planos, até dominar seus infelizes enganos. Usava echarpes, cabelos bem cortados, mexas tão douradas e apetitosas como os últimos raios do dia, sapatos bailarina quase sempre vermelhos, e um pouco das anedotas de todos os pobres que já à procuraram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentava-se nos últimos dias, sempre na mesma fileira do balcão, no mesmo sujo e redondo banco. Salvava-se de si mesma naquele espaço. Uma cerveja, sempre começava com qualquer uma que fosse forte, e clara, apesar de sua pompa, sua elegância, e seu soar requintado, gostava do simples, e o simples sempre fora o seu pecado, de modo que se um bem fizeram à ela, fora provar sua beleza e cuspir em seu status. Metódica em protocolos de banheiras etílicas, começava a degustar sua cerveja e logo após enviava sinais gráficos ao seu aparelho visual, rogava como uma virgem pelo seu primeiro cigarro e de modo algum, expunha aos que se interessavam seus pecados. Bandoleira, pistoleira, armada até os dentes de nossas preces mais angustiadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garçom a servia com afinco, os olhos negros saltavam como duas jóias aos seus sapatos. Não que ele se interessasse pelo seu corpo, pelas suas curvas perigosas, ou pelos seus passo-a-passos, não que ele em seu presente quisesse constituir família, ou cometer velhos erros do passado. Estava alí, sem fingir comprimentos, sem soar extravagante, apenas para deleitar-se dos novos planos, do futuro incerto, da dor que este provocaria em outrem. Sadismo, apenas isso e nada mais e para ele, o balbuciar vermelho dos lábios dela eram sempre os mais aliviadores. Gozo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pormenores de sua epopéia eram de fato interessantes, mas não à ponto de tortura, não ao ponto vermelho de um bife. Eram apenas historias de crianças brincando com suas maldades afiliadas, traziam um teor cômico, baixos, alto, de modo que não era de onde vinha, pelas entranhas de sua querida mamãe que importava. Não isso era apenas um preço à pagar pela companhia agradável. A tortura estaria em seu presente do passado, e talvez com sorte, em seu futuro imperfeito. Há pouco, deixara um senhor na merda sem saber. Sujeito insano, ele pelo que ela diria e isso pressuponho eu, iria do inferno ate onde necessário para ouvir palavras dela, mesmo que fossem para sodomiza lo. Era capaz de caminhar quilômetros apenas para ver os lábios sussurrarem algo que o fizesse transpor o limite do acatável. Aqui, ele jamais entraria com ela em posse, e tão destrutivo ela fora, que nem mesmo ela saberia se teria sido. Gosta disso, ele gosta disso, o garçom mais ainda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia tal moça que esteve cerca de dois anos dividindo sua vida com o traste, de modo que nem mesmo traste seria um bom adjetivo, às avessas de compromissos, às avessas de seus gostos, discutiam, se amavam, aterrorizavam a vizinhança, e por fim, tinham uma vida convencional. O que era em suma, um inicio promissor, desenvolveu nela um medo pelo futuro certo e quadrado, de modo que ao que consta nos anais de sua vida, terminaram por incompatibilidade de ideais futuros, o que em mínimas letras diria seu narrador, ela já o queria chutar. De modo que isso é o que menos importa, aqui ela estava refeita, cansada, mas não solitária, aqui ela buscava apenas uma cerveja, e nós vermes, buscávamos mais. Mais de seu corpo, mais de suas palavras, mais de sua felicidade, mais de suas poucas e boas torturas. A visão pode parecer-se turva, e nada clara, mas a narrativa era encantadora. Dirigia-se com um reflexo alpino ao garçom.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Carlos! Mais uma cerveja honey! - Olhos fechados, boca entreaberta, e frio calculo de opções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Claro madame, pra senhorita, quantas forem necessárias. - Pega a cerveja, caminha ao encontro do Diabo, e confere a marreta em seus chifres. - Sabe! Estive pensando. Você do alto da juventude, dividiu dois apartamentos, com dois caras completamente diferentes, e como me disse à pouco, ainda assim seus terminos foram extremamente semelhantes. Realmente se cansa da próprio vida tão rápido assim? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela ria, compulsivamente ria. Escondia as mãos, domesticava sua lingua e proferia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Rá! Hilário você honey! Sempre com perguntas inoportunas. Alias, por que tamanho interesse nas minhas cagadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Educadamente Carlos, o garçom destemia-se. - Ora madame, ossos do vício. Saber é algo que me cria sempre boas histórias futuras, e assim eu sempre procuro ter gozo no trabalho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-7361772341537224060?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/7361772341537224060/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=7361772341537224060' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7361772341537224060'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7361772341537224060'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/02/cosmopolitam-parte-ii.html' title='Cosmopolitan (Parte II)'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-OwTmO2iW1w8/TVigljvh_TI/AAAAAAAAAWk/ax297k7_acQ/s72-c/Cosmopolitan%2Bcopy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-615142014782206834</id><published>2011-02-08T16:11:00.000-08:00</published><updated>2011-02-08T16:11:08.754-08:00</updated><title type='text'>Cosmopolitan  Pré-fácil (Parte I)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TVHbJAkUY7I/AAAAAAAAAWc/kRxGW0P5hGk/s1600/Cosmopolitan.jpg" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="226" src="http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TVHbJAkUY7I/AAAAAAAAAWc/kRxGW0P5hGk/s320/Cosmopolitan.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;As árvores trêmulavam sob os ventos de vossa biografia, tênue, os ares do espiríto cantam como pássaros soltos do cativeiro, até os vira latas merecem mais sossego. Uma vez recompensado com suas garrafas soltas sobre cérebros desalmados, e por vezes corpos desnudos, altamente desprovidos de ser, se acumulavam em sujos e belos colchões. A vida não poderia ser menos bohêmia, menos chula, menos moral. Se você deparar-se com atualizações de face a face, facas no pescoço e borbulhar do café fervendo, e começa se a pensar em como pensar. A biografia é apenas tempos um tópico dos dias modernos, e o Cosmopolitan um drink com variável des-graça, de modo que todas as bandeirolas de são joão são tão, ou mais, abrasivas. Literariamente diria o ser, "Nem tudo é litúrgia" e eu acrescentaria que nem tudo é um pedaço de rim. Face a face com o cowboy de drogaria, que errante vaga pelos cantos, ou pelas farmácias obstruindo passagens, ou mesmo de frente ao gigante locutor, carinhoso e de afetuoso bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cidade para, e cresce como um verme dentro postulado em si. Dentro de studios, dentro de casas privês, dentro de rabiscarias, de maneira alguma o cheiro poderia ser diferente do que o do ralo exposto pelos ideiais "Comunistas" da nossa querida burguesia, bigodes, barbas e papeis, não atribuem cargo aos "merétríssimos" poucos "Dons de porra nenhuma". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a história, e esses são os fatos a prosseguir. Conta-se a cronologia dos deuses e entrelaçam se na acomodação dos nobres mortais. Demagogia solta em furta cores, estilo d e vida, luxo na boca do lixo, e lixo em todo o restante de seu luxo. Captada entre os egos de senhoras de meia idade, garotos tolos, vingadores de baixa moral, crianças manipuladoras, memórias postumas de quem se foi para um Cosmos alternativo, e assim vão eles. Chafurdando-se nas ruas, enchendo o peito de ar. Quites de desenvolvimento falho e o garçom só se era ouvidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sala retangular, poucos bancos à frente do balcão de infortúnios alcoólicos, de modo que o ambiente se via em tons de amarelo, sépia, e demais regionalidades. Alí alguns poucos hérois frequentavam assíduamente, alí poucos davam alôs ao futuro brilhante, de modo que eram quase sempre desempregados, bandidas, e pastadores de latrinas. Obrigar-se a ser sociável era o trabalho daquele que ocupara o posto de "batedor de carteiras etílicas", sujeito magro, moreno, cerca de pouco mais de um e setenta de altura. Servido de suas armas "destilativas", de toda a dopamina que poderia jorrar ao balcão, todos os corpos que alí ainda iriam se adormecer, e por que não, de toda a narrativa cruel e enjoativa. As sobras dos petiscos, ao cheiro de vômito, as cinzas no chão e a verdade clara, surda e nua como um pedaço de algodão, afinal nem tudo é sujo, mesquinho, ou controverso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-615142014782206834?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/615142014782206834/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=615142014782206834' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/615142014782206834'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/615142014782206834'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/02/cosmopolitan-pre-facil-parte-i.html' title='Cosmopolitan  Pré-fácil (Parte I)'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TVHbJAkUY7I/AAAAAAAAAWc/kRxGW0P5hGk/s72-c/Cosmopolitan.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-2800929512711961087</id><published>2011-02-02T19:29:00.000-08:00</published><updated>2011-02-02T19:29:51.609-08:00</updated><title type='text'>Monólogo ao pé do ouvido</title><content type='html'>- Dez mil diabos soltos entre seu portão, e então não aponte o dedo pra mim, não doe além do que pode estar perto de ti!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essas palavras ricochetearam pelo salão, em voz alta, tom vibrante, e pouco a pouco desfalescida. Ocupado com teus gatilhos, respingos e pontos de mácula. Da retórica ruim, do falho português e das advertidas conjugações e interpretações de texto erradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora! Basta, não fique tão perto quanto um guaxinim roubando lixo alheio. Você já caminha demais sobre o asfalto, proclama por poucos e se abaixa demais! A violência contida nos quadrinhos, nas esquinas e os travestis pedindo socorro mútuo aos policiais. Chega de boca do lixo. Boa escrita não é mais sexy! E você está na lácuna dos porcos, cretino!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O temporão, o filho de caim, saudava assim seus proximos convidados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Muitos talentos e boas poucas serventias, não se reprima em troca de contatos com hipocritas como você, não se torture com correrias como um Cheetah! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os próximos pensamentos podem ou não serem artísticos, ou não ter graça, gala, à altura, mas não estão inseridos em contextos cinícos ou de duas caras! Nunca houve uma máscara, e como Bowie se cria e recria, nada há para se fazer valer em dias de chuva intensa, calor exaustivo e brutalidade em rins roubados. Pense caminhe e trate de roubar um banjo!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-2800929512711961087?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/2800929512711961087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=2800929512711961087' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2800929512711961087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2800929512711961087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/02/monologo-ao-pe-do-ouvido.html' title='Monólogo ao pé do ouvido'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-3801583668063305140</id><published>2011-01-31T17:32:00.000-08:00</published><updated>2011-01-31T17:32:11.930-08:00</updated><title type='text'>Click</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TUdiYLSlIZI/AAAAAAAAAWI/lDjY9HAzvPY/s1600/damn.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="319" src="http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TUdiYLSlIZI/AAAAAAAAAWI/lDjY9HAzvPY/s320/damn.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Click, fora o efeito sonoro do furto de seu ventilador, o calor estava insatisfatóriamente desgastante, degradante e entre os furtos e furos nas orelhas, ressoava entre os dentes o pouco português que sempre nos falha.  A fumaça, continua, inflamando os pulmões de densidade demográfica, justificando os meios aos finais. Eram quase meia noite naquele apartamento de estofamento nitidamente brega. As pestanas fechando tanto o quanto fossem necessárias, e o sobrenome se alteraria por gosto próprio da malandragem. Dos sons nada pode se dizer além dos ecos sob o silêncio em pensamentos torpes em literatura barata, culminando em sorrisos satisfatóriamente debochados. Maldita liturgia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo rapaz! - Pensou rápido e ávido, de modo a marginalizar a postura recorrente de si mesmo e sorrir pela falta de argumentos plausíveis apresentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os comprimidos, despojadamente deixados para poder dormir, e todos os blás ditos a si mesmo em seu núcleo doentido passaram a ser uma distração fugaz, tanto quanto o demônio teria em um carteado. O prazer já se via como o de uma meretriz de classe aconchegada ao sofá, contando sobre "As incriveis aventuras de Gulliver", de modo que o sexismo deixava para a realidade dos fatos, dos corpos e da sujeira entre tais quadris, em um balançar frenético, em uma sorte de fome por absurdos. Click, e o cigarro na boca pensando em todos os combos gráficos que poderia instaurar, em toda a vista pro mar que teria e almejava alcançar. Sorte, fortuna e poucos amigos, assuntos meramente ilustrativamente sujos, sacanas e totalmente literários. By your side tocando desprovida de anúncios no rádio, bons e velhos tempos de malandragem recaíndo aos ombros sem dolo algum e a campainha tocava intermitente. Levou se aos berros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que passa porra!- Caminhava e caminhava, torpe pelos corredores, acordado, zumbi do mato enjaulado, e porra nenhuma o vestia. Os pensamentos eram de tensão, tesão e outras atrocidades com "T". Pensara também que se todo excesso fosse visto como fraqueza e não como insulto já o tiraria de seu sufoco. Abria a porta semi nu, sem fontes ou clareza na vocalização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Humm... Você?...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim! Eu...Não gostou? - Mortalmente vestida, velórios costumavam ter menos roupas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não, esperava mais de você pequena.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais? - Levemente alterada, adentrou sem nenhum convite, sem nenhum dolo. Nem mesmo um minuto à mais poderiam ranca la de sua pouca e literata vestimenta, tal qual Golias, tal qual o mito do minotauro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fechou a porta, e de pronto, sugou sua sáliva, ácida, pecaminosa, e nada puritana. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Na verdade você pode querer tudo, mas não pode ter! Tá na sua face mas não colado nas tuas mãos. - Respondeu com um certo humor nos lábios. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao que os deuses podem profanar, ao que os mesmos podem outorgar, o dia riria de si, menos românces e muito mais ação. Naqueles segundos, os preciosos Sí bemois eram pontos de quem adentrasse com mais ardor às pernas do adversário, puramente brindando ao aprendiz de diabo e rogando da virgem sua virginidade. Meia hora depois, chuva de sangue na avenida de são miguel, cigarros em brasa e corpos em massas, a verdadeira fonte da idealização comunista saltaria da base alimentar do proletáriado, e não de seus bens como diria papai noel. Era notória a fumaça e o básico desconforto em se pronunciar quaisquer sílaba. Qualquer fonte de ar era subjulgada por tons cinza e azuis, pelo covil abrasivo, pelo mod rock aposentado. Alí apodreciam ao se chamar de quaisquer nomes, porderiam burlar quaisquer fontes de luz, e aquecer qualquer termostato. Click, e liga se a velha matadoura de monstros. A Televisão alta, evocando pouca conversa, a formalidade pairando em corpos nus, e por fim os ultimos suspiros ao se adormecer com o óbvio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-3801583668063305140?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/3801583668063305140/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=3801583668063305140' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3801583668063305140'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3801583668063305140'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/01/click.html' title='Click'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TUdiYLSlIZI/AAAAAAAAAWI/lDjY9HAzvPY/s72-c/damn.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-5944123031372196017</id><published>2011-01-20T10:16:00.000-08:00</published><updated>2011-01-20T10:16:37.352-08:00</updated><title type='text'>Ashes To Ashes Don't be continued...</title><content type='html'>"...O meu silêncio oportuno de agora certamente é o mais eloqüente dos discursos. Das cinzas as cinzas vamos lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estado contra Senhor certeza, décima segunda vara"."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TTh7xqfKlzI/AAAAAAAAAWA/M8-4MzkyRQo/s1600/Ashes%2BTo%2BAshes%2BDead.JPG" imageanchor="1" style="margin-left:1em; margin-right:1em"&gt;&lt;img border="0" height="320" width="234" src="http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TTh7xqfKlzI/AAAAAAAAAWA/M8-4MzkyRQo/s320/Ashes%2BTo%2BAshes%2BDead.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das cinzas as cinzas. O ambiente nada emocionante e muito conservador do universo acata todas as regras, bloqueia seus dizeres e contatos, cansativo e aposentado. RED. Encontrava se ali, agora na hora da verdade, sem explicações convincentes, sem noticias decentes, e iniciando sua nova fase, seus novos dias, à Decadência aliada a elegância de tempos tardios. O corredor, com um bebedouro simples, de chão branco, mármores, e paredes que mais pareciam feitas de papelão não mostravam nenhuma misericórdia divina, era hora de acertar as contas, de ou pular ou se deixar mofar, nada claro, "nebuloso" como diria seu antigo chefe. Passo a passo rumo ao acerto, batimentos cardíacos nada em conjunto consigo, e nenhuma expectativa razoavelmente boa para se orgulhar. Vestido para o velório, culpado de erros magistrais, irritado com a burrice alheia, irritado com as escolhas divinas, e finalmente preparado para a tormenta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As portas do inferno estavam abertas, seu nome proclamado, sua santidade jogada ao absurdo, encerando teu ciclo, nada satisfeito. Não mais Senhor dureza, não mais senhor escrivão, não mais senhor designer de óbitos. A dificuldade de fechar as portas e a ansiedade causada pela preparação da mesma juntavam se, aglomeravam se, e seu café pra um, misericordioso de si, absoluto em si, gole a gole terminaria. Apenas seu pó no fundo da xícara, gosto amargo na boca, feito pó. Inevitável caminhar para dentro, "Move on man!", dignidade nessa hora era inalienável. Ombros erguidos, moral razoavelmente baixa, ultimo dialogo, ultimas vistas, e fechamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"EM BAIXO DO SOL OU SOBRE MINHAS SEMENTES?"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A câmara, pomposa, cheia de gringos, aroma doce ao ar. Justa posição social dos felizes infelizes kamikazes, "Bakara", sua alcunha agora. Tão bom para todo mundo, o jogo é e parece ser sempre assim. Nada de comida, nada de bebidas, nada de rua, nada de sorte e nada de branco. Sabe se que os Juízes cuspiriam fogo em seu nome, ateariam gozos em seu próximo vexame, e essa era sua única expectativas. Descobrira aí! Durante o Circo armado, que sua posição era de último à saber das tendências de seus comparsas no crime. Era um ledo engano pensar nos rabiscos, nos urubus, no futuro. Sentado no próprio vespeiro. Criado pelos seus próprios erros, e desenvolvido a partir de seu vermelho balbuciar durante o "boa noite". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo sendo difícil não procurar pela vingança, e a resignação não ser seu perfil, iria aceitar entregar se aos demais cambonas, aos seus ritos, seus rolés pela capital, sua deslealdade e lealdade tardia, e mesmo que se odiasse por isso, gritando com sua própria fama, sorte, ego e maltratando suas possibilidades futuras, entrega se os pontos, "Que se retirem todos de uma vez". Aguardara apenas o pronunciamento das chamas para que ao fechar seus olhos, sua cabeça remontasse a velha história, que os dedos fosse apontados para si mesmo, que pensa se em tudo que deu, e seu sorriso seria como a boca do oceano, "Eu te vejo por ai!". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada que se possa dizer sobre os proclames, sobre os pedidos de casamentos, sobre as prisões impostas, de modo que, nada deveria ter sido dito ou escrito, de modo que este local é inútil tanto quanto si mesmo. As descrições dos passos seguintes foram censuradas, fortes para os de estômagos gástricos fracos. Última notícia, última postagem aos correios. Épico teria sido, mas não teriam visto o quão, "...,e que se fodam...". Como um velho amigo imaginário cantaria, como um velho pássaro negro tocaria aos teus pés e ouviria que deveria lhe deixar voar. Ridiculamente certo, ridiculamente absurdo, dualicamente metida em cordões umbilicais extra grandes, de modo a se poupar sem poupar seu comparsa. Esse era seu ego, sua lucidez, palidez, e outras bobagens que poderiam ser descritas aqui. Sick, Sick &amp; Sick. Dois anos e alguns dias de muito, e ao mesmo, muita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As confidências apenas para os bartenders, a história do holocausto queimando em barris de óleo em qualquer esquina junto à todas as paredes pichadas, arte feitas, de maneira que seu único pedido após todo o julgamento fora de fronte, face a face, e de todas as merdas, fodas, e agrupamentos de corpos mutilados que propagou, diria que não é fácil como numa manha de domingo cinzenta. Não há futuro já proclamara os punks em seus saiotes. Não há como ocorrer um novo conde, um mono Monte Cristo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estrias, cortes, rasgos, sangue, e enfim a solitária. Desta prisão não existe como fugir, não existe como mentir, ou medir sua extensão. Este é o último relato, o último épico, o último som, e certamente a última dose que eu tenho de eu mesmo. Esqueçam os laboratórios de refino, as drogas e os hits do verão passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Café pra um. Fechado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-5944123031372196017?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/5944123031372196017/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=5944123031372196017' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5944123031372196017'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5944123031372196017'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/01/ashes-to-ashes-dont-be-continued.html' title='Ashes To Ashes Don&apos;t be continued...'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TTh7xqfKlzI/AAAAAAAAAWA/M8-4MzkyRQo/s72-c/Ashes%2BTo%2BAshes%2BDead.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-1581730016685158196</id><published>2011-01-17T00:23:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T00:23:00.977-08:00</updated><title type='text'>Ashes To Ashes</title><content type='html'>Aqueles tempos eram sempre ariscos, os pontos sem nós de clima úmido, de pestes de ratos roendo todos e quaisquer restos. Faith no more! As imagens deste ser se profanavam sob qualquer vocalização próxima, e de nada haveria de vale tamanho esforço além de limpar seu nome, aquém de deixa-lo sobreviver em paz. Tanto para você quanto para mim, o sol batia à porta dele, o homem sem nome, o revogado, outrora atendendo pela alcunha de Senhor sabe tudo, senhor vingança, senhor não se meta, hoje dito e feito passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TTP7xlTXIpI/AAAAAAAAAVw/h3PTPihQaKM/s1600/Ashes%2BTo%2BAshes.JPG" imageanchor="1" style="clear:left; float:left;margin-right:1em; margin-bottom:1em"&gt;&lt;img border="0" height="214" width="320" src="http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TTP7xlTXIpI/AAAAAAAAAVw/h3PTPihQaKM/s320/Ashes%2BTo%2BAshes.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Cigarro matinal, leu suas noticias no jornal, café, aceleração, pouca expectativa e rumo ao sul. "Eis me aqui!", diria ele em bons dias, não que o pessimismo tomasse conta de teus dias, não que não buscasse sua reabilitação, apenas sem fé e pobres dos homens de pouca fé, ou não! Após uma lida nada prazerosas sobre seus poucos argumentos de defesa, arremessou o jornal, esboçou sua pequena raiva, e se preparou para o pior. Estava à caminho e vinha como um animal, cheirava como um animal, caminhava como tal. A única incerteza era de qual espécie seria. E estampado em suas primeiras páginas mau diagramadas, "Divisas não pagas, prega-se a moratória". Aquilo foi como ódio aos pulmões, cercado de todos os lados por contas a pagar, por contas a acertar, e cerrar os punhos não valia sequer a pena. Sabe se bem os porques. Bastara um dia de aposentadoria e milhares que o apoiavam e suportavam como endorsers virariam as costas. A faca devidademente guardada, o três oitão acolhido pela poeira dos novos tempos talvez, e somente talvez fossem necessários. Esperava que não, queria que não, e pôs se a um belo banho frio antes de enfrentar as ruas, afinal a caravana não poderia e nem deveria parar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vestiu-se de preto, como em um velório granfino. Óculos escuros em dias nublados apenas para manter as olheiras afastadas de quem poderia se interessar, e desceu para apanhar suas coisas, o restante que havia sido lhe entregue em caixas de papelão, sem sequer um bilhete, ou algo do tipo. Pensou alto "Belo reconhecimento hã?!", seu porteiro riu, e acalmou-se mais uma vez, entre tantas que já haveria arremessado a cabeça do infeliz pela entrada do edifício, pensou duas vezes. Aposentado, à isso sim, e talvez não fossem mesmo os dias de voltar-se ao velho sangue suga, ao velho bloodstain, ao velho cigarro reinado em seus olhos. Ponderações e nada mais. Os gritos de fora lembravam teus dias de matança, de rios de ódio brotando aos pulmões, de quando levou sua facada, de quando ficou preso por dias em um hospital sujo, sem sequer visitas conjugais. Belo sujeito, relegado à expectativas postas a prova, e na realidade ele não ligara à isso, a magoa fora corroida há tempos. Um dia não supre uma semana, e esse lema já era velho e sabido, de modo que seguiu, como seguiria agora. Pôs os ombros para trás, esguio, nada de vinganças, nada de não encarar os fatos "filhão", o vermelho dos lábios não seriam de sangue, e tão pouco de omissões mais, iria encarar de peito aberto a multidão louca por seu couro. Pedira ao porteiro infeliz para abrir a gaiola, e como um rato em uma, foi para fora. Vistas, luz e inferno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A multidão eram só brasas! Eles realmente estavam preparados para o pior, convidaram até seus policiais para assistir o açoite. Aguente, o cheiro, aguente o desgosto de ter abandonado a carreira, aguente o dia nublado com quarenta anfitriões nada saudaveis meu senhor. Sabia que podia optar pela mentira, pela malandragem, pelos socos e pontapés, mas não, aguentou o enxame que se propagou, em poucos minutos já haviam lhe atirado pregos, pedras, ovos, e sessões de cusparadas nada coloquiais e a cada uma, por dentro se odiava, mas ao se limpar, percebera os fatos, os caminhos e o nucleo. O fusca que ainda o aguardara, atipico, não era um frango qualquer, não era alguém que não sabia receber porradas e devolve las ainda de forma pior. Não valia mais o esforço. Abaixou sua cabeça, tapou a boca com a mão de modo a acender seu lapso de momentos felizes em um cigarro, e colocou se a andar, mesmo que isso o fizesse lembrar de orelhas arrancadas, maratonas de trabalho árduo à sociedade, e tudo posto e deposto pela aposentadoria, pelas dores nas costas, e pelas divisas que não estavam claras ao banco. Ódio guardado hoje à elas, instituições financeiras. Seus passos, largos, procurando manter-se são em um universo de paquidermes imbecilóides, entrou no auto, e o piloto rodou. Não se sabia bem, se a cortina de fumaça vinha do carro, ou de fora. Asseava por não ser fogo literal aos pneus. Ande logo, tenho contas a prestar, fontes a secar e muito, mas muito chão para rodar, pensou. Mesmo que a imagem cite e beire o inapropriado, seu biografo saberia que aquilo era auto preservação do que lhe aguardara.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu dialogo consigo, brotaram idéias, percepções, e mea culpas. Sabia que era ele e só ele o causador de tantos absurdos. Sabia que causara por se omitir perante os juízes, e não achar que iria se pendurar tão previamente. Erro, e de erros sempre se tem duas ou doze partes. Sagaz, poupou esforços agressivos, e propôs a si mesmo uma forma certa de se pagar as dividas. De se entregar aos mesmos senhores que lhe obrigavam à matar. E foi o feito. Foi o que já estava certo em fazer. Não iria se omitir, não iria deixar que manchas negras e nuvens turvas abalassem seus novos dias, se a verdade estaria dentro de uma prisão, capitalizaria, venderia o corpo para não ter mais que ouvir ou sentir se acusado por aquele enxame, que provavelmente jamais ouvira verdades na vida, e jamais saberiam delas. Nem todos tem colhões para um face a face, normalmente se corre dele, e noticiários, digitais, físicos sempre são cômodos. Colocou se a caminho de sua nova maratona, como garoto de aluguel, como garoto de recados, já sabia o que fazer. Nenhum tiro mais, e nenhum juiz mais teria como lhe propor isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As mãos tremulas, e o abdomêm ainda cortado, criavam mais desconforto do que encarar os fatos, e revoluciona los. Transpor à quem não é de César, o que é de César, sistema judiciário de merda. Os rabiscos em seu corpo quase que se soltavam, via os erros em cada pedaço de seu corpo, do paletó ao cabelo, de sua barba às frases que ele gostaria que ouvissem, e mesmo assim, mesmo transpondo sua raiva das mãos para o cérebro, conteve se. Isso acaretaria muito mais do que vingança, e não era ela que ele procurava, não queria encontra la na marra. Até mesmo os litros de café lhe diziam o mesmo, as memorias e os serviços, bom isso cabia a ele saber que tinham sido bons, eficientes, e árduos, prazeirosamente árduos, Senhor guarda costas! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia, e o caminho sinuoso até o tribunal se misturavam em odores, fumaça, gritos na multidão, nada pop, nada mod, nada funk. Apenas palidez reversa, e suas gloriosas lembranças. Se teria de haver um abate, que houvesse então. Não era homem de se ocultar, de se poupar de rasgos, e mesmo aos que lhe propunham serviços pardos, mesmo esses desaparecidos, tinham seus grandiosos feitos, e não haveria de negar. Mesmo na tortura que estavam provocando ao se colidirem com suas proprias palavras. Senhor destino não mais, as armas estão guardadas, so a face a bater, a minha face. Pequenas vitórias vem aos tempos, e a abrupta vontade de se referir se à elas com mais tempo, não era mais encorajada. Não tinha tempo, apenas um aviso, apenas dores nas costas, apenas dias esquecidos e não validados, como este mesmo argumento jamais será por eles. Desceu de seu glorioso fusca, em uma calçada destinada à portadores de necessidades especiais. "O caralho, são e continuarão a ser alejados" pensou, e como de praxe foi abordado por isso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei! Senhor! Não vê a placa? _ gritou o segurança. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vejo, bem distinta não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- E não sabe ler então? Tire esse carro daí por favor _  Quanta educação de um servidor público, incompetente quase sempre, rancoroso quase sempre, e normalmente nada educado com os populares. Nunca subestime o poder de um terno!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sei sim, mande guinchar. _ Caminhei como um junkie, trôpego, ansioso, cheio de vitamina B para queimar às portas de um grande funeral. Crianças deveriam cantar mais, e notoriamente "Be Aggressive" seria um bom tema. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sabor do vento corria em meus dentes, tão claro quanto o ar absurdo de nunca querer poupar esforços. Os dons, e as praticas, juntos. Aguardando à hora do julgamento que já começara, terminar. Não iria se omitir, não iria se poupar, e provavelmente apenas cumprir a pena atribuída. Ser preso nos dá tempo para pensar em o que estamos errados, é um bom meio de pensar em liberdade futura. Já escapei de tormentas fortes, que não me pegaram tanto quanto quando se está aposentado. Reduzir toda essa atmosfera ao que convém não é uma escolha muito sábia. O cronometro anseia pelo meu nome dito em alto em bom som no tribunal. O meu silêncio oportuno de agora certamente é o mais eloqüente dos discursos. Das cinzas as cinzas vamos lá!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Estado contra Senhor certeza, décima segunda vara".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-1581730016685158196?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/1581730016685158196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=1581730016685158196' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1581730016685158196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1581730016685158196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/01/ashes-to-ashes.html' title='Ashes To Ashes'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TTP7xlTXIpI/AAAAAAAAAVw/h3PTPihQaKM/s72-c/Ashes%2BTo%2BAshes.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-8721489766524549598</id><published>2011-01-13T09:57:00.001-08:00</published><updated>2011-01-13T10:04:19.392-08:00</updated><title type='text'>Hotel Liberdade Check In.</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TS8-lrx9UnI/AAAAAAAAAVY/C-duGxEu0hw/s1600/Jackson.JPG"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 248px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TS8-lrx9UnI/AAAAAAAAAVY/C-duGxEu0hw/s320/Jackson.JPG" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5561732881954198130" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Estávamos todos lá. Obsoletos, trancafiados em salas, quartos, saguões e entre-faces, quase desdentados, atolados em crack e satisfatoriamente esquecidos. Sem as lágrimas que aos olhos de vós brotam, sem a moralidade dos porcos que por nós sentinelam. Cigarro a cigarro, só nós enxergávamos, nas soluções de tragos e goles oalgum brilho, de modo que o brilho que importara nos teus olhos seria acometido, por risos, cervejas, e desilusões. Dentre tantas, as salas e escritórios estariam cheias, desoladas. Cheias de não começarem suas noites com o balbuciar vermelho dos lábios, cheias de não sentirem os ápices da forma, da lucidez, do três oitão colocado em fronte a face. É meus caros, a moralidade custa muito caro, e muito era a barganha dos infelizes. Não mais estaria preso à sua jugular.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As duas faces, a coroa da moeda, o cruzamento das almas que não descançam, a fé que se perde, e a luz que se esvai. Sim todos os hipócritas feito eu, todos os de coração fechado como os nossos, todos eles eram bem vindos e uma vez vindos, eram oriundos de ser quem são. Os horizontes tocavam seus dedos, onde a raiva e a ira, apenas iriam e ririam de tanto fomentar mais os silêncios, mais clarões obscuros, e sempre mais gritos no seu silêncio. A rima era velha, e as frases dignas de Erasmo. A porrada e o sangue, a marca dele no chão, o rosto que cai, e a percepção de que estaria apenas posto à um lado, sem oponentes à se ligar, sem socos a jorrarem no ar, de maneira que, sem justiça para que possa julgar. Amoral, como se colocaste deus para avaliar, estariam todos ali. De corações abertos, de perguntas sem respostas, de almas nada lavadas, apenas com seus copos postos de porres para esquecer. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As escadarias, todas eram brancas, sujas, e ensopadas, os corpos que dali caíram, os mortos que brotavam aos montes, e tudo é parte de um, apenas um hotel. Encontrei-me e perdi-me varias vezes por dentro, e quando disse adeus, jurava que não ocorreriam nãos, que não valeriam centavos, e hoje cada centavo é e custa caro, sempre ávidos. Válidos, e fálicos, expostos apenas porque quiseram ser deste modo, chocados com evasivas, tentando rimar, tentando encontrar, varrendo os pulsos no ar, e com o gosto de que iriam ficar não mais que apenas um pouco mais. Sem tetos, sem excrupulos, apenas o blues no quarto. Apenas o Dylan nos ouvidos, e todo o dinheiro que o Cash poderia doar em seus corações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dedicação era apenas dos que não se importavam, os loucos caminhavam à serem deuses, e os porcos, há esses sempre adquiriam mais e mais, acumulavam seus olhos, e espíritos, de modo a pintar, a cultuar,a viajar entre os braços das meretrizes, dos michês, dos clichés de "Eu não amo mais você". O fogo do peito, e o rancor dos descamisados, entre as favelas que procuram seu numero, e a teoria da paridade numeral tendem a não ligar mais. Todos eles padecem, morrem e renascem, day by day Bê. E como poderiam doar meus rins para conseguir o sustento, mesmo dentro de um urubu que nunca voa, dentro de um esboço que nunca se termina, e de uma falta que sempre se propaga, profana, endiabrada. A palavra que só existe em português não poderia ser dita, não existem ouvintes para ela, e mesmo assim ainda comunista, prevalece. Com o português falho, com os dinamos dos pobres diabos, com a arrogância dos que já tiveram, perderam, apostaram mais e foram surrados. Entre vinte e um andares, e vinte um corredores, ressoavam, e ressonavam, todos nós. Dói, arde, e costura-se para fora, a estação vazia, as músicas sempre os velhos hits do verão passado onde se esquece, e se volta ao passado para sonhar. Nenhuma notícia sua toca no rádio, os difusores quebrados, e os signos esses sempre cortados e esse meus caros, é o hotel Liberdade, onde estamos instalados, do bom dia malicioso de seus porteiros, aos que correm nus ausentes de comentários, absolutos escravos de seus muitos retardos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Bem vindo ao Hotel Liberdade, que sua estada dure tanto quanto as farpas entre meus rins, e que nós nos vejamos entrelaçados, capacitadamente outorgados."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-8721489766524549598?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/8721489766524549598/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=8721489766524549598' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8721489766524549598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8721489766524549598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/01/hotel-liberdade-check-in_13.html' title='Hotel Liberdade Check In.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TS8-lrx9UnI/AAAAAAAAAVY/C-duGxEu0hw/s72-c/Jackson.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-5649312910826946262</id><published>2011-01-07T18:32:00.000-08:00</published><updated>2011-01-07T18:34:46.689-08:00</updated><title type='text'>Tangled Up In Blue</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TSfNAmJOTPI/AAAAAAAAAVE/Ru3EbDUQ2vA/s1600/1Bob_Dylan%25281%2529.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 241px; height: 320px;" src="http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TSfNAmJOTPI/AAAAAAAAAVE/Ru3EbDUQ2vA/s320/1Bob_Dylan%25281%2529.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5559637675135094002" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Early one morning the sun was shining.&lt;br /&gt;I was laying in bed&lt;br /&gt;Wondering if she'd changed it all.&lt;br /&gt;If her hair was still red.&lt;br /&gt;Her folks, they said, our lives together&lt;br /&gt;Sure was gonna be rough.&lt;br /&gt;They never did like Mama's homemade dress.&lt;br /&gt;Papa's bankbook wasn't big enough&lt;br /&gt;And I was standing on the side of the road,&lt;br /&gt;Rain falling on my shoes,&lt;br /&gt;Heading out for the east coast.&lt;br /&gt;Lord knows I've paid some dues getting through,&lt;br /&gt;Tangled up in blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She was married when we first met.&lt;br /&gt;Soon to be divorced.&lt;br /&gt;I helped her out of a jam, I guess,&lt;br /&gt;But I used a little too much force.&lt;br /&gt;We drove that car as far as we could;&lt;br /&gt;Abandoned it out west.&lt;br /&gt;Split it up on a dark sad night;&lt;br /&gt;Both agreeing it was best.&lt;br /&gt;She turned around to look at me&lt;br /&gt;As I was walking away.&lt;br /&gt;I heard her say over my shoulder&lt;br /&gt;"We'll meet again someday on the avenue."&lt;br /&gt;Tangled up in blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I had a job in the great north woods&lt;br /&gt;Working as a cook for a spell,&lt;br /&gt;But I never did like it all that much&lt;br /&gt;And one day the axe just fell.&lt;br /&gt;So I drifted down to New Orleans&lt;br /&gt;Where I happened to be employed&lt;br /&gt;Working for a while on a fishing boat&lt;br /&gt;Right outside of Delacroix,&lt;br /&gt;But all the while I was alone.&lt;br /&gt;The past was close behind.&lt;br /&gt;I seen a lot of women,&lt;br /&gt;But she never escaped my mind and I just grew&lt;br /&gt;Tangled up in blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She was working in a topless place&lt;br /&gt;And I stopped in for a beer.&lt;br /&gt;I just kept looking at the side of her face&lt;br /&gt;In the spotlight so clear&lt;br /&gt;And later on as the crowd thinned out&lt;br /&gt;I's just about to do the same,&lt;br /&gt;She was standing there in back of my chair.&lt;br /&gt;Said to me "Don't I know your name?"&lt;br /&gt;I muttered something underneath my breath.&lt;br /&gt;She studied the lines on my face.&lt;br /&gt;I must admit I felt a little uneasy&lt;br /&gt;When she bent down to tie the laces of my shoe.&lt;br /&gt;Tangled up in blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;She lit a burner on the stove and offered me a pipe.&lt;br /&gt;"I thought you'd never say hello," she said,&lt;br /&gt;"You look like the silent type."&lt;br /&gt;Then she opened up a book of poems&lt;br /&gt;And handed it to me.&lt;br /&gt;Written by an Italian poet&lt;br /&gt;From the thirteenth century&lt;br /&gt;And every one of them words rang true&lt;br /&gt;And glowed like burning coal&lt;br /&gt;Pouring off of every page&lt;br /&gt;Like it was written in my soul from me to you&lt;br /&gt;Tangled up in blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I lived with them on Montague Street&lt;br /&gt;In a basement down the stairs.&lt;br /&gt;There was music in the cafe's at night&lt;br /&gt;And revolution in the air.&lt;br /&gt;Then he started into dealing with slaves&lt;br /&gt;And something inside of him died.&lt;br /&gt;She had to sell everything she owned&lt;br /&gt;And froze up inside&lt;br /&gt;And when finally the bottom fell out,&lt;br /&gt;I became withdrawn.&lt;br /&gt;The only thing I knew how to do&lt;br /&gt;Was to keep on keeping on like a bird that flew&lt;br /&gt;Tangled up in blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;So now I'm going back again.&lt;br /&gt;I got to get her somehow.&lt;br /&gt;All the people we used to know;&lt;br /&gt;They're an illusion to me now.&lt;br /&gt;Some are mathematicians.&lt;br /&gt;Some are carpenter's wives.&lt;br /&gt;Don't know how it all got started.&lt;br /&gt;I don't what they're doing with their lives,&lt;br /&gt;But me, I'm still on the road&lt;br /&gt;Heading for another joint.&lt;br /&gt;We always did feel the same.&lt;br /&gt;We just saw it from a different point of view.&lt;br /&gt;Tangled up in blue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                     *** Blood On the Tracks - Bob Dylan.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-5649312910826946262?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/5649312910826946262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=5649312910826946262' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5649312910826946262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5649312910826946262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2011/01/tangled-up-in-blue.html' title='Tangled Up In Blue'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TSfNAmJOTPI/AAAAAAAAAVE/Ru3EbDUQ2vA/s72-c/1Bob_Dylan%25281%2529.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-9174218075930924049</id><published>2010-12-27T12:54:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T22:06:15.081-08:00</updated><title type='text'>Burn Babe Burn</title><content type='html'>Essa é a novidade, a nova saga! A caravana que nunca para.&lt;br /&gt;O constante, o movimento, e distânte do seu calor.&lt;br /&gt;Aqui é onde eu falo, Burn Babe Burn. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os cães que ladram, e os corpos se enchem de falhas. &lt;br /&gt;Entre terroristas que convidam pro role,&lt;br /&gt;as milhas acumulam no cartão de crédito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quer dançar, quer dançar? Então prepara.&lt;br /&gt;A maldição passou e o hit já é da velha guarda,&lt;br /&gt;foi bom pra você e ta sendo ótimo pra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E digo mais, não foi o Santo que me fez a cabeça. &lt;br /&gt;Ela já tá pronta e pouco satisfeita. &lt;br /&gt;E se pau que nasce torto nunca se indireita, as frases com você andam sendo sempre perfeitas.&lt;br /&gt;Certo que é cedo pra afirmar o óbvio, certo que é tarde para cair do cavalo,&lt;br /&gt;e sabedouro do que o futuro nos reserva,&lt;br /&gt;do que é o presente, já basta e isso  liberta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ases na cabeça e o mundo é assim, delicias das delicias teu jeito é assim.&lt;br /&gt;Não estamos em nenhum trago, nenhuma porra de mordaça.&lt;br /&gt;Não postulamos o nosso passado, com ele não se esquenta, apenas se aquieta.&lt;br /&gt;Cigarro a cigarro a sacanagem sempre aumenta, e digo "Burn Babe Burn",&lt;br /&gt;Muito melhor o quanto me esquenta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cervejas a postos, corações apocrifos.&lt;br /&gt;De novidades à malandragens os dias são assim.&lt;br /&gt;No estado imperial da mente, o corpo que padece, do teu beijo quente,&lt;br /&gt;e teus cheiros me remontam um canibalismo tradicional,&lt;br /&gt;O rosto sempre posto verboragicamente angelical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ta guardado e isso já basta,&lt;br /&gt;A hora é sempre agora e vamos quebrar as vidraças.&lt;br /&gt;Igual ao mesmo tempo que o poeta diz, ta tudo bem pra gente, ta tudo bem pra mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-9174218075930924049?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/9174218075930924049/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=9174218075930924049' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/9174218075930924049'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/9174218075930924049'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2010/12/burn-babe-burn_27.html' title='Burn Babe Burn'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-455183456160023630</id><published>2010-12-22T04:40:00.000-08:00</published><updated>2010-12-22T05:38:08.634-08:00</updated><title type='text'>You Cant Always Get What You Want</title><content type='html'>Ela estava alí de mãos, cheias de nãos, expostas ao céu. De expectativas baixas e poucas conversas. Suas companheiras, as pistolas nas coxas, seus echarpes,  sua atitude bem conhecida, e os rabiscos que continuavam a sublimar a pele apregoavam a lei de sua luz. Aos teus passos e caminhos o açúcar mascavo de varias e várias gerações preso ao peito, mente e dentes. Está era sua paz, sua moral e maus costumes, excitantemente malvada. Os sonhos tão baixos quando qualquer nota de Mingus, o coração todos os versos de Pessoa, Moraes, Dylan. Essa era nossa menina, a pequena Alice que privada de nascer, residiu em espirito, vultos e cheiros. Essa era a pequena liberdade confeccionada entre entes, dentes e trips. A confusão hipocritamente apaixonante biblica. O Gênesis, os dez mandamentos, a satisfação stoneana, e a busca que nem deus saberia dizer. Os olhos negros deviam marejar, mas forte, dura e casca grossa, jamais permitiria voltar. Colocou as malas no carro e correu ao encontro dos seus sentidos, fé, drama, cafunés. Fármacos, conselhos obesos, e invariavelmente um olhar sedento de quem confunde mas não discute. Assim como urubus envoltos sobre o lixo, ela procurou se limpar, procurou viajar, carro, estrada, motor. Tanto quanto um sorriso infantil pode lhe proporcionar, mesmo que embora seja ela a mãe da mãe, da filha, do sobrinho e do gato. E os dias caminhavam para nunca mais observar, ou não se auto medicar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice trancou-se em uma caixa, junto com itens que seus pais mais amavam. Guardou um pedaço de si para o futuro que nem ela mesma saberia se existiria. A caixa tão profunda quanto as ideias infantis que ela tinha sobre o escuro. Discos, livros, desenhos, musicas, falas, cabelos, e mesmo lhe parecendo estranho emaranhar todas aquelas coisas em uma caixa onde poderia sentir o cheiro do que era liberdade, trancou tudo de modo que nem mesmo o bico de um pássaro poderia espiar. Ouvira de fora, algo alheio que dizia que todos tem de ir, esconda-se, troque de roupa e repita quando assustada que esperar é uma dádiva obrigatória aos que são de pouca fé, de modo que ela esperou, caminhou e choramingou.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acelerou seus passos, pôs fim aos passos do passado, cantarolou Wilburys, Dylan e Stones, e proclamou dentro de si seus novos campos de ação, sua coragem de penetração, e a liberdade de se dar valor. Como uma luz acessa, como um bêbado cantando uma boba musica ao telefone, ou gritando que os demônios são quase físicos em dias como esses ela recusou o abuso, trouxe o fermento, e correu, correu como uma detenta foge de sua prisão. Decidiu, e protegeu-se, então o caos se tomou. Não nela, não nos dentes dela, não na caixa cheia de recordações. O caos veio como quem não quer trabalhar para ser arrebatado de paixão, transformou-se o que era doce em amargo, e profundamente desagradável. Alice correu mais ainda, enfiou-se em um bunker militar a milhas e milhas dos atentados, novamente colocou as mãos ao céu, cheias de não, com apenas sua Mauser em riste. Jurou à todos os ventos, que o sorriso no rosto, as lágrimas nos olhos, não poderiam faze-la ver nenhuma linha futura, e fez disso sua canção favorita. Abandonou o Happy e seu magnifico refrão, e preferiu o away de sway.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice caminhava com crianças tão grandes quanto ela, aspirações tão baixas quanto as delas e um sentimento de que "você pode fazer tudo o que quiser!". Somos todos sobreviventes do fogo, da alma, mesmo que as doses homeopáticas de cerveja inundem todo o coração. Mostre se um sobrevivente, e era como um que Alice se via. Cheia de certezas incertas, cheias vê verdades, verdadeiramente voadoras, e covardias embebidas em tiros de olhos sagazes. Sabia tudo de todos, e via tudo que todos deveriam ter feito. Respeito a si mesmo, e competição a si mesma, leal aos seus direitos de liberdade. Leu à si mesmo os clichês da fuga, e proclamou seus pontos fortes. "Não sou a  pessoa certa", "Não posso dar lhe o que você quer". Libertou-se e provavelmente frustrou se. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice arou seu campo imaginário de flores colhidas com o tempo e com o cheiro da liberdade fechou o semblante, ateou fogo em si mesma, e pôs ao póstumo os direitos que ela mesma formou no passado. Por muito pouco de pop, muito pouco de ódio, e muito de forte calcou seu calcário em suas novas aspirações e partições. Alice hoje se sente mulher, capta as armadilhas do destino como dançaria com o senhor "D". Liberta, sem ser caçada, voou em seus sonhos de blackbird sendo leal a si mesma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-455183456160023630?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/455183456160023630/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=455183456160023630' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/455183456160023630'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/455183456160023630'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2010/12/you-cant-always-get-what-you-want.html' title='You Cant Always Get What You Want'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-3593911896250621281</id><published>2010-12-14T04:17:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T05:31:44.776-08:00</updated><title type='text'>Shelter From The Storm...</title><content type='html'>Falavam-me que duas taças de vinho bastavam para aquecer o coração, e os desejos seriam questões que o tempo poderia salvar. Como Dylan, eu não acredito em você. A luz recaída como uma virada na sorte, e todo o acorde causador de mortes fomentariam meu espírito. Justiça ou apenas um atraso? Pelas gotas de chuva que recaiam nos ombros durante o dia, seria mais uma vez uma simples virada de sorte. Nem meu pecado, nem quem eu julgava ser a gêmea colidiam com a linguagem universal dos sinais, "You're a big girl now", ou apenas mais uma mulher vestida de "Blackbird" recaída de um ninho não muito bem feito. Entretanto nem todos os sons podem me fazer ouvir-te. Talvez ela não tivesse noção de como operou meu coração, de como a cirurgia fora um fracasso, de como eu fracassei. Os números seriam trocados, e os cavalos que rumavam para o paraíso foram domesticados como cortes no coração. Café, Dylan, cigarros e outras porcarias. Apenas um gosto azedo se regenera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A guitarra soa junto ao piano como uma harmonia duradoura, e sua mãe devolve todos os convites. Tentando provar que suas conclusões podem ser mais drásticas, e a pergunta de que porque não vem me ver Rainha Jane respinga ao ar. Todos os dons artísticos jogados ao lixo como um cowboy otário, relegado ao poder financeiro e ao descaso. Onde os pecados caberiam como uma luva, e as provocações sempre são escondidas. Não dança, não passeia pela área, apenas acende o pavio de meu foguete. Pergunto que era uma vez no tempo onde eu me vestia melhor, e você poderia também. Todos seguravam as pontas, falavam alto, e gemiam com o gozo, tal qual a obsessão é necessária. O estúpido e o dramático, invertendo-se os papeis, buscando uma fuga do Papillon. E como fugir de si mesmo? Como aguardar o trem de pé. Abrir os olhos e se perguntar. Como você se sente? Quando não está em casa, fora de caminho, completamente desconhecido? Cigarros acendem-se todos ao mesmo tempo, e todas as poesias fazem certo sentido, tão doloridas quanto acalentadoras. E o absurdo, sou eu? Ou você?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vômito cai como um corpo ao chão, inundando os passos diários, ganhando o nada a perder como uma prática fatalista mais real, de modo que as direções, sinuosas ou não, estão como um samurai sem honra. Um de nós deve saber. Tem de saber, e esse nunca fui eu. Como o texto não sou eu, como a vida não sou eu. Como a fuga não sou eu, e todos os objetos covardes arremessados são como espasmos musculares, o fazem rir, chorar, cantar, e gritar. Deus nunca soube mesmo o que me vale, tanto quanto eu não sei o peso volumétrico de sua alma. Ser relegado ao absurdo tem sido a maioria dos votos, e isso parece ter virado sua grande regra geral. Todos os guias, caboclos e cavalos se perguntam o por que. Dirigem seus carros, motos, carruagens de fogo, falando com seus poucos amigos invisíveis, ouvindo canções invencíveis, sem termos nem um pouco de neve para esfriar o clima, congelar as feridas, e conseguir ter o seu “ad infinitum”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trapaças, personagens, tudo uma grande bobagem. Recuso o saxofone como trilha, recuso que o sol queime a pele como ele insiste em fazer. Beber, viajar, e rumar ao futuro pessoal construído a dois. Sem que se tenha interferências de quartos ou quintos, sem que se culpe os próprios geradores de vida, sem que seja bom ou ruim. Dentro de Kimonos, calças justas, dentro de um espírito que vaga pelo mundo, caminha quilômetros em busca da métrica, em buscas de um justo comentário e uma boa recepção. Não se trata de voltar ao passado, ou retomar o que já se foi. Trata-se de fé, de consideração, de não estar preso dentro de um automóvel com um blues de Memphis rolando. Tão pouco se trata de vingança. Mas de entender o espírito que roga por paz. Sejam os porres e as garrafas pela metade, os ritímos que a letra "B" simboliza. &lt;br /&gt;Não, "B", não somos tão diferentes, contudo machucamos cães e gatos, galinhas e porcos de maneiras opostas.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De maneiras a se dizer adeus à maneiras onde ele não deve se quer ser anunciado. Se a ver dia oi, e deixe que ande, se não a ver as coisas andaram lentas, embora se acostume. A Guatemala é um lugar seguro para se correr, e o outside, já fora proclamado. O não ser encontrado, não voltar a se aprisionar, e tentar esquecer talvez seja uma maneira descente de terminar a vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sentir o sopro do vento na nuca, e conquistar uma cabana na Amazônia, África, ou qualquer ilha polinésia. Estamos de mudança, e sempre são para longe. Onde nenhum grupo de resgate possa chegar, onde insinuações serão apenas as de macacos, e jamais alguém se magoaria novamente. Não existem pecados em grandes espaços, não existe ser humano em grandes espaços, não se precisa de fé, e então ela não te faltará. Apenas caminhadas duras, construções simples, e nenhum planejamento que não possa ser comprido. Ser humano fede, e mesmo que se perfume ainda não saberá reconhecer-se por si mesmo. Macacos apenas grudam em suas costas, e também fornecem muita proteína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajarei então, onde as palmeiras flamejem com os raios, onde não tenha absolutamente nada alem de sombras e silêncios, eles sim serão respeitados, de modo que nem eu mesmo respeite. Estarei em um acampamento qualquer, tirando apenas o que me é de direito, o que minhas mãos podem alcançar, sem ter complexas visões de mundo, sem que o demônio tome meu corpo novamente e a faça chorar, nem que os anjos iluminem meus dias para a fazer se alegrar. Onde todas as noites sejam de fato dormidas, e a morte apenas recaia como uma benção pelo seu tempo. Anos prestados à complexa lingua de sinais, anos prestados ao sabor do vento, de modo que todos eles são absolutamente idiotas, não se admira o uso de tantos entorpecentes. Adeus, goodbye yellow Brick Road. Armas ao chão, cavalos à postos mortos, e um campo de batalha semi-árido onde o sangue empreguina as faixas dos dois discos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-3593911896250621281?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/3593911896250621281/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=3593911896250621281' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3593911896250621281'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3593911896250621281'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2010/12/shelter-from-storm.html' title='Shelter From The Storm...'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-1184892696130936874</id><published>2010-12-13T07:25:00.000-08:00</published><updated>2010-12-13T08:11:31.929-08:00</updated><title type='text'>Slow Cheetah</title><content type='html'>Manhã de segunda feira, vento frio, nevoa sobre a cidade. Os urubus sobrevoavam o carro e o caminho sinuoso tanto quanto uma longa e curva estrada. Preso em meio à um turbilhão de motivos e destinos estava eu. Julgado e condenado, transportado para a penitenciaria. No caminho ermo, não se viam muitos carros, tanto quanto pessoas. Os únicos companheiros que se avinhavam eram sujos, cheios de ira, e aguardando o momento certo de lhe enfiar uma faca sob os rins. Não poderia confiar em ninguém, ouvir ninguém, caminhar sob o sol com ninguém. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o período em que estive preso, vigiei a rotina, os hábitos dos carcereiros, e estudei meticulosamente formas de escapar, meu filho ainda não nascera tão pouco saberia se nasceria, mas tinha de estar lá. Mesmo que a caminhada contasse com o cio da chuva, em meus pulmões se enchessem de ar purulento. Eu teria de escapar e isso estará claro como a pele dela. A bandeira tremulava, e mesmo sem janelas na cela sentia todo o clima que me aguardara. Dias de chuvas tinha um aroma característico de terra molhada, já os de calor, mesmo sob a ventilação se suava como um porco, e era ali minha única forma de escapar. Fugir pelo foro de gesso. Pobres diabos colocaram o gesso. De todos os materiais da construção civil, talvez seja um dos menos sólidos. Sem câmeras de vigilância, seria muito mais fácil subir ao telhado, que cavar um túnel. Ainda mais com o numero de infelizes dedo duros que estavam por lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendi então que deveria ter um tumulto, deveriam existir farpas, e muito sangue jorrando para que eu estourasse o forro, me enfiasse em meio à tubulação e água, luz e ar, e procurasse meu destino. Em todo o trajeto apenas o balbuciar dos lábios vermelhos dela me motivavam ao encontro, seja com Deus ou com o Diabo. Muitas coisas deveriam ser explicadas, mas ela fugiu, e eu tinha o dever de saber o porquê. Tentei alcança-la na prisão, e nunca me atendera. Dizia que mandaria cartas, esperei dias, horas, minutos, e nada. Perdi a fé, e a única coisa que me motiva durante os tempos de exílio forçado, foram os pensamentos de como sair daquela prisão, de como escapar e então, ter o gosto da verdade na face, ou seguir rumo à Guatemala, me entocar no meio do mato. Isso ainda não estava claro para mim. Claro era que nunca fora tão importante sair de uma prisão como eram naqueles dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Exatamente às 13 e 39 horas me aconcheguei perto da parede oposta às grades, escolhi o individuo mais forte para servir de boi de piranha, pelas costas o empurrei em meio aos demais gritando "Viado!", o sangue do chucho feito dias antes, e enfiado em sua nuca jorrava e claramente os outros detentos se irritaram com o infeliz que se jogara neles. Foi o inferno na cela. Sem saber uma linguagem universal de combate, todos eles começaram a se agitar, se insultar, e por fim se matar. Sorriso nos lábios babe estou indo a você! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aproveitei as costas na parede para socar o teto, enquanto os carcereiros chamavam outros, e tinham medo de adentrar naquele recinto fétido, eu busquei meu espaço. Abri um buraco suficiente para poder me enfiar. Subi com a destreza de um macaco, e procurei uma rota. Grande erro. Tudo muito escuro, e sólido. Tentei subir mais um pouco e nada. Sólidos como tijolos são. Bom teria de ter um outro plano, menos elabora, menos esperto, muito mais sujo, muito mais grosseiro. Olhei pelo buraco que subi, e vi o Caos. Os carcereiros resolveram entrar. Grande erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os dois primeiros entraram e foram surrados pelos infelizes ali de dentro. O pavilhão gritava, ecoava horror, não demorou aos cinco carcereiros serem subjugados, tanto quanto para mim descer, pegar e ultrapassar as barreiras daqueles detentos sanguinários. Tinha de esperar o momento certo de abrir as portas do meu universo sangrento. O coração pulsava, o ar me faltava, e a lembrança dela se pintava. No pavilhão o fogo já começava, outros presos foram soltos pelas chaves de seus próprios carcereiros. Animais. Meus animais de pelúcia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando a tropa chegou a porta alguns policiais já estavam em fronte. Já agitavam suas armas, e combinavam suas táticas. Abri espaço e disse para abrirem ou mais gente morreria ali. Um misto de medo e falta de dialogo surgiu. Teriam de abrir, e eu teria de ser convincente para abrirem. Peguei em minhas mãos o carcereiro mais jovem, e cortei seu pescoço. Agora vocês vão abrir, ou todo mundo e quem entrar aqui ira pelo mesmo caminho. Os poucos imbeceis abriram, deram-me a liberdade. Quanta gratidão. Ao liberar um pavilhão de cem sobre três, vocês podem imaginar que não foi bonito. Animais armados não só com dentes sempre é perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Procurei o caminho oposto de todos aqueles idiotas, vesti uma farda, e fui para o outro lado, menos tumulto, mais liberdade de ação. Dava para se ouvir os gritos, tanto de desespero, quanto de raiva. Fui ate a cozinha, o pobre soldado que estava de guarda não viu um detento, apenas mais um companheiro fugindo do mutirão do capeta. Matei, e furtei sua arma. O clima começara a ficar seco demais. Peguei um bujão de gás, e ele se libertando, atirei o em cima da grade, passos para trás, e um belo tiro seguido pelo seu fogo de artifício. Por sorte, e sim temos que a ter nas mãos, alguns soldados vinha por aquele caminho, mais um passo e eu estaria livre, graças aos corpos em chamas. Me aproveitei do descuido e do medo, e corri gritando alertas aos demais. Ao chegar na porta, quatro guardas me encaminharam para a ambulância. Não fiz esforço para o contrario, entrei, aceitei os cuidados nas feridas superficiais dos para-médicos, e tranquilamente me levaram ao hospital de Urgências. Agora seria bem mais tranqüila minha viagem. Menos tiros, e apenas uma linha de ônibus ate chegar em algum esconderijo. Meu casamento com a prisão acabara, e agora poderia alcançar os objetivos, bastava o tempo para saber se iria novamente ir de encontro aos lábios vermelhos e pouco sabia o que poderia acontecer, ou se me embrenhava durante o Maximo tempo possível no mato. Como sempre ando dizendo, "O casamento é a única prisão que se é solto por mau comportamento.", gosto do ditado. Gosto de sentir a realidade dos fatos, e meus passos agora seriam não para o bom, tão pouco para o mau. A ignorância é mesmo uma dádiva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-1184892696130936874?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/1184892696130936874/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=1184892696130936874' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1184892696130936874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1184892696130936874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2010/12/slow-cheetah.html' title='Slow Cheetah'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-835019918362394977</id><published>2010-12-01T09:21:00.000-08:00</published><updated>2011-02-18T07:16:09.797-08:00</updated><title type='text'>Fodido!</title><content type='html'>Deveria existir alguma maneira de sentir,&lt;br /&gt;que não apertasse a garganta enquanto eu falo.&lt;br /&gt;E guardaria meu pranto nas veias, &lt;br /&gt;mas eu não ligo se essa é a maneira de sangrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca poderia mudar&lt;br /&gt;Como eu me sinto&lt;br /&gt;E meu rosto nunca deixaria de mostrar&lt;br /&gt;O que não é real&lt;br /&gt;. &lt;br /&gt;A vida não deveria mudar a maneira de se mostrar,&lt;br /&gt;Como eu sinto, como poderei sentir, como deveria ter plantado.&lt;br /&gt;E eu não ligo se todos os pedaços de mim, &lt;br /&gt;Hoje estão tatuados feitos às lembranças que tenho de você&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia ter mentido, mas como fui idiota,&lt;br /&gt;Nunca, nunca, vou deixar meus olhos dormirem tranqüilos,&lt;br /&gt;E, de novo,&lt;br /&gt;Mostrei-me a você e te disse como,&lt;br /&gt;Mas agora, como sempre acabei fodido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olhos nos olhos, e eu não sei como você vê,&lt;br /&gt;Se as coisas que te disse soaram feito verdade.&lt;br /&gt;Jamais, e jamais, eu poderei saber.&lt;br /&gt;Se for um tempo para o seu pecado, que eu não tenho para oferecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu nunca poderia mudar,&lt;br /&gt;Como eu me sinto.&lt;br /&gt;E meu rosto nunca deixaria de mostrar&lt;br /&gt;O que não é real&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deveria existir alguma maneira de sentir,&lt;br /&gt;Que não sabotasse minha boca enquanto eu falo.&lt;br /&gt;E  alguma maneira de ouvir,&lt;br /&gt;As coisas que vivi sempre sem dar a outra face.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu poderia ter mentido, mas como fui idiota,&lt;br /&gt;Nunca, nunca, vou deixar meus olhos dormirem tranqüilos, &lt;br /&gt;E, de novo,&lt;br /&gt;Mostrei-me a você e te disse como,&lt;br /&gt;Mas agora, como sempre acabei fodido.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-835019918362394977?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/835019918362394977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=835019918362394977' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/835019918362394977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/835019918362394977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2010/12/fodido.html' title='Fodido!'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-801371926092931926</id><published>2010-11-27T08:47:00.000-08:00</published><updated>2010-11-27T08:51:04.501-08:00</updated><title type='text'>O simples sabor do vento.</title><content type='html'>&lt;em&gt;Eu vejo céu e vi a lua,&lt;br /&gt;caminhei por mim mesmo e disse que jamais deixaria para trás,&lt;br /&gt;as lágrimas que descrevem o simples sabor do vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu caminhei pelas ruas,&lt;br /&gt;Com o sabor do fogo nos pulmões para aquecer seu espírito,&lt;br /&gt;e somente a luz do ultimo cigarro cegou os olhos do simples sabor do vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podia ver alguém em qualquer lugar, &lt;br /&gt;transformar o pálacio em um ultimo atraso, e caber dentro de mim uma ultima gota,&lt;br /&gt;Como um paraíso em meio a poeira, somente mais um pequeno sabor do vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não saber o que sentir, não é um pecado,&lt;br /&gt;Eu me perdi na chuva, e ela nasceu em Dezembro,&lt;br /&gt;captei o som dos pássaros, e o passado se anunciou como um pequeno sabor do vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguém poderia ter estendido a mão à mim, &lt;br /&gt;Mas nem mesmo Deus me deu um presente, tirou me como um tiro a vida.&lt;br /&gt;Entre todo o sangue descrito nas faixas, &lt;br /&gt;apresentou-se o ultimo suspiro do vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eles me falaram de um pecado, &lt;br /&gt;me prenderam como culpado, e mais uma vez as cordas soprariam contra mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem os ossos, nem os abraços, apenas assisti ao simples sabor do vento.&lt;br /&gt;Estiveram confusos e eu,&lt;br /&gt;apenas como um tolo caminhei com o simples sabor do vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era bom, e ela estava lá,&lt;br /&gt;mas não à vi quando o atraso proclamou sua ultima gota&lt;br /&gt;tanto quanto eu, tanto quanto o rim doente ou a poeira que se enxagua nos meus sapatos&lt;br /&gt;eu a perdi na chuva, como um simples sabor do vento.&lt;/em&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-801371926092931926?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/801371926092931926/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=801371926092931926' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/801371926092931926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/801371926092931926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2010/11/o-simples-sabor-do-vento.html' title='O simples sabor do vento.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-8247295665648511734</id><published>2010-11-24T08:43:00.000-08:00</published><updated>2011-01-14T07:42:25.490-08:00</updated><title type='text'>Baile Funk</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TO1Lnf57pfI/AAAAAAAAAU4/eSjBPOQJZjo/s1600/devil.jpg"&gt;&lt;img style="float:left; margin:0 10px 10px 0;cursor:pointer; cursor:hand;width: 318px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TO1Lnf57pfI/AAAAAAAAAU4/eSjBPOQJZjo/s320/devil.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5543169858314413554" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Andar na Pedra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escuro, completamente isolado. Fim de papo. As gotas da chuva noturna recaiam sobre seus ombros como somente o peso do universo conspirando contra seu favor, de modo que o Diabo sorri, o inferno corre em suas veias e o domínio noturno que outrora tentara surrupiar suas gotas de vida pelas entranhas começara a visar um novo foco. Dez dias, dez noites sem dormir. Olhos negros, olhos negros, hoje para trás, apenas as doze narinas abertas, assim como os doze apóstolos de olhos vendados para fé. Desgraça, sangue, tambores arriando um noivo morto. Pés descalços.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Andara sempre sem chinelos, e a tinha o peito do pé amarelo. A sola grossa feito pneu, corria sempre muito mais que eu. Demônio sem asas, esse era o seu corpo, essa sua fonte de vida. Nem mesmo um toco grande, grosso, acalmaria os suspiros, o fogo gritando à plenos pulmões, o desabafo. O grito, o instinto. Como um animal estripando sua carniça. Café, Dylan e cigarros estraçalhados como também o espírito que vagava sozinho pela terra. É caro, o horror chegou, e quão forte ele seria? Valentia, tiros, e esporros, como o escarro tirado de encruzilhadas. João voltou. Trazendo com ele todos os seus próprios pesadelos. Risonho não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caim matara Abel em teus desejos. Rasgando como uma bala em seu próprio peito. Como um Urubu, feito o começo do fim. Olhos verdes que verdejavam o balbuciar do vermelho nos lábios dela, destronavam reis de seus castelos. Assoviavam com os rins sob os dentes aos cães do inferno. Nicotina, THC, entre tantos ossos vazios, cheirar as cinzas de alguém hoje é uma homenagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Baile Funk.  &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"João Gilberto, ."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caminho entre as encruzilhadas, trabalhando para comer, comendo para não morrer, cada esquina morto por dentro. Dentre tantas saias, pernas, bocetas e rabos. A porta agora sempre aberta para o povo. É a Casca do cerrado. Chegaram os mortos de fome. Sujeira em toda parte para sujar seu nome. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acelero entre sonhos, sono, e angustia. Tão forte quanto qualquer soco no estômago, onde a marginalia mostra todos os dentes. Você que nunca caiu entre sarjetas sujas de fome, onde os nomes são só nomes e os obrigados lhe condenam ao fogo do inferno. Você que nunca quebrou o nariz em uma briga, nuca ou pescoço em meio à assaltos, condene a si mesmo. Curta teus bons momentos de confusão, mas não deixe mais rastro. Com um cigarro em brasas em cada braço, riscado e rabiscado, não existe mais motivos para não adentrar. A casa anda cheia, as expectativas andam baixas, em poucos passos já caminhei por muito, já vivi muito, e certamente já comi muito.   &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A casa noturna completamente aberta a mim, poles, garotas, certamente esqueléticas Somalis e Etíopes enpinando as bundas. Lembrara-me de quando ela me viu, de tanto que eu me esforcei. Bobagens. Somente bobagens e à elas eu devo respeito. De todas as narrativas e pensamentos obscuros, de modo que a confusão austera de meus olhos anda passo a passo com a sujeira. Difícil não se vincular à isso. O rei deposto, e todos seus acessores mortos, tendo em vista o grão de areia solto em sua roupa de baixo. A postos cavalheiros, todas elas agora estão semi nuas, todos eles rijos como haste, todo diabo canta vitória. Sabedouro do universo não serei eu mais a lhe explanar, clarear, ou cacarejar. Deixo essa missão às galinhas e suas revoluções dos bicos, deixam as doses de uísque barato denegrir meu corpo, e talvez um bom banho abduzir meus últimos desejos. Sentava em um banco no asfalto, esperando uma ultima buzina clamar meu nome. A libertação não mais em uma sessão de descarrego, e sua leitura não mais iluminada pelo desespero. Despeito, cansaço, e ovos virados. Tal qual a confusão dos corpos dançando no baile funk, a cabeça confunde todos os tópicos, não tente crer, não tente esquecer, não caminhe sob o sol. Diria eu no passado: "Embaixo do sol sobre minhas sementes.", hoje a chuva de prata, afogara todos, e nem mesmo a mais sólida semente pôs se a prova. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu, de tanto que me esforcei. Ela me viu, quanto eu me quis ver. E nada mais caminha passo a passo com o destino. A porta hoje da casa sempre aberta pro povo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-8247295665648511734?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/8247295665648511734/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=8247295665648511734' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8247295665648511734'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8247295665648511734'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2010/11/baile-funk.html' title='Baile Funk'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TO1Lnf57pfI/AAAAAAAAAU4/eSjBPOQJZjo/s72-c/devil.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-7855501739048357567</id><published>2009-12-07T18:34:00.000-08:00</published><updated>2009-12-07T19:19:47.418-08:00</updated><title type='text'>Vulture</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/Sx3FfZWc8oI/AAAAAAAAAUA/Y7bC81ciEb0/s1600-h/VULTURE+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; 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Vulture, Albatroz, ou qualquer carniceiro que viva dentro de você. Viva e deixe viver, ou adote um ego ambulante e suje um pouco as mãos de graxa. Aqui e ali ambos ficaremos imóveis, completamente mutáveis em prol de certos centos de trocados, não é delicioso ouvir o som das ruas, como o ruir duvidoso da coleta seletiva de lixo? Sim, todos estariam em uma "variedade" especifica do mesmo, contudo vibremos e vislumbremos a história de nossas vidas, momentos antes de morrer, e chamaremos isso de glória, a isso daremos o carinhoso apelido de beijo luxuoso no lixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bebo todo santo dia cerca de oitos copos de uísque, e não me importa se é caro ou barato, na maioria das vezes depois do primeiro copo nem sinto mais o gosto mesmo. Difícil, diria eu, seria encarar todos os dias com o mesmo sorriso no rosto, falso, daqueles que apenas se tem por costume, ou por boa aparência. Foda-se, não acredito mais nisso. Mas veja bem, já fui como você, e você já será como eu. Não há culpa na salvação, assim como não existe pecado nos trópicos. Quente como o inferno, divertido como o mesmo deve ser! Absurdo talvez, mas quem se importa. Enfim, irei eu contar algumas histórias, e no mesmo período outras acometeram tuas entranhas, como se levasse seu "broto" ao cinema com a intenção de lhe apalpar os seios e em absoluta magnificência divina conseguiria uma noite divertida. Mesmo que sua parceira seja cega surda e manca. Engraçado a ironia da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu nome não se diz, tão pouco os anos que faço, minhas rugas dizem mais de mim que eu mesmo poderia enumerar, contudo veja bem querido, não sou durão, apenas faço o que tem que se fazer. Imagine passar uma vida fugindo de seu próprio rosto, e acredite ao final das controvérsias, mesmo que obscuramente você o faz. Trabalho, digamos que com frellas, ou seja, muito trampo com as mãos, pouca gratidão, e quase nenhum "louro" romano por seus feitos. Mas nem só de trabalho vive o homem, tenho minha garota, o difícil é nomeá-la, com seu um metro e sessenta e oito de puro tesão feminino, mas veja bem, não é fácil nomear o que a cada casa muda seus proclames. Além disso, não seria um problema se existisse mesmo um deus, ou se ele não atendesse pelo meu nome em certos momentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meus pulmões já estão comprometidos comigo mesmo, disse eu ao doutor, quando o mesmo mandou-me à um auxilio psiquiátrico, na tentativa frustrada de me fazer parar de fumar. Inútil, mas quase todos o são. Como o cego desdentado que absurdamente toca sanfona no sinal, pedindo moedas e encobrindo seus dotes de grande comerciante de material ilegal, oficio esse que ao que consta aprendeu de &lt;st1:metricconverter productid="1973 a" st="on"&gt;1973 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1988 quando  cumpriu pena por violência domestica, ou achavam mesmo que ele era um velho inofensivo? Como eu disse todos somos carniceiros, assim como o Frei que estuprou cinco crianças dizendo ser o espírito santo, e quando pego alegou ter distúrbios mentais, não antes de dizer que os pobres meninos estariam mentindo com seus rabos despedaçados. Como eu gosto de dizer, ele era apenas a pica do diabo divino dentro dele, ainda existem outros órgãos corrompidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Violento não? Não, a vida imita os quadrinhos do Miller, ou seriam eles que imitariam a sua vida? Serão alguns dias de memórias, alguns dias de danos mentais reparáveis com benzo-diazepínicos. Aguarde!    &lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-7855501739048357567?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/7855501739048357567/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=7855501739048357567' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7855501739048357567'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7855501739048357567'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2009/12/vulture.html' title='Vulture'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/Sx3FfZWc8oI/AAAAAAAAAUA/Y7bC81ciEb0/s72-c/VULTURE+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-4088781547862657635</id><published>2009-09-27T17:48:00.000-07:00</published><updated>2009-09-28T13:32:02.864-07:00</updated><title type='text'>Entrelace (Parte I)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SsEdN7vtOaI/AAAAAAAAAS4/3bXRzuZ4rEI/s1600-h/w.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5386618754525116834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 296px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SsEdN7vtOaI/AAAAAAAAAS4/3bXRzuZ4rEI/s320/w.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tudo redobra em estampidos fortes. Não passavam de três da tarde e o estomago rangia como uma degola de cabras. Outrora, outorgado do sabor de sangue, aqui estou eu. Sem erros, e acertos. Deveria ter tomado mais cuidado, menos ansiedade, mais acidez e talvez um tanto de inocência. Nem todo gato cai em pé. De fato cada um sabe onde apertam seus calos, suas mazelas entre tantos infortúnios propagados à Deus ou o Diabo. O suor frio da face, os carros parados, trânsito maldito, carro maldito, acidez clarividente. Solitariamente tal qual o verme come, abaixavam em embalagens retorcidas, mãos de modelos, corpos de prostitutas e pinturas de meretrizes, tal qual era o desprezo, tal qual era o prêmio à atuação. Existem dois momentos na vida, aquele em que se recorda dela, e o que se esquece dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joelhos postos ao chão, olhar ávido de fogo, pulmões corroídos pelo monóxido, rostos suados contrapostos aos assustados. Os fracos sempre têm vez, de modo que burro é aquele que fica para ultima bala. Esse burro parece ter sido eu. Sinergia, anfetaminas, cafeína e nicotina me trazem talvez uma alternativa, o caminhão livre que roubarei à esquina, as pernas da madre, e tão composto é a densidade da pistola. Cano quente e fumegante. A lembrança de seu beijo no pescoço entre todos os antigos macetes não me permitia ao erro. Três corpos no chão sem cabeças, dois anteriores de tom completamente arroxeado e uma vaga lembrança do que fora meu dia. Dos olhares ardentes dela, mistos de euforia e medo, ao brilho efervescente instalado na minha cabeça dizendo certeiramente que sangue rolou, e rolaria mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela tarde, pouca coisa indicaria o banho de sangue, lidava eu com mais uma rotina desalmada dos corpos que caminham sem alma, lidava eu com mais um dia de ignorância afirmativa, com paradoxos corporais, mentalidade incompatível e uma boa dose de lixo. Absoluto gosto de café na boca e uma ofuscada idéia do que é o sono de uma noite anterior bem destilada. A alforria do homem não está em quanto dinheiro ganha, mas no quão se esforça para adquiri-lo, de modo que, corpos nus normalmente são mais coesos que qualquer formulação teórica. O brilho intenso da luz arremetida à vidraçaria do boteco, onde porcos como eu caminham livres procurando alimento, destroçava a retina, de modo que nem mesmo a figura mais tênue de nossas trepadas caberia em minha visão mental. O V-8 me esperando, o colarinho cuidadosamente ajeitado, e aquelas palavras surgindo entre os timbres da minha cabeça. “Fale exatamente tudo o que achar que deve, mas não espere gratidão de algum possível rosto feminino”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao sair do botequim, apenas mais uma velha conhecida imagem das ruas remetia à algo como Beirute pós guerra, ou Bagdad entre traques juvenis. Gente feia, mal acostumada com o termo humanidade. Entre o calor infernal propicio para o acasalamento de baratas. De tal modo que nem mesmo se aqueles corpos estivessem nus chamariam à atenção sexual de um maníaco. Talvez um carniceiro, não qualquer predador, e bastam alguns passos até a esquina pra comprovar o mau gosto destilado em suor, mau cheiro, e completa falta de classe mesmo com a imundice. Raras são as espécies aptas a compreender o que é a beleza nesses dias. Ao menos onde me ocupo existe isso por vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passos lentos, métrica pouca, e só, somente Graça nos dias de hoje valeriam mais do que uns trocados. Personificação da santa. Enfim, santas não dormem com mulheres, enchem o rabo de álcool, acabam por se marcar mais do que um escravo, e são tão sexys quanto o Demônio as fariam ser, conceberia assim se nesse plano estivesse, entretanto, só uma santa doaria prazer a corpos infectados pelo ódio, preguiça, avareza, luxuria ou gula. Mesmo que com uma quantidade absurda de dinheiro envolvida, somente uma santa dormiria com um gordo, não só apenas por dinheiro, mas por caridade. Graça era a minha mulher, meu tipo de mulher. Com o cheiro que os anjos devem ter, entre a boca que as meretrizes absolutamente ocupam, e o gosto que o diabo prova após um dia de trabalho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fazíamos todos parte do ramo de entretenimento, no qual, e somente no qual o grito é uma formula barata de prazer, o beijo do lixo no luxo, ou do luxo no lixo, nunca soube classificar bem, de maneira que pouco importa. As linhas circulares de seu corpo sempre me faziam perder a cabeça. De modo que nem mesmo sei como e porque a visão de suas cobras tatuadas me renderia mais que um malandro qualquer armado conseguiria. Uma visão nesse mar de almas sôfregas.&lt;br /&gt;Acendi meu cigarro e caminhei ate o ponto onde aguardara meu veiculo, é absurdo como pessoas ainda pedem cigarros e tendem a te recriminar por mandá-las procurar um emprego. O mais absurdo é saber bem qual o tipo que lhe empunhasse tal pergunta. Sempre os mesmos de cabelos negros ou tingidos. Semi-sujos, com um vocabulário torpe, que nem a frangos metem medo. Aproxima-se lentamente, de modo que você percebe bem a sujeira entre seus dedos, a gordura na face, a pele queimada pelo sol e frio, e nem por isso são mendigos. Um mendigo teria mais classe. Os passos desses mortos vivos se traduzem em desespero, os olhos em aflição, arregalados como não mais o de uma fuinha esfomeada. Se a fome dói não é culpa minha. Desses tipos a única vantagem que se pode ter, são as drogas. Fácil acesso e baixa qualidade. Entre o que se pode chamar de alma nesse tipo, seria apenas a conjectura de um paspalho, enfim atrasado é que eu não iria chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraçado pelos tentáculos do Diabo, seguiria eu à mais um aglomerado de sons, sirenes, estampidos e rojões, com sorte ao final do dia seria abençoado por cafetões e piranhas ate chegar ao clube, e por fim, trairia mais uma vez a verdade absoluta de padres ao ameaçar a vida de alguém com uma navalha. Enfim, são momentos como esses que fazem de você um sujeito de sorte.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-4088781547862657635?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/4088781547862657635/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=4088781547862657635' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4088781547862657635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4088781547862657635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2009/09/entrelace-parte-i.html' title='Entrelace (Parte I)'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SsEdN7vtOaI/AAAAAAAAAS4/3bXRzuZ4rEI/s72-c/w.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-7409808800547498274</id><published>2009-05-29T21:51:00.000-07:00</published><updated>2009-05-29T21:55:41.323-07:00</updated><title type='text'>No Way Back From Here</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SiC8P9FGk-I/AAAAAAAAASQ/9jdzOU6FFXg/s1600-h/SHOTGUN.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5341476140341433314" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 287px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SiC8P9FGk-I/AAAAAAAAASQ/9jdzOU6FFXg/s320/SHOTGUN.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pegou as botas e as colocou novamente sua face na privada do banheiro. Dessa vez jurou por si mesma, que de alguma forma bizarra que fosse, procuraria a verdade além do ralo. A dignidade não se torna um inferno à toa. Conspirava com sua saia em courinho preta, curta, mas não muito, as meias arrastão, entre as pernas roliças que cantavam ao mover-se, de modo que nem mesmo um velho safado deixaria de entoar um agradecimento aos céus. Cansada de falar, falar, e falar, ouviam apenas as letras das ultimas canções da saudade. O Exílio, o domínio do ser que foste um dia já não era palpável, apesar de necessário. Ingrata a vida de quem anda, anda, e ainda assim não se sabe ao certo em qual tom começar a gritar. Essa seria a ultima canção, dentro de componentes falhos, e atos falhos, ao passo que teria a eternidade para conjecturar seus procedimentos pretensiosos. A aristocracia é algo a se invejar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabelos soltos, já na altura dos ombros, definidos como um novo Way of Life, o excesso de expressões livres e regra chula. A inominável fome que sentia de timbres pesados de trombone. O sabor da lealdade tonto em meio a todos os goles de vodka, absoluta. Todas as palavras brotariam na face, mas jamais as diria, assim como jamais deixaria as mãos de um cafajeste tocar teus seios. Não tão certa disso, nem mesmo os azulejos de banho, as tomadas em curto-circuito, e os bombeiros da brigada mais próxima podiam avaliar essa normativa. Seu único companheiro não deixava de ser um traste, o objeto de consolo mais comum não passava de esguichar água, de modo que o ralo lhe era mais fiel, mas cômodo e mais misterioso que qualquer nova descoberta. Lamentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O autor diria que esse é o tipo de situação em que se percebe Foo Figthers é uma boa banda, e Jorge Amado um bom roteirista, enfim, tanto quanto as genitálias, as idéias e percepções não vacilam muito bem. Não existe ponderação, e o choro corre tão solto quanto o tiro no ouvido. Rabiscado e sem curvas, como a pele. De oncinha à óculos escuros, da sabedoria popular, até o Bruce Willis Lifestyle não existe margem para a moderação. Não beba no trânsito, ou trabalhe chapado. Não discuta com um cliente ou bata o carro. Todos esses não’s à ela pouco fodiam. A ultima experiência de trepada não fora tão interessante assim, salões de festas não têm glamour, aja visto que ela jamais recobrou seus pensamentos horizontais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do xadrez do vestido, pedia-se apenas vislumbrar o sol tocando as sombracelhas, da maquiagem obscura todos os detalhes de uma carreira ainda por vir bem fadada, de um tempo bem vivido e mal experimentado. Mas de todos os poros apenas o ralo permanecia virgem e imaculado. Apenas o ralo nada além do ralo era teu confidente, e mesmo o ralo não enxergava a lua como deveria ser. A pele cheia de comichões, a face tensa de vergonha e os olhos marejados de dor. O balé acabou, e determinou mais algumas alterações. Novas conjecturas, velhos jeitos de prometer ações. A vida nada mais é do que ranhuras de um long play, de modo que você é o que consome e o que dorme pra ser. A crônica perde o sentido e a prosa atormenta teu estilo. Quem houvesse de ser um marechal para dominar o mundo faria uma lei contra isso. No way back from here, nem mesmo com a nova batida do verão há de se sentir bem. Mas o ralo, o ralo ainda está lá, de maneira que, tudo o que Fitzgerald diz fizesse sentido. Nicotina, cafeína, codeína, Álcool, THC, clonazepam, cloridato de metilfenidado, e muito sódio, ainda provam que você tem força.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-7409808800547498274?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/7409808800547498274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=7409808800547498274' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7409808800547498274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7409808800547498274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2009/05/no-way-back-from-here.html' title='No Way Back From Here'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SiC8P9FGk-I/AAAAAAAAASQ/9jdzOU6FFXg/s72-c/SHOTGUN.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-3907562875715436943</id><published>2009-04-17T19:33:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T18:44:37.779-07:00</updated><title type='text'>HOTEL LIBERDADE CHECK OUT.</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SfUNKq35tfI/AAAAAAAAASI/MUg2F-fOFcg/s1600-h/Hotel-Luna-Downtown-Cairo-Hostel-Egipto-Egypt%20(18).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329180211021460978" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 266px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SfUNKq35tfI/AAAAAAAAASI/MUg2F-fOFcg/s320/Hotel-Luna-Downtown-Cairo-Hostel-Egipto-Egypt%2520(18).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Noite quente, Um zumbido intermitente no ouvido, ônibus ao fundo. Parei no Hotel eram umas vinte três e meia. Fiz o check in, e me encaminharam ao quarto, cerca de cinco minutos depois o inferno começou. Mas não é daí que começa essa crônica, nem de longe parte a narrativa. Existe bem mais do que apenas começo meio e fim, e muito mais torturas que a carne pode supor, de modo que não seria justo começar a desdizer, criticar e auto-avaliar a si mesmo sobre tais circunstâncias. Alguns sempre que possível trazem a tona o fato de não ser mais tão inspirador, interessante ou menos casual. Sempre que possível trazem esses sons Echo's e afins, armam suas barricadas e por fim você está enforcado por um Dj qualquer. As músicas não têm mais o que dizer, suas letras variam entre "I've got nothin' to say...", os filmes uma tortura de "Trabalho sem diversão fazem de Jack um bobalhão!". Bom, eu. Eu faria de Jack um espertalhão, mas o enredo não é meu, e já por horas rodeei pra prover de onde termina e onde começa a crônica, certamente não do nascimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com sete palmos a baixo do sol, escondendo suas sementes caminha vagarosamente o ser pela terra, progride feito de bactérias e microorganismos, lê-se, estuda, e por fim para que? Para algum retardado reformar a gramática e por franqueza demais dizer que tem que reaprender, e de fato se tem, aprendi isso sempre levando surras em bordeis, esquinas, e as vezes batendo em cafetões. Como diria um amigo meu, "Não sei se você matou essa prostituta! Tudo bem, você a esmurrou muito, jogou uma cadeira em cima, e a asfixiou com um saco, mas eu não sou médico! Ao que me consta ela pode ter morrido de causas naturais!", e bom, bem como sabem é assim que se progride na terra pródiga. Nicotina, fumaça do trânsito, o ar quente expelido pela boca nojenta do guarda no sinal, e o comprador que não se cativa com o material exposto. Tudo isso foi o começo do fim. Quando digo, a sete palmos abaixo do sol, escondendo suas sementes, de modo a perseguir com gratidão as ruas, e extinguir alguns de seus melhores defeitos, não é mero exagero.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A insônia reconte a malandragem absurda, e as peraltices de fato tornaria naquele rebento uma bela imagem de vida. Ainda muito jovem para fumar, e muito velho para apenas chorar. Aprenderia de fato como somar, e dividir, mas nada que subtrair. Na narrativa de Dylan diriam "que nada posso ter de culpa se eu ganhei um milhão. Apenas sou sortudo.". Dyln, café e cigarros seriam as próximas questões de sua vida. Provavelmente seres pediriam crônicas sob encomenda, o pior, de graça. Seu talento só era bem visto mesmo quando esperavam algo de si mesmos e não podiam encontrar embaixo das próprias saias. Dos aproveitadores que se julgava amigo, aos pobres podres e fodidos mendigos que se apaixonavam pelo seu bolso, de maneira que sentido não teremos nessa crônica, sempre parte de você essa iniciativa. Sempre cabe a você montar o texto, o livro de boa nova não foi compilado assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A habilidade de queimar seus pés sobre o chão, e tatuar círculos no braço apenas provam que você envelheceu, e depois de tantos dias tranqüilos odiou. A gastrite volta, e qualquer coisa que você pense de mim será em vão, porque e apenas porque eu quero assim. Todos deveriam querer as alienações de um quarto de hotel. Outono, uma das estações mais chatas e mais atraentes do universo. Dois maços de cigarros vermelhos ao dia, três garrafas de café, e dois copos de coca por hora, estatísticas de um velho a beira de um ataque de nervos e mesmo que a arma estivesse carregada, ainda não seria a hora de usá-la contra você ou eu. No edifício onde a liberdade é técnica figurativa, os vizinhos se fecham em copas, o que nem de longe é um pecado, os cães ladram e pelas grades vemos a caravana de carros passarem. Logo abaixo o mercado persa, sem seus tapetes figurativos, onde os loucos proclamam métodos de assassinato sobre um sol mais quente que as garotas da cidade, mais quente que o inferno seria um clichê desnecessário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda assim, passavam da meia noite, a música nada soft turbilhava arranhando os sons da rua, as furadeiras que outrora arrebentavam meus tímpanos em forma de motocicletas apenas narravam mais um dia na cidade, mais um inicio de noite. Mais uma dose de uísque para foder com essa gastrite! &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-3907562875715436943?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/3907562875715436943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=3907562875715436943' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3907562875715436943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3907562875715436943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2009/04/hotel-liberdade-check-out.html' title='HOTEL LIBERDADE CHECK OUT.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SfUNKq35tfI/AAAAAAAAASI/MUg2F-fOFcg/s72-c/Hotel-Luna-Downtown-Cairo-Hostel-Egipto-Egypt%2520(18).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-3888336158075404215</id><published>2009-04-13T18:37:00.000-07:00</published><updated>2009-04-26T18:28:26.901-07:00</updated><title type='text'>Fique Com Ela.</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SfUKIWSREVI/AAAAAAAAASA/4iE2aZoLc-s/s1600-h/Dita_Von_Teese12.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5329176872600277330" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 262px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SfUKIWSREVI/AAAAAAAAASA/4iE2aZoLc-s/s320/Dita_Von_Teese12.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Hollywood Filters, definitivamente são o pior gosto que se pode tirar da boca! Assim desperdiçando meu tempo, amassando meu dinheiro entre suas coxas e roçando minha dignidade dentro dos teus roteiros frágeis e rotineiros, qualquer idiota social poderia apanhar meus segundos e doar para a caridade, sem medo do clichê e senso comum que abate teus fixos olhos. Ah, o negro dentro do cinza, o branco por compor, e as tiras vermelhas rodeando a insônia que trazia o conforto do lar. Estava eu tão ansioso por voltar na noite seguinte e roçar mais uma vez meus centavos nas coxas dela, que a gastrite novamente teria de ser o tom da graça, tiros revolveres e pistolas por todo lado. Queime a si mesmo e continue em brasas. Teoricamente algo fácil de fazer dentro daquele quarto escuro, com chão vermelho, cama mal arrumada de outros e outros hits de clientela, mal podia se tatear entre os seios, mal podia mirar com gosto meu anseio!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Como as Filipinas rendendo graças a Muhamed, as bruxas ardendo nas fogueiras e meus calcanhares desprovidos de munição foram apenas mais uma cruel brincadeira do tempo para extinguir a separação, de modo que o radio continuava tocando a nossa canção, mais um clichê, menos uma emoção. Os lábios vermelhos tateando meu corpo, os beijos e caricias tonteando meu centro gravitacional, que cheiro, uma pocilga com um aroma de classe, vodka e tequila com ar de qualidade barata e um doce sentimento infanto-juvenil de estar próximo a mãe. Madre santa, cassino e outras lembranças que o tempo rasgará. É minha irmã, o tempo se veste rápido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo solitária ela estava comigo, e mesmo queimando como gasolina, poderia orar uma prece, de modo que eu pouco fodia para isso, como diria o mártir. As garras compunham o serviço bem feito. Deus como eu poderia casar com essa mulher, levá-la ao altar e depois estourar teus lindos olhos num ápice de gozo e discórdia. Claro que isso me faria futuramente arremessar teus miolos pela janela, e sentir no cheiro, o gosto da carne, de modo que ela postergaria teu epitáfio e atiraria gotas na minha face, mas eu nem ligaria. Mulheres de biquínis e metralhadoras sempre foram sexuais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A maneira como ela atirava seu sexo na minha face desprovida de naturalidade, e a imposição dos tremores financeiros fariam do mercado financeiro apenas um pontapé inicial para uma crise sem precedentes, mas nós estaríamos ainda em chamas, quentes envoltos e lençóis e radiantes pelo momento, de fato diferentemente radiantes, eu pelo tempo perdido, ela pelo dinheiro ganho. Mas não é que seriam todas assim? Mesmo dizendo não dizem sim, e dizendo sim quem se importa com o resto. Sairia as quatro, e só voltaria na semana seguinte, de maneira que jamais largaria aquele cômodo artifício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ultimo cigarro da noite, o tempo se foi, como bem queria o senhorio. Através das frestas da porta do banheiro sentia ela esvaecer de um tempo técnico, a noite ainda aturaria mais maltratados para seu berço. E de nada adiantaria teus cabelos doces seu ar de suposta proteção, e a calmaria para abater a sensibilidade de uma mãe que apenas gostaria de fornecer o pão a tão pobres meninos. Santa Madre. Religiosamente Santa Madre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-3888336158075404215?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/3888336158075404215/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=3888336158075404215' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3888336158075404215'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3888336158075404215'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2009/04/fique-com-ela.html' title='Fique Com Ela.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SfUKIWSREVI/AAAAAAAAASA/4iE2aZoLc-s/s72-c/Dita_Von_Teese12.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-2502590870988565069</id><published>2009-03-15T17:21:00.000-07:00</published><updated>2009-03-15T17:37:10.569-07:00</updated><title type='text'>Tomorow Never Knows!</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/Sb2etDv_3yI/AAAAAAAAAR4/wLfmr9Dtaes/s1600-h/shadow-man.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5313577632304979746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/Sb2etDv_3yI/AAAAAAAAAR4/wLfmr9Dtaes/s320/shadow-man.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Um imbecil, de rosto quente, pele alva, cigarro na boca, terno no corpo, cabelos curtos e vozes no ouvido. O carro não passaria de cento e vinte por hora, as luzes não iriam iluminar seu horizonte, faróis apagados, entre o sacolejar da pista, de modo alguém seria um dia perfeito, o que provavelmente não diria ser um dia imperfeito. Normal, atribuído ao teu peito, gritando nos ecos de seu silencio, qualquer fogo que viesse seria de seus pulmões, toda e único brilho seria da lataria envolta sobre si. Vinho tinto e confusões, uísque e nicotina, cocaína e codeína, chegara a hora do rock horror show. Passaste uma borracha no passado, guia-se sobre as novas e turvas fontes do prazer, onde o dinheiro rola solto e o riso frouxo, de maneira alguma seria apenas mais uma brincadeira. Não, agora é sério. É quase pai de família, quase um demônio vestido de demente, quase um famoso ilustre desconhecido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seis da manha João! Eis me aqui senhor Gilberto, pronto pra mais uma cria de diversão. Sexo, trapaças e terrenos, quantos terrenos. Apresse-se, o tempo é curto para conquistar tudo que você agora teme que idealizou. Mova o passo, largue a arma ou eu mesmo atiro em você! Acompanhante barato de columbinas, prostitutas e donas de casa. Não é que você não vale um centavo gasto! É João teu uísque já está cheio de água e resta encher mais o copo, pasme você não é assim tão incompetente quanto vê, de modo que não sou eu a falar com você, mas você a irritar minha garganta com o monossílabos durante a manha. É segunda feira e você se demorou demais pra chegar, transito de merda, cidade de merda, maldito corre-corre dos diabos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O saxofonista tocou a primeira nota e no embalo de curvas fechadas, pessoas estranhas e mulheres desdentadas você ira sacolejar no ônibus. Dane-se, quem mandou ser quem foi! Hippie, punk, maldito, e agourado, agora se intitula o conselheiro. Belo conselho, ande logo, desça pelas escadas e corra, mas sem demonstrar a presa que aquece teus intestinos, avante HOMEM! Nem mesmo um cigarro vai te acalmar depois que entrar lá, de modo que um por todos e todos por um só se for ao seu patrão! Educado, dê teu tempero ao dia dos outros, tome a mão o café encha o copo pra não ter que voltar, pare de analisar os outros você não pode querer tanto assim! Bem verdade, você quer, teu sangue pede por isso, como um satélite que guia algum radar. Faça tuas ligações em silencio, que agora é a hora do show! Denovo.Cedo ou tarde, você terá de convencer alguém, que ele compre teu rosto em prol dos arranha-céus, que ele dê um soco, após descobrir teu talento natural. Não se preocupe que você revidará e agora se concentre, outros estão correndo no páreo e bem a frente. Pressionado meu caro? Tem a audácia de dizer isso? Claro você corre como um louco, mas ainda padece de experiência, certo, dizem que é tudo ao seu tempo. Pena que você não tem um, não é? Engula o café quente que é pra torrar teus sentimentos estomacais, e se preciso for, trate de negociar um vortex cerebral novo, não é bem esse o nosso ponto! Corra para engolir, volte a tempo da reunião, e se mande rápido. Desligue a porra do interruptor antes, e como sempre pode ser que você aprenda algo novo. Tomorow Never Knows!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-2502590870988565069?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/2502590870988565069/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=2502590870988565069' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2502590870988565069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2502590870988565069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2009/03/tomorow-never-knows.html' title='Tomorow Never Knows!'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/Sb2etDv_3yI/AAAAAAAAAR4/wLfmr9Dtaes/s72-c/shadow-man.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-7263029522922131117</id><published>2009-01-30T17:32:00.000-08:00</published><updated>2009-01-30T18:38:59.034-08:00</updated><title type='text'>Noites de Cabíria (Parte IV)</title><content type='html'>&lt;p&gt;O som do trompete não poderia competir com suas risadas a cada curva. Entusiasmada como uma adolescente em sua primeira noite, talvez menos insegura, essa parte cabia a mim, que absurdamente velho, me via como um desempregado na fila do serviço social. Sim a geração perdida abria espaço agora apenas paras as notas do jazz, e mesmo que um imbecil qualquer pronunciasse em sua lapide, “Aqui jaz alguém que não gostava de Jazz”, o mundo trataria de explicar-lhe a dinâmica do tempo, de modo que cada vez menos eu teria motivos pra sentir-me isolado, muito embora também não me permitisse sentir confortável em furtos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer esquina dobrada pra ela era uma festa, como se sua espinha profanasse catacumbas no Egito, como se o mundo terminasse em champanhe, dry martini, conhaque ou qualquer tipo de vodka. Para mim o “Speak Low” era a ordem do dia, para ela parecia mais ser algo como a luxuria dos bailes nazistas, com um gosto de Mata Hari na boca, enfim, era eu mais um dos muitos domesticados pelas imagens de Ford, enquanto o cavalo branco de Wayne pastava sem nenhum arranhão em um globo feio, sujo e podre, enquanto ela despia-se da tensão de uma maneira completamente tendenciosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É fato que eu estava mais tenso que qualquer gato acuado, dentes rangendo entre dentes, mas não. Não poderia aparentar um sujeito inseguro, pronto para ser confinado em um abate, esperando a hora de ser degustado por gordos, ou crianças famintas. Logo pensaria em me recompor. Não falei nada do caminho do hotel até a avenida cujo nome leva nosso rio. Boca seca, olhar frio preso ao volante. Sim boneca, eu precisava de algo, quebrar o gelo e esquecer por um minuto que estava preso em um carro roubado com uma mulher deslumbrante no assento do lado, de modo que me coloquei a buscar um cigarro e fitar aquelas coxas, que coxas! Desviei-me duas ou três esquinas, veja bem que nem todos coexistem com uma boa memória. Estacionei em um canto escuro, onde alguns metros acima destemidos bebedores acompanhavam uma partida da seleção pelo rádio, embriagando-se de felicidade pelos gols marcados de Vavá, o Brasil sempre foi criativo em apelidar jogadores.  As risadas dela cessaram assim que o carro se pos sob a sombra de nossos destinos, onde de fato eu provaria a mim mesmo não ser o “senhor pacato” e teria ao menos uma oportunidade de explicar-lhe meu ponto antes de prosseguirmos. Ao abrir da minha boca as palavras surgiram tão rápidas que um trago bastava para explanar conjecturas políticas no Itamaraty.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ouça! Corro o risco de que perca qualquer admiração que tem por meus escritos, qualquer ponto positivo que tenha visto em mim, sobretudo qualquer possibilidade de terminarmos essa noite dançando. Mas tenho que ser sincero e falar-lhe sobre quem sou eu. – Sua face poderia ser a mais bela do mundo, ao seguir dessas palavras minha impressão era de um desconforto clássico. Claro, que idiota faria o que eu fiz. – Você pode ter tido uma impressão mais ácida sobre quem eu sou pela forma como debato sobre um tema querida, mas daí a envolver-me num roubo e achar que tudo esta perfeito é um tanto demais não é?Ela abaixou a cabeça, voltou seus olhos belos para a bolsa e quando de volta retornaram ela acendia um cigarro. Ali eu joguei fora minhas esperanças de terminar a noite bem e satisfeito, tinha provavelmente jogado fora a chance de me envolver com o charme e o que era pior de uma forma completamente rude. Poderia dizer sobre o meu sentimento naquele momento, toda e quaisquer postulação gestual que ela tivesse me dado naqueles poucos segundos entre o cigarro e eu, mas não valeria a tinta, tão pouco o papel, de modo que apoiei-me no volante e fixamente esperei o tapa que levaria, ou ao menos algumas tantas agressões que ela provavelmente tomaria posse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Felizmente parecia mais entretida no trago de seu cigarro que em minhas palavras. Abriu a porta e com seu típico andar flutuante desceu. E eu? Minha cabeça não parava de perguntar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora o que diabos deu nessa mulher! – firmei minhas vistas sobre ela e quando dei por respondido ela já estava no bar. Como um cão latindo eu dei mostras da minha ferocidade, de maneira que nada infringiu nela.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;-Ei! Espera ai! – Desci o mais rápido que pude e caminhei até o balcão onde ela se recostava. O jogo, o rádio, o bar, jamais teriam uma oportunidade de receber uma figura tão graciosa, todos se calaram, dos dois senhores barrigudos à porta, aos que estavam na mesa de bilhar sem camisa, do português herdeiro de seu balcão, ao velho que desligara o rádio. Em tom baixo para evitar uma cena eu prossegui ate ela dizendo: - Mas o que diabos você veio fazer aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não tardou sua resposta, esperava ate que tardasse, talvez fosse melhor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Comprando um presente pra você querido! O que mais uma mulher como eu poderia fazer em um bar como este não é? – Dizendo aquilo era como se apenas ela existisse no mundo como mulher, em um oceano repleto de homens barbados sujos de graça ou de tinta de banheiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não precisa me dar nada, só volte pro carro. Isso não é lugar pra você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sequer me ouviu, virou ao dono da espelunca pediu uma garrafa de uísque vagabunda, duas de conhaque, e uma água ardente que reluzia na prateleira. Estarrecidos, todos ficamos, mas especialmente o português, que imagino eu jamais vira de uma mulher tão jovem uma fome por álcool tão impressa. – São cem Cruzeiros madame. – Ora, vejam só. Ela me pagando uma bebida. Aquilo quebrou-me mais as pernas do que a idéia do presente em si. – Senhora, são cem cruzeiros, vai pagar ou o senhor que vai? – Aquilo me gelou um rim, certamente ficaria sem ele se não resolvesse isso, contudo, a impulsividade dela era notória. Maior do que a de um boxeador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retrucou:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mas só cem? Acrescente então, por favor, mais quatro maços e cigarros e duas fichas de bilhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como assim duas fichas de bilhar? O que essa mulher queria com isso eu não saberia te dizer, mas sempre os fatos se mostram melhores narradores que eu. Tão pasmo quanto eu estava o bar e seus moradores, era surrealista demais para as mentes atrasadas daquele lugar, até pra mim soava como Mata Hari fazendo jogo duplo para o pentágono. Pedidos atendidos, novo preço estabelecido e uma pergunta no ar. Quem pagaria a conta?   &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-7263029522922131117?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/7263029522922131117/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=7263029522922131117' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7263029522922131117'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7263029522922131117'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2009/01/noites-de-cabiria-parte-iv.html' title='Noites de Cabíria (Parte IV)'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-8336984178727028063</id><published>2009-01-11T15:52:00.000-08:00</published><updated>2009-01-11T15:54:06.383-08:00</updated><title type='text'>Noites de Cabíria (Parte III)</title><content type='html'>Do estalar das pedrinhas de gelo, ao tic tac do seu isqueiro, não precisava de muito. Olhos negros, olhos negos o que seria de mim sem um par? Pedi imediatamente ao garçom duas taças de seu melhor champagne. Afinal despíamos ali, de todas as manhas perdidas em uma cama sozinha. Despedíamos absolutamente dos boleros de fossa, da emoção deixada em um cinzeiro cheio, entre garrafas vazias para mais um dia de lamentável trabalho. Como era de se esperar ela precisava aquecer a boca, e como proibir o que é inevitável? Como censurar o que de tão absoluto, pede-se a presença. Apanhei dois cigarros ao mesmo tempo. De modo que não me importava, se eram filtros brancos ou vermelhos. Apenas ali estava eu, meu maço e seus lábios. Busquei meu isqueiro, fósforos, ou qualquer pedra que lascada fornecesse fogo. De fato não tinha e êxitei, mas humildemente pedi seu isqueiro, afinal todos aqueles tic e tac’s soavam muito mais do que um puro convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por favor. Poderia me ceder seu isqueiro? Acabei deixando os meus fósforos em casa. – Claro que minha desculpa não iria ser levada a sério, contudo, pouco importava ali. Queria de fato fumar, os pulmões a todo vapor questionavam a integridade moral do meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O meu? Respondeu ela, de maneira que quando vi, coloquei-me a postular: - Sim os seus, de quem mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela levantou gentilmente, apanhou os cigarros da minha mão, caminhou elegantemente até o garçom, sorriu. Em uma ode à Afrodite, ou qualquer mulher divinamente fatal os tacos abriam alas à seu carisma. Dos dentes fixos na boca, e uma aparência quase milenar, não se poderia ao menos insinuar uma recusa. Pediu-lhe o isqueiro, que não mais do que poucas notas custariam em qualquer tabacaria respeitável. Acendeu os cigarros e deu-lhe as costas. O garçom num misto de surpresa e gagueira não ousou pedir de volta o artefato. Provavelmente olhará mais o formato da moça do que o que continha em suas mãos. A elegância precede o crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retornou como foi. Elegantemente despida de moral, soterrando qualquer provável fio de misericórdia divina em minha alma, e não seria o que talvez fosse apenas um descuido que acumularia em mim a repulsa à aquela fonte inesgotável de saber feminino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Assim está melhor, querido? – Que voz suave. Entonação perfeita, cigarros acesos e gosto de desejo pela boca. Antes que eu pudesse falar mesmo um obrigado, retornou avassaladora entregando-me aquele isqueiro de poucos níqueis: - Pronto! Agora você não pode se queixar de não me fornecer um cigarro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como assim? Esse isqueiro é daquele sujeito, não seria de bom tom sair com ele. Imaginou o escândalo que seria se ele pedir de volta? – Como de fato isso poderia me afetar eu não sabia, mas também não queria provar disso. Tinha uma redação inteira que ouvia de mim pontos sobre a conduta moral política do país. Não seria interessante deixar isso de lado. Contudo me sentia extremamente boçal com aquele sermão de avôs. Mais do que depressa segurou em minhas mãos, e o calor de sua pele certamente descongelaria qualquer padre orando em latim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Meu querido, eu não pedi pra ficar com ele. Mas o Garçom também não me pediu de volta. Brindemos, fumemos e caminhemos até meu automóvel. Esse hotel por mais delicado e acolhedor que seja não é capaz de nos fornecer muitos momentos inesquecíveis. Sabes guiar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que tipo de garota teria um carro, me pediria para guiar em sã consciência, por mais moderna que fosse? Até então apenas grandes artistas, que estávamos acostumados a ver nas matinês guiavam seus próprios carros, em uma realidade tão distante da nossa, que eu não via absolutamente nenhuma gota de razão naquelas palavras. Obviamente, também não êxitei em dizer sim. Seria mais agradável ir motorizado que caminhando em uma noite com pouca brisa. Aquele encontro realmente, não seria o mesmo de outros memoráveis com garotas de reputação duvidosa, mais tão acolhedora como mães em trabalho de parto. Entretanto, dada a modernidade da situação, os goles de champagne, a ansiedade profunda, e a total face do meu estar, poderia eu vislumbrar um futuro com aquela mulher. – Certo! Vamos ao carro. Há tempos não guio, mas não deve ser nada que nos traga preocupações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descemos do bar, caminhamos com a imponência que eu jamais havia provado antes. Passo a passo, de braços dados. Tão preciso quanto o horário de um trem britânico, atravessamos o saguão, até que o manobrista entregasse suas chaves. Ela apontando para mim como se fosse eu o príncipe com sorte, o inglês refinado que jamais partilhou de baixas rodas, da cachaça ardente na garganta seca, indicou quem de fato tomaria as mãos sobre o volante. Mais alguns passos, e lá estava. Completamente solto, entre quatro rodas, que o faziam flutuar. Os tons vermelhos e negros, entre a lataria e o estofado, as linhas circulares e o aro reluzente de suas calotas, a energia que pulsava dos faróis como se a vida fosse apenas uma convenção de Deus para você possuir um demônio sobre rodas, e a absoluta magnitude do contorno do chassi, ardentemente captaram minha memória Hollywood-ana. Sentar-me-ia ali, como o sultão, o magnata do petróleo, o abastado e novamente criaria certamente em minha memória, mais uma velha imitação de Clark Cable. De modo que mesmo tendo todos aqueles sinais de euforia nos pulsos, sentando ao confortabilíssimo acento, indaguei a procedência do veiculo. Como alguma mulher que não pertencesse a alta roda teria um carro como aquele, e por que se era de tão fina estirpe, mandaria uma carta convite, à um fracasso como eu, que longe passava das colunas sociais. A resposta veio crua. Em tom de deboche, sacramentando qualquer duvida sobre a existência de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É roubado. Simplesmente era de alguém e agora é meu.&lt;br /&gt;- Roubado? Como roubado? Você está brincando com minha cara não é?&lt;br /&gt;- Não, jamais faria isso com você meu querido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Impressionante a qualidade de paz de espírito que ela trazia, mesmo sob tais circunstancias. Mesmo que em absoluto furtasse a moral do ar de qualquer coroinha. Não causava sequer um olhar de repulsa, pelo contrario, tais assertivas apenas contribuíam para o espanto geral da nação. Se Getulio ainda fosse vivo, certamente compilaria ali uma lei marcial para todas mulheres do mundo, enquanto Prestes, bom Prestes não faria muito. De modo que coloquei em mim a responsabilidade de lhe enviar à normalidade e realidade das leis de direito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Escute querida! Eu não posso dirigir um automóvel furtado! Não é certo. É como casar-se com uma freira. Responda-me como eu poderia guiar para você assim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora, é simples! É como um carro comum, com a primeira, segunda, terceira e quarta marcha. Você se sairá bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um tiro certeiro no crânio de um animal. Senti, vi, e ouvi, e devo dizer que apenas por sentir, já me causava um grande alvoroço na espinha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-8336984178727028063?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/8336984178727028063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=8336984178727028063' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8336984178727028063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8336984178727028063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2009/01/noites-de-cabria-parte-iii.html' title='Noites de Cabíria (Parte III)'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-4158044542243534435</id><published>2009-01-07T15:09:00.000-08:00</published><updated>2009-01-07T16:14:50.401-08:00</updated><title type='text'>Noites de Cabíria Part II</title><content type='html'>"Quando o cigarro declinará da boca, e o teu esboço não surgirá de um talvez."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As versões dos fatos não são abruptas, tão pouco propõe um intenso saber do pisque humanista. Onde os fracos não teriam vez eu me via ponto os sapatos para fora, os cabelos a esquentar idéias e a tosse a cuspir meu coração. A única razão de fato era estar a espera. Primeiro de uma estranha. Depois de uma fábula, um baile, uma invenção, ou seria uma composição? Assim que os demônios chacoalhem meu espírito e brotem à sua imagem e semelhança, estaria eu futuramente a escrever livros e obituários. Nada relevante até aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tipicamente impessoal é o saguão de um hotel. Olha-se para todos os cantos, e sempre soam como iguais. A imparcialidade dos objetos soltos em paredes foscas como se fossem suspensões que nunca deixaram de estar ali, junto à um carpete felpudo em uma variação de branco. De modo que também não se pode esperar muito dos funcionários. Sempre com sorrisos maliciosos, textos feitos, como uma bossa nova revisitada, inevitável deixar-lhes as moscas. Brincar com o primeiro cão sujo que cruzar à frente, ou afagar crianças de estranhos apenas para sentir um pingo de calor humano. É isso ou o alcoolismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já aproximava-se da hora combinada, quando pousei meus olhos nas escadas, e assim como uma raposa impõe seu feitiço fitaram-me dois pés a descer e embevecer a luz. O longo vermelho planava como uma folha solta no outono, a entrada que somente uma rainha poderia ter. E teria, de modo que movi meu esqueleto sem pestanejar. Os sapatos grunhindo nos meus pés cansados de esperar, e a estranha sensação que valeria cada centavo. Algum dia diria "Que você é como um furacão!". O brilho nos olhos inevitável, o suor frio, entre a imaginação fértil de como seria por baixo de tantos véus. Os rumores apenas tonteavam, argumentavam contra meu córtex. De maneira que me colocava como um jovial velho febril. Ela a musa, e eu o compositor. Entre tantos passos não poderiam caber melhores palavras. ,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os sapatos vermelhos cintilantes contrastavam com as unhas perfeitamente desenhadas, os olhos negros irrigavam os cabelos lisos negros, e só conseguia imaginar o sabor de seu beijo. Desejo, carnalmente abduzido por um copo de uìsque posto para mim ao balcão. Certamente teria de molhar meu bico para ter forças de encarar a multidão com um ser tão acima de minhas capacidades físicas. Como caminhar no escuro se houvesse luz. Ou fantasiosamente, como voar em pleno mar, com os pulmões cuspindo fogo. De fato os meus estavam. Mas não planejava matar ninguém. Acho que nem mesmo poderia matar alguém, era pacato, tímido, e nada simpático.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O entardecer já havia postulado seu tom à algum tempo, uma brisa árida percorria o saguão, e ela estava totalmente envolta em minha presença. Um drink para completar o inicio do primeiro encontro, em copos distintos tudo pareceria mais tranquilo para mim, de maneira que um trago não poderia cortar mais minha garganta, que já não estivesse cortada, ou o ar completar minhas vias aéreas amais do que já me inundara. Ao bar, onde os ricos sempre completam taças de Martinis, os pobres jamais entram, e os preços arrematam todas as carteiras. Não me importa. Importa é o par de estar com ela. A imparidade só se especifica no singular, e isso já sabemos que ela era. Mesmo que o álcool dragasse meu espírito, e certas pílulas desordenassem minha mente, o Texas ainda seria o Texas, e a Riviera francesa ainda estaria lá. Nada existe a ponto de tontear mais. Nada poderia extirpar alem do que meras convenções de tempo e espaço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-4158044542243534435?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/4158044542243534435/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=4158044542243534435' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4158044542243534435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4158044542243534435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2009/01/noites-de-cabria-part-ii.html' title='Noites de Cabíria Part II'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-2717221727478505849</id><published>2008-12-13T18:11:00.000-08:00</published><updated>2008-12-13T19:20:06.972-08:00</updated><title type='text'>Noites de Cabíria (Parte I)</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SUR6FClvtUI/AAAAAAAAAPk/SefKLiyVT6U/s1600-h/1950+f.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5279478890198185282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 221px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SUR6FClvtUI/AAAAAAAAAPk/SefKLiyVT6U/s320/1950+f.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SUR2WNpmgBI/AAAAAAAAAPc/ms04V_ZDmDE/s1600-h/bilhete.jpg"&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Náuseas, dor de cabeça, litros e litros de água para engolir todas as pílulas. Do calor de suas pernas, ao frio dos tacos de madeira, era seguido por todos os fantasmas da revolução chilena. A ligação entre os formatos das gotas de chuva que caem no pára-brisa do seu automóvel, e a extensa dimensão dos fatos, atribuía a mim o gosto pelo gozo, pelo teu cansaço, Contrane ou Davis, soariam nessas núpcias, enquanto um cinzeiro notável, bravo e áspero arrebataria nossas almas pelos tragos dados. De fato o minuto não seria mais minuto sem sua companhia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu a encontrei, como tantas outras foram encontradas, mas a despi como somente ela poderia ser endeusada, no caminho onde a serpente caminha, nem Adão, nem Eva, conquistam individualmente o paraíso, e por hora nada era mais sensato. Do deslizar de suas alças ao desabotoar do tempo, atribuía novamente eu um absurdo conto de estabilidade. Mas vamos não vamos aos fatos, de factóides os tablóides se viciam e nada teria muita graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era fim de tarde, o rodeio da noite eminente, de maneira a prosseguir com o ar menos denso, e os meus passos decadentes. Paletó risca de giz, chapéu, e sapatos de cromo alemão. Deus sabe que nesses tempos de pós guerra a elegância vem em primeiro lugar. Entre Cowboys e bonecas nazistas, somente minha Rolleiflex poderia fotografar a eternidade. Meu cigarro entre os dedos, a gravata listrada, e uma simples espera. A espera dela, descia do saguão do hotel, sobre scarpins, envolta em panos que mais pareciam a fazer flutuar sobre os demais mortais. As cartas escritas por uma leitora assídua de uma coluna fraca, feita por um colunista não menos fraco, haviam rendido uma grande companhia, e de modo que o fato jornalístico agora era encenado pelo ditador das palavras. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;O baile começaria em algumas horas, em tempos difíceis, poucas diversões eram mais aguardadas que ele. Cada minuto de espera era drástico, e a pontualidade tomara meu coração de assalto. "Esperar o que, e de que vale esperar?", perguntas recorrentes de uma mente não sã, com um corpo que em poucos momentos estaria exausto morto sobre uma cama. Um ultimo ajuste na gravata, no caimento do paletó, e ponto, rodeava o saguão esperando a perfeição. Um salto para a eternidade seria a filmografia escolhida a seguir. De barbas e cabelos aparados, eu a vi apodeirar-se de todos os véus, arrebatar-me aos céus, egolir-me como um trago de uísque, e domesticar o psicótico que provavelmente tomaria conta de mim.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naqueles dias, era moda não se atrasar, dizia-se de bom tom obrigar-se a ser sociável. Talvez pela reconstrução mundial, talvez pela pouca excentricidade do mundo. De modo que pouco ligávamos, se judeus morriam no velho mundo, pouco sabíamos das reais proporções da união mundial. Apenas queríamos ter em John Wayne um herói a seguir. E nas taças de champagne uma determinação para viver.&lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-2717221727478505849?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/2717221727478505849/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=2717221727478505849' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2717221727478505849'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2717221727478505849'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/12/noites-de-cabria-parte-i.html' title='Noites de Cabíria (Parte I)'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SUR6FClvtUI/AAAAAAAAAPk/SefKLiyVT6U/s72-c/1950+f.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-5907639202067984645</id><published>2008-11-04T09:05:00.001-08:00</published><updated>2008-11-04T09:12:57.502-08:00</updated><title type='text'>Filtro Vermelho</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SRCCc9C-voI/AAAAAAAAAPU/Z24zPpC83Kc/s1600-h/67marlborocountry.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5264851398331121282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 238px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SRCCc9C-voI/AAAAAAAAAPU/Z24zPpC83Kc/s320/67marlborocountry.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São quase cindo da manha, e a iluminação pública é fraca como sempre. A cada esquina se vê um gato vadio, uma encruzilhada para adentrar teu espírito, é fato que isso aqui não anda muito salubre ultimamente. Acordar cedo é tão torturante quanto espetar em baixo das unhas um alfinete, e os cretinos ainda chamam isso de vida, de modo que cá estou eu com as chaves na mão, com meu Marverick roncando enquanto uma vizinha grita algo como uma evocação demoníaca de seu lar, “Que inferno!”, disse ela sem maiores pudores para o horário. Aquilo era de praxe, outro dia ameaçara seu marido com uma escopeta. Sabe-se Deus como ela arranjou aquilo, que tipo de doente mental dormiria com aquele bagulho a ponto de lhe dar dinheiro? Certas perguntas jamais serão respondidas meu caro. Adentro o carro com o conforto que fora proporcionado a mim. Os bancos de couro, a bola oito como minha válvula de vida, a ponto do cigarro já estar queimando, envolto tão em brasa quanto meu coração, de fato minha mulher me aguarda, e é notório que não irei atrasar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atração que sinto, é quase como a do câmbio a minhas mãos, tão delirante quanto às mãos dela no câmbio. Esquento meu motor, checo os ponteiros, a gasolina durará ate que a noite toda passe, minhas pistolas no porta luvas, a faca sob o banco, sempre me diriam palavras sobre alguma proteção. No porta malas, ainda existe espaço para corpos junto da escopeta, e das caixas de munição. Por um momento olho-me no espelho, e checo a boa aparência para minha garota, não se pode deixar uma pequena menina dessas escapar. Arranco enfim, e sigo para onde os bêbados não tem mais vez, Rolling Stones no rádio, “Stray Cat Blues” sempre me faz pensar em como é bom corromper menores. As ruas vazias nesse horário são como uma licença temporária para matar, correr, e burlar a lei, de fato nenhum guarda seria avistado nas próximas duas horas, e era ainda pior durante a madrugada anterior. Aqui apenas se vê mais do mesmo, o de sempre, a inundação de seres bizarros e cafetinas voltando para suas casas. A abertura de padarias, e entregadores de jornais ainda nem apontam seus focinhos fora de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho tortuoso, cheio de sete curvas, inclinado e indelicado. O odor dos arredores do centro nada agradável, de modo que não seria nenhum absurdo despertar irritado. O rio por onde sempre passo, fétido, cheio de más impressões, mas quem liga? Certamente não eu, conforto do meu carro, partindo para o nove entre o dez e o oito, preparado pra dar no pé daqui e seguir até onde houver o ultimo posto de gasolina solitário. O cigarro acesso, serve pra me manter mais perto do calor da boca dela, e isso realmente me traz boa sorte. Já passam das cinco da manhã, e penso na droga que seria atrasar-me a um encontro tão interessante, na verdade seria um pecado não iniciar meus dias com o balbuciar dos lábios dela, com a cerveja verde gelada aliviando o clima da garganta, matando minha saudade com o veludo da saudade dela. Certamente iria pro céu pelo clima, e para o inferno pelas companhias, entretanto, aonde eu for ela estará. Que seja com uma pistola sobre as coxas, ou um rifle encarando nossa danação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trinta minutos de carro e cá estou, aguardando por ela, embaixo de seu prédio. Ligo no seu telefone, e ouço mais uma vez aquela voz, e lembro de pensar “Demônio, quase dá pra sentir seus dentes roendo meus ossos”. Desço do carro, desligo o rádio, deixo o seu rock and roll penetrar afiado como um sabre, que corte meu pescoço então. Qualquer definição de ansiedade para ver novamente aquela pele branca, olhos negros e lábios vermelhos conseguiria ser totalmente abstrata, absolutamente inadequada, e obscura como caminha a pé sobre as águas. E pensar que um único parto gerou aquela mulher! Sim seria mais fácil imaginar uma equipe médica montando seu corpo com extrema exatidão cirúrgica, do que apenas um conjunto de junções genéticas. Absolutamente a hipnose filtraria meu sangue vermelho, e se acolheria no braço de minha amarração como a cocaína às novas gerações, tal qual o ópio à Coréia e a bebida aos nossos corações.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-5907639202067984645?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/5907639202067984645/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=5907639202067984645' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5907639202067984645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5907639202067984645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/11/filtro-vermelho.html' title='Filtro Vermelho'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SRCCc9C-voI/AAAAAAAAAPU/Z24zPpC83Kc/s72-c/67marlborocountry.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-7425900768624281170</id><published>2008-09-29T22:48:00.000-07:00</published><updated>2008-10-16T22:08:51.887-07:00</updated><title type='text'>“Café, Dylan e distrações!”</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SOG_LOlDDzI/AAAAAAAAAOA/x-4ZeC0fYDk/s1600-h/Blablabla(1).JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5251688840103661362" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SOG_LOlDDzI/AAAAAAAAAOA/x-4ZeC0fYDk/s320/Blablabla(1).JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A noite sempre começa com o balbuciar vermelho dos lábios dela. Aqui já não mais aquele que outrora outorgava de si o relevo e a forma. Aquele que tirava de um trago a sinopse de uma outra nova história. As fortificantes expressões do cansaço, o português belo e bem pronunciado, adquiriam a profilaxia de novos tempos, de fato. Entre convenções e rabiscos traçados, linhas descritas pelas cartas benignas, extirpavam o tumor de seu “old fashion”. Enfim, encontrara alguém que valha compactuar, desde a sede da coca-cola gelada, à fúria do maço de cigarros amassados. De torniquetes, ao ar da vossa graça. O sorriso, os dentes, e entre tantas, vistas, visitas, sabe se lá o que mais, o negro sempre se pronunciará como uma orquídea. Traços, como se o coração cronológico fosse rabiscado no braço, como se a vida eterna compilada em frascos, e deles as letras para ousar em teu seio. Pousa o leve, e pousa o pesado. O vento sopraria, pelas letras de Neruda da mesma forma que o rosto afeiçoaria ao tumor de Ibiza. O mod rocker mais uma vez convocado. O extermínio do funky bussines outra vez arraigado e tão frio é o estomago, que já me vou ajoelhado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada de aglomerado de vírgulas, que completem o espaço, ou de maltrapilhos fatos que perduram meus recados, fariam mais interessante diria ela a um outro lado. Nem boas ou más idéias, somente as que nos foram agraciadas. Diriam os entusiastas de botequim, que nunca houve um gosto que não devesse ser provado, e sim, eu venho queimando meus litros ainda que de modo figurado. Rimas. “Oh! Rimas”, já se espaça qualquer ímpeto absoluto, destrona e desforra o telhado, de modo algum faz sentido abstrair. Ao inferno em três passos diriam os fracos! Mas eu, bom eu me recuso a não rolar meus dados. Que seja a ultima aposta, mas com ela eu quebro a banca, abro meu novo rastro e forço novamente o esquadro fornicar em seus alvos fáceis. Sabe se lá quando teria outro confronto, e que o embate levaria a minha sincera amenidade. Singular não? Como o café posto à mesa, com sua porcelana elegante. Como um disco de Dylan rabiscando nossos sonhos delirantes, todas as distrações são mais que permanentes para o seu som perdurar vários instantes. Instantaneamente, a Dama arranca do Valete seu vocábulo: “Café, Dylan e distrações!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso ter planado como o Albatroz, envolto em tempestades dissipadas, ou agradecido à sorte que me fora lançada. Mas hoje recuperei muito do tempo que estava envolto em traças. Que me perdoem as strippers, os amigos e agregados. O ultimo tiro eu darei e não restaria muito para ser enterrado. Que seja árduo, rápido, ou mesmo básico. Que tenha o gosto dos teus lábios, o som dos teus ossos roídos pelos meus braços, que rompa a sorte dos lençóis esticados, e que por fim ira valer cada centavo gasto. Não como um show de imagens, ou ofertas parisienses desmotivadas. Absolutamente como a vodka que jorra de supermercados, e o uísque que mesmo velho ainda assim não é gasto, será o nosso ultimo trago. Aceita um cigarro honey? E enquanto eu distraio a groupie, você lhes arrancará cada centavo! &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-7425900768624281170?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/7425900768624281170/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=7425900768624281170' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7425900768624281170'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7425900768624281170'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/09/caf-dylan-e-distraes.html' title='“Café, Dylan e distrações!”'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SOG_LOlDDzI/AAAAAAAAAOA/x-4ZeC0fYDk/s72-c/Blablabla(1).JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-6038247568766320203</id><published>2008-09-25T21:20:00.000-07:00</published><updated>2008-09-25T21:31:44.791-07:00</updated><title type='text'>Cala-te!</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SNxlnT7G-EI/AAAAAAAAANg/5U3K3pJW9Ro/s1600-h/rafik_hariri_car_bomb.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5250182991644653634" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SNxlnT7G-EI/AAAAAAAAANg/5U3K3pJW9Ro/s320/rafik_hariri_car_bomb.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;A noite estava fria cortando-me a face. O diabo espreitava em todas as esquinas, em seu micro vestidos de cetim barato, seus tamancos com salto alto. Meu cigarro já estava no filtro e a porcaria da encomenda não havia chegado. Recostei-me à parede, uma situação desconfortável nos pés influíam no meu desejo de foder com tudo e todos, ir à casa noturna mais próxima, me engalfinhar com a primeira meretriz que encostasse a minha vista. Tudo em vão! Os poucos pensamentos entre um trago e uma baforada durariam menos de segundos. Noite árida! O tédio corria nas veias e a corrupção não me deixavam outras alternativas, ademais, não parecia me caber muitas escolhas, o cheque só seria entregue junto à encomenda. Merda, tantas mulheres na esquina e nenhuma fêmea, logo essa cidade vai se transformar em um bordel homossexual, e eu não quero estar aqui pra ver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esquina pouco acolhedora, não me inspirava confiança. Talvez pelas luzes fracas, mariposas e baratas circulando como civis. Não sei. Talvez fosse só uma impressão de morte caminhando lado a lado comigo. Como um pássaro negro agourento eu daria com esse serviço meu ultimo vôo! Planejei mil vezes isso, e três mil deixei a oportunidade passar, mas isso não é pra mim. Nem mesmo os médicos dariam um atestado de salubridade para essa posição. Angina, maldita angina! Esperar o que de um velho de quarenta anos, isso não é mais pra mim. Talvez seja para a corporação que estoca quilos e quilos de bagulho e ainda extorque de prostitutas seu “café”. Não pra mim. Eu as salvo delas mesmas. Livro a poluição do ar, e claro nem sempre isso pode ser limpo. Uma vez li em algum lugar, a chamada “Por trás da mente de um criminoso.”. Bolachas que sabe do que diz! Quando se vê a primeira gota de sangue sair do nariz é mais apavorante que quando se dá o primeiro tiro. De fato, a primeira noite de um homem é mais estranha do que o seu primeiro crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim luz. Algum automóvel promove a luz! E eu já estou sem paciência pra correr atrás dela. Dou alguns passos e espreito. Angustiante essa demora! Já deveriam estar com a encomenda há horas e não vou procurar parar de pensar tão cedo. Ainda nem passam das três. Embora o veículo se aproxime nada pode dizer se é ao certo o que eu imagino. Na verdade nem sei ao certo do que se trata, sou só o garoto de recados daquele bastardo, e que recado de luxo deve ser esse para ter me mandado. As mãos já estão coçando! DROGA! Melhor apanhar as moedas do meu bolso assim evito maiores problemas com a Janaína. Mas ela é tão linda! Poucos centímetros a distanciam do meu indicador, tão macia quando eu a pressiono, e a posiciono sobre certas cabeças. Ah Janaína! Certo segurar você não me fará mal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Certo o carro parou, é sim minha encomenda! Dou passos largos, atinjo o ápice de minha dignidade! Bato ao vidro, e ele desce! O azul calcinha desse Opala certamente não caíra bem. Foda-se, não estou aqui pra buscar títulos de lanternagem! O vidro desce e a fumaça sai pelas ventas! Que diabo é isso? Meio cedo para mandar um junkie qualquer cuidar de entregas, porra! Algo não está certo aqui! Pergunto se está com minha entrega. Nenhuma resposta e um som estranho de balbucios. Aquilo me irrita muito, como se eu não estivesse ali, como se ali fosse uma avenida de grande circulação! Ora, diga logo, entregue logo e caia fora! Deus precisa de um trago! Alcanço meu maço, acendo um cigarro e a cada trago me refaço! E então sem mais delongas a porta se abre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei! Você é o cara? – Pergunta ele, ainda com a cabeça dentro do carro, com os pés para fora. Poderia decepá-los ali mesmo só empurrando a maldita porta!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Que espécie de gente pergunta se eu sou eu mesmo, oras! Eu tenho um nome, uma cara, e ainda to metido em merda até o pescoço essa noite, então é lógico que eu sou o cara! – Respondi! Como se fosse alguma novidade isso para ele!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Ei calma! Você ta muito nervoso rapaz, não era essa recepção que eu esperava! Teu lance tá dentro do carro maninho! – Lembro de perguntar nos meus botões, então por que diabos ele não abriu a mala? Quando vi atropelei!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Maninho é a puta que te pariu, filho da puta! Abre logo essa merda! – Já estava segurando a porta, e sim! Seria extremamente fácil!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Filho da puta não brow! Se liga que não ta falando com qualquer um! Vai te lascar seu porra! – Que espécie de imbecil procura confusão em uma entrega? Não pensei duas vezes mais! O sangue já estava fervilhando. As idéias não paravam de brotar, e antes que ele pudesse sair, enfiei a porta travando seus pés, arrebentando seu nariz e provavelmente o resto de hombridade que ele tinha! A Janaína agiu rápido! Dois tiros bastaram e nada mais de conversa! O ruim desse tipo de serviço é não, não há hipóteses de sair-se limpo! O Sangue do cara era muito vermelho, e tinha um aroma de suco de uvas. Certamente aquele marginal estava doente, algum tipo de infecção no mínimo!&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Abri a porta, apanhei as chaves e enquanto olhava pros lados encontrei um guarda! Malditos soldados! Bem, “Janaína Strikes again!”&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-6038247568766320203?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/6038247568766320203/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=6038247568766320203' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6038247568766320203'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6038247568766320203'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/09/cala-te.html' title='Cala-te!'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SNxlnT7G-EI/AAAAAAAAANg/5U3K3pJW9Ro/s72-c/rafik_hariri_car_bomb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-2898925256398428735</id><published>2008-09-22T19:10:00.000-07:00</published><updated>2008-09-22T19:46:03.771-07:00</updated><title type='text'>Reflexões sobre Jane!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SNhYXcqNOSI/AAAAAAAAANY/9yfHvZ5HjmI/s1600-h/cadillac_1960-Eldorado.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5249042525553768738" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SNhYXcqNOSI/AAAAAAAAANY/9yfHvZ5HjmI/s320/cadillac_1960-Eldorado.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Lá vai de novo com a pistola nas mãos, garimpando seus níqueis no bolso, sondando o velho diabo para rir de si mesmo. Mamãe já te disse que como sétimo filho teria de partir como paria, lançar-se confortavelmente ao sol e caminhar de botas simples no asfalto, é meu caro seu único destino é a auto estrada do coração, onde outrora eu podia ver os rastros que tu deixou. Dedo no gatilho, suzy marie falando bom inglês, e o tipo de verá é o mesmo tipo que esconde nos bolsos. Já te vi vagando pelas ribaltas, tocando cones e abduzido por outros espíritos, de modo que nada poderia fazer para limpar o quarto e abrir mais espaço para uma criatura entrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As reflexões sobre Jane, as divagações sobre "smoke the dope" não são tão sinceras, cuidado garoto, os poucos trocados pagam teu salvo conduto. O cheiro da chuva escorrendo no ralo e as reflexões sobre esses e aqueles não te cabem mais. Escute garoto, é necessário não confiar em idosos, de fato idosos corrompem, e exatamente assim te livro do pecado. Enquanto ela degola você atraí, e enquanto eu desfaço o nó você se faz. É meu caro, o diabo nem sempre cobra barato, e o cabaré nem sempre é iluminado. Enquanto ela de luto, em seu indefectível vestido negro de ombros caídos seduz o paraíso, tu não estarás abaixo purgando teus velhos entes queridos. Abaixo do sol, sobre tuas sementes!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Teu russo é melhor que seu francês, teu Galês melhor que o teu hebraico e se Deus não te salva, eu abro os caminhos pra tua alma, sabe se lá quando riria a procurar. Assim como ela você poderá ser Spartacus e gritar ao matar leões. Gladiadura é simples, e as feridas se limpam com a chuva, ou se secam no sol. E assim gaste teu tempo e solte teu rugido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto as luzes não se apagarem você ainda assim cadencia teu samba, e ainda assim conta teus níqueis com primazia, de modo a compreender e complementar vossas escalas. Nada de barquinhos a velejar ou diabas a cantar, teu sex dry jamais teria rock and roll sem notar o ar de leveza que as olheiras compreendem. A velha grande maça podre não solta teus dentes, tão pouco cospem em teus pés. Abaixo do sol, sobre tuas sementes!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-2898925256398428735?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/2898925256398428735/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=2898925256398428735' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2898925256398428735'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2898925256398428735'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/09/reflexes-sobre-jane.html' title='Reflexões sobre Jane!'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SNhYXcqNOSI/AAAAAAAAANY/9yfHvZ5HjmI/s72-c/cadillac_1960-Eldorado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-8451456158331929424</id><published>2008-09-15T13:17:00.000-07:00</published><updated>2008-09-15T13:21:53.253-07:00</updated><title type='text'>Cai à noite</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SM7DxCjtw4I/AAAAAAAAANQ/FRGtqe6ae7E/s1600-h/ElvisBurialSite.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5246345863200883586" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SM7DxCjtw4I/AAAAAAAAANQ/FRGtqe6ae7E/s320/ElvisBurialSite.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cai à noite sobre o dia&lt;br /&gt;Ninguém na escada cantava&lt;br /&gt;Quando a luz do sol esvaia&lt;br /&gt;Seu peito me iluminava&lt;br /&gt;Iluminada, pairava sobre mim a sorte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De deitar-me ali um dia.&lt;br /&gt;Em nosso leito, nossas memórias.&lt;br /&gt;Cravadas com os dentes, na pele as farpas sob os lençóis!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cai à noite sobe o dia&lt;br /&gt;Ninguém no convés falava&lt;br /&gt;Quando o ninho que se pôs ouvia&lt;br /&gt;Cai a noite em outro dia&lt;br /&gt;Ninguém na escada cantava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma garoa fugia.&lt;br /&gt;Nem uma magoa existia.&lt;br /&gt;Só a madrugada, só a pouca água, só a tua falta...&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;* Trecho da Ópera rock "Cabaré de Cego" by Marcus Müller; Mov 11º; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-8451456158331929424?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/8451456158331929424/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=8451456158331929424' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8451456158331929424'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8451456158331929424'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/09/cai-noite.html' title='Cai à noite'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/SM7DxCjtw4I/AAAAAAAAANQ/FRGtqe6ae7E/s72-c/ElvisBurialSite.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-485236192381858043</id><published>2008-08-18T19:19:00.000-07:00</published><updated>2008-08-18T19:20:56.667-07:00</updated><title type='text'>Auto Piloto IV</title><content type='html'>Todas as minhas trips variaram de acordo com uma trilha sonora, e inevitavelmente culpar a quem senão ao amor. Sim, o mesmo amor que transmite êxtase e agonia, fúria e sinais elétricos que não seriam desnudos de uma matéria densa. Desde muito cedo, deixe-me envolver por mulheres, das mais variadas, das mais típicas, e em que isso se liga à noite de hoje? Em exatamente tudo creio eu meu caro. A inevitável busca da policia por mim, a aparente morbidez da moça em questão, até a senhora gorda esmurrada. Todos os fatos intimamente ligados à uma incapacidade de ter relações duráveis, de não sequer pensar em ter.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos que se eu tivesse, jamais teria me sentado e tentado ajudar só por tratar-se de uma linda rapariga, de modo que não teria deixado me envolver, e de fato não seria agora quase como um seqüestrador para a policia. A gorda, sim a gorda eu poderia esmurrar! Sentei-me à cama, já não me interessava por suas evidencias, apenas as minhas, o que eu faria de agora para frente. Acendi o ultimo cigarro dos bolsos. Pus-me recostado à cabaceira, com os pés, pernas e braços soltos em total torpor. Sim iria aproveitar aquele ultimo cigarro como aproveitei de varias coisas sobre a vida. Encurralado, miserável, e completamente patético não me importavam mais analises, ou retóricas, contanto que ainda me restasse a ultima parcela de dignidade que provavelmente ainda tinha em mim. Triste? Pode ser, mas não se pode ter tudo sempre. Não se tem na verdade quase nada sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente o desespero cedeu a uma espécie estranha de conforto. Logo viriam os passos seguintes, abrir a porta, deixar prender-me e responder por meus atos. Isso soou decente naquele momento, de modo que nem mais uma palavra disse até o recomeço da jovem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Digno é morrer assassinado meu caro. – falara aquilo com uma calma tão arrepiante, como se eu tivesse as voltas com imagens soltas no ar. A Tranqüilidade sempre me dava a impressão de anteceder ao inferno, com suas labaredas seu desespero cômico, abduzido por alienígenas vestidos de palhaços em um campo longínquo. E desta forma ela prosseguiu, sem muitas barricadas de infantaria. – Morrer sufocado, ser estripado, isso sim teria glamour! Nada de tiros ao ouvido, antecedidos por choros e rum. Nada mais de ver as mãos cheias de um sangue que não é teu, e que te faz caminhar ao infinito, totalmente finito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava pasmo, do que ela fala tanto que eu não entendo. Como eu só posso estar preso a essa criatura sem sequer saber teu nome? Curiosidade tem limites. De fato, me interessava mais por aquela situação, por estar, a cada frase me satisfazendo, me respondendo, cada obstáculo previsto, toda monotonia, todo o hemisfério Sul, tudo convergia para aquele quarto, de modo que eu já não sabia mais onde realmente teria começado toda aquela teoria, todo aquele estranho mundo paralelo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela prosseguiu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você realmente não sabe o que houve né? Não consegue me responder ou mesmo despir minhas roupas, se quer você poderia me tocar. Eu poderia ficar nua e você nada faria querido. Aceite você já morreu e não sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi imediatamente à aquela afirmativa bizonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Eu morri? Sério, que droga é essa que você usou, que também quero provar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então fez se o silencio, ela caminhou ate a porta trancada. Colocou-se de costas, inclinou-se e disparou. – Você deu um tiro no ouvido, e assombrosamente bêbado não errou. Dê um minuto e verás tudo com clareza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que diabos eu fazia ali dando ouvidos à uma provável sociopata! Sabe é nessas horas que você se castiga eternamente. Nesse momento que você descobre o quão burro você é. De fato, tudo me era extremamente familiar, todo o banheiro, a situação do quarto, e a incrível capacidade dela de notar o meu vicio por bebidas, mas qualquer detetive civil de quinta saberia verificar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo querida, te darei o minuto, vou lavar o rosto sua louca! – Levantei-me da cama, estralei meus dedos, o som propagava por todo o cômodo. Acendi um cigarro, caminhei a finco ate o banheiro. Escorei o cigarro na pia e abri a torneira, ouvira de fora o som da guria sentando, o som da policia batendo a porta e arrombando a sala. Os passos policiais sempre foram mais enérgicos, as sirenes em baixo do prédio já pararam de tocar, sentei-me ao chão mesmo, nada mais do que merecia. Busquei relaxar, fumei, pensei, e imaginei dizer que essa mulher me trancou aqui como refém, nunca foi bom com policiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado depois de certas horas você não sabe bem o que faz, minha solução foi simples. Jogará a cabeça na pia ate desmaiar. Provavelmente cai solto ao chão e com certo risco de um belo galo na face. A policia declararia que eu tinha sido sim vitima dela, baseada claro no meu depoimento, só me restaria responder as acusações de agressão contra a gorda. Dessa, eu assumiria, não seria o primeiro homem a bater em uma mulher insuportável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema de bolar planos, é que a probabilidade deles não vingarem é alta, então me certifiquei que sangue iria ser suficiente, medi a necessidade da minha força e sim exagerei. Nem mesmo duas batidas foram necessárias, cai como um cavalo velho. Não me lembro dos fatos a seguir, ou de muitos outros que passaram a partir dali, sei que no hospital recebi varias visitas, nenhum conhecido, nem mesmo minha mãe. Ouvi, vi e não venci.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-485236192381858043?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/485236192381858043/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=485236192381858043' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/485236192381858043'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/485236192381858043'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/08/auto-piloto-iv.html' title='Auto Piloto IV'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-212202477945341010</id><published>2008-08-08T18:59:00.000-07:00</published><updated>2008-08-08T19:07:42.784-07:00</updated><title type='text'>Auto Piloto (Parte III)</title><content type='html'>&lt;p&gt;O que mais eu poderia ter feito? Aquela mulher mexeu com tudo que eu poderia julgar sadio. Como eu poderia estar tão confuso, e como tantas palavras poderiam prensar de uma só vez na minha cabeça uma convulsão tão grande? Estava ansioso pela resposta dela, tinha de valer a pena, tinha de ser merecedora do processo que eu iria sofrer de todo aquele caos que eu criei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Só aguardava e nem sequer esboçava algum rabisco labial. Seria tão mais fácil se eu não tivesse ido até ali! Poderia estar dormindo, roncando, sonhando acordado com estralas pornôs e cânticos evangélicos que não faria mais mal do que aquela espera. Eu poderia extrair todos os dentes da boca, fazer mil lavagens intestinais, escrever mil sonetos, estudar toda a constituição brasileira, que seria menos moral do que aquela espera, ainda mais de como ela fora interrompida. Em bom e alto som, ela pronunciou as palavras mais sensatas que poderia ter pronunciado para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe, sempre acho engraçado quando vemos aquilo que queremos ver. Como quando estamos apaixonados. Ligamos o piloto automático e deixamos tudo girar, compramos batons, pós, brincos e vestidos, nos enfeitamos pro outro quando o que mais importa somos nós mesmos. Sempre achei engraçado isso por que no caso do amor, nunca se é por inteiro, sempre se faz isso e em troca recebe-se o absoluto elogio, e de que serve o elogio se ele não é de você a você? De nada, pela passionalidade você deixa de ser você, e passa ser um esboço do que o outro vê de você, tanto que acaba por ver o que quer ver. A mesma situação se aplica à morte, ao nascimento, ao desabrochar da inocência e à perda da mesma. Você deveria saber disso doutor. Sabe, daqui a pouco vão bater a porta dizendo “É preciso arrombar!”, logo depois outros dirão: “ele era tão jovem”.  Por fim coroas e visitas em um único dia por um grupo seleto de pessoas será o que irá levar. Promissor não acha? – Seus olhos estavam tão menos intensos quanto o sabor do teu cheio, na verdade eu já não sentira mais o aroma suave de seu corpo, já não tinha mais calma, estava exausto, e dei a ela a chance de prosseguir. Bem era mesmo o que eu queria, prosseguimento. – Me alcance mais um copo, sirva-me que faz um tempo que não bebo, e bebendo sempre articulo melhor, foi assim desde menina, desde que meu pai molhou minha primeira chupeta no seu caneco de cerveja, eu devia ter uns dois ou três anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Da porta fui até a garrafa, dei um gole e lhe passei mais um trago, sentei-me à cama e não tinha como não lhe perguntar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quando eu cheguei você parecia tão frustrada, tão absoluta de si e frustrada. O que houve? E uma subquestão seria, por que me tratar com tantas risadas? – Tomei meus olhos a sua face, já um tanto árida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sabe quando se tem tudo nas mãos, exatamente tudo? – Deu uma boa tragada, com os cigarros entre os dedos, tão epicamente marcados que nem Bowie traduziria em uma canção, pos o álcool à entrelaçar suas vantagens vocais e processou seu pensamento como se eu já concordasse: - Então. Exatamente por isso estava frustrada, e desculpe. Acabei socando você por isso. Minhas risadas já foram bem mais altas, meu grau de felicidade bem mais visto. Em 1949 eu poderia ter sido, em 2008 eu nem sequer existo! E nada do que eu poderia ter feito, embora caprichoso, poderia ter evitado meu destino. Depois de anos e mais anos, décadas e décadas pensando agente chega à algumas conclusões. O rádio era uma paixão que poderia ter sido duradoura, o teatro um brinquedo nas mãos de uma infeliz criatura, e o interior uma barreira que eu deveria ter transpassado. E você? Só posso responder se você me responder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Haveria algo que eu pudesse dizer depois de uma descrição daquela? Eu não tinha motivos para me entristecer, certamente não era o cara mais esperto do mundo, mas também não era um burro. Sim passei maus momentos, mas se computassem todos os pontos feitos da minha infância até minha vida adulta eu teria ainda muitos pontos de sobra. A Infância fora extremamente agradável, a adolescência nem tanto, mas todos passamos por essas fases igualmente salvas mínimas exceções, amores e desamores tive os que procurei, gostos e sabores aqueles que testei, de modo que, como eu poderia refletir minha frustração contra a dela? Pelo visto ela sim tinha tido um grande problema, eu bem ou mal fazia aquilo que me propus a fazer, respeitado ou não, traumático ou não. Tornei-lhe então com uma diretriz:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Bom, acho que minha frustração é pelas coisas que eu julgava ter, e não tenho. Talvez quando eu emoldurei minha vida, tenha faltado cola para pregar certamente a armação. Não deixei de fazer, o que pode ter sido um erro por fazer mal feito, ou não esgotar todo o tempo em fazer, mas não queria mesmo plantar uma arvore, escrever um livro, ou ter um filho. – Olhei pela fresta da porta e estranhei o silencio das sirenes e a calmaria que pairava. – Estranho! Até agora não colocaram a porta a baixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As horas não passam de bobos compassos dentro de desritimado andamentos. Não, eu não estava em mais uma batalha mental, ou artifícios especulativos. Não temeria eu tamanho absurdo, e nenhuma das explicações pareciam ter coerência, de modo que como eu poderia ter coerência, ou mesmo exigi-la?&lt;br /&gt; &lt;/p&gt;&lt;p&gt;- Isso está bem estranho já moça! Você me levou à um grau de vicio que eu jamais pensei que poderia ter. Agora a policia vai me prender, a gorda me processar, e eu podia estar tão bem dormindo no calor do quarto. Mas não me impressiono por qualquer maldito rabo de saia! Maldito seja esse rabo de saia! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-212202477945341010?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/212202477945341010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=212202477945341010' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/212202477945341010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/212202477945341010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/08/auto-piloto-parte-iii.html' title='Auto Piloto (Parte III)'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-3439582627799630052</id><published>2008-08-04T10:05:00.000-07:00</published><updated>2008-08-04T10:41:28.361-07:00</updated><title type='text'>Top Five.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SJc_OuCIS_I/AAAAAAAAAL8/S-zkiIwiXBs/s1600-h/biblioteca+sussex.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Solidamente não sei se é mais fácil culpar ou acrescentar algo em uma sopa que já vem tão estragada. Exemplificaria com quaisquer de umas influências literárias, ou mesmo musicais e de nada serviria, é um fato solidamente bizarro que somos aquilo que lemos e ouvimos. Eu era triste porque ouvia musica pop, ou ouvia musica pop porque eu era triste? Paradigmas. Essa frase constitui bem o que eu ou você poderíamos ser juntos, ou ao menos descrever a frustração de não saber todas as respostas a cerca disso, de modo que somos um aglomerado de macacos estudando e constituindo um clã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alta fidelidade estaria dispersa em qualquer rainha da idade das pedras ou quaisquer pedras rolantes. O segredo abstrairia um monte de palavras que pudessem lhe dar um sentido, saber o que indica o autor, furtivamente integrar a cena da criação, e obviamente se sentir menosprezada. Sim existira um tempo onde as coisas simples falavam por si, hoje apenas chips, quantidades e necessidades de confetes cercam nossos dias, naturalmente não tão ruim. Nick horby estava certo, como Richards, Dylan e até Roy Lichtenstein, talvez Jeff com seu country alternativo também estivesse, quem eu tenho certeza que estava fora o primeiro ser que inventou o cafezinho, e nada de didático, quer saber quem foi vá ao google.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu clã esta torpe, e embebido em velhas canções, velharias e poeiras que entram pelos poros. Cada acaro é um nítido sinal de que opções em mim podem não ter tanto simbolismo, de fato não tem. O brilho dos óculos escuros, das camisas negras, das botas negras, é mais elegantes que isso. Se deus me batizasse saberia que ele existe. Se soubesse que ele existe, talvez te entendesse com mais atenção, e talvez não encarasse como um idiota qualquer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje fosse fazer-te uma fita, com as musicas que embalaram o coração do cowboy, você saberia dizer de cor e salteado o porque. Entre cada trecho, cada letra, e cada centímetro de nuances de som não seria nada tão paquidermal quanto Beck, ou Sean, nada tão cósmico quanto Kasabian ou tão ridículo quanto CSS, seriam clássicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 - Femme Fatale - Velvet Underground&lt;br /&gt;2 - Confort Me - Grand Funk Railroad&lt;br /&gt;3 - Beatifull Broken - Gov't Mule&lt;br /&gt;4 - Oh sweet nuthin - Velvet Underground&lt;br /&gt;5 - Lady Grinning Soul - David Bowie&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“She'll come, she'll go. She'll lay belief on youSkin sweet with musky oilThe lady from another grinning soul”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-3439582627799630052?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/3439582627799630052/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=3439582627799630052' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3439582627799630052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3439582627799630052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/08/top-five.html' title='Top Five.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-1313100859440140824</id><published>2008-07-28T10:01:00.000-07:00</published><updated>2008-07-28T11:15:11.246-07:00</updated><title type='text'>Auto Piloto (Parte II)</title><content type='html'>Naquela altura da vida basear-me no silêncio de nuances assombrosas daquela criatura não parecia ser a opção mais sensata, de fato achava mesmo que não era aquele cenário nada usual e todas as semelhanças e expectativas torpes podiam ao menos convergir mais do que confundir. Obviamente seria um desastre, já era um desastre. Não sei se fui eu, ou se fora ela, quem em absoluto paradoxo imaginário contribuirá para a noite ser tão milimetricamente produtiva, naquela altura já não importavam mais se as mães da invenção eram mesmo conceituais, ou se as pipas de seus avós não sobem mais, de modo que era intrigantemente doloroso pensar, não havia o porquê, mas sim havia esse coeficiente de dor, como se minha cabeça tivesse sido arrancada e meus miolos expostos à qualquer tipo de radiação energética. Por sinal imaginei que seria mais interessante para eu voltar ao meu apartamento, pegar um belo café forte e maltratar minhas cordas vocais com quilos de cocaína, porém estava mais para um anão se reação sob um gigante, do que qualquer grande pugilista esmurrando seu oponente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Por que disse que alguém fez merda? O que isso significa pra você moça?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ora doutor, eu não tenho todas as respostas do mundo, tão pouco tenho medo de perder meu tempo, tenho todo tempo do mundo agora, adoraria embarcar nessa desestimulante conversa, mas não seria menos obvia não é? - Estava tão absoluta de si, que era difícil não pensar que teria sido uma grande virada de mesa, seria sim, muito absurdo pensar isso, mas de fato, ela tinha mais controle sobre minha curiosidade do que eu próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Querida, só idiotas respondem perguntas com outras! Diga-me, quem fez merda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela caminhava até o banheiro, e seus passos não pareciam muito coerentes, um certo desequilíbrio alcoolista estava sim preso naquele corpo belo, sim, pouco me importavam agora as perspectivas de seu corpo, era singularmente curioso o absoluto temor que aquela voz me causava, como se as portas do apartamento sempre dormirem abertas, janelas desprovidas de trancas e demais apetrechos, como se minha arma não bastasse para me defender, e foi ai que ela se virou, com os olhos mais verdes que eu podia ver, um verde tão claro que parecia não ter cor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sou eu quem tem que responder suas perguntas, o senhor tem capacidade pra isso, teve capacidade para vir ate aqui, capacidade para distinguir o que é certo do que seria errado né. Eu só posso dizer que nem a policia, nem mesmo a dona do apartamento, poderá explicar nossa conversa. Mas sinceramente querido. Essa arma não é minha, eu só assisti ao que às vezes já me fizeram. - Voltando-se à sua poltrona.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É não posso negar que aquilo estava cansativo, que toda aquela transpiração ia alem dos garotos com problemas sexuais que eu tinha de tratar, longe das madames divorciadas tristes por que seus cães não recebem carinho, estava mais disforme que qualquer saco plástico, do modo como parecia a situação eu não vazia alguma idéia de como seria o fim de tudo, claro nunca acreditei num fim, mas aquilo era ridículo, era ela quem forçosamente necessitava de auxilio, e eu imbecilmente não conseguia sequer manter um dialogo inteligente, apenas as obvias perguntas, como se eu soubesse o que era, mas me esquivasse da realidade. Que realidade? Eu me indagava. Precisava de mais um cigarro. Acendi o ultimo filho da puta que acabara com meus pulmões, fui ate a porta me encostei nela, pensei e repensei uma frase e independente de ter pensado bem me expus a toda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo, eu respondo! Você estava aqui com teu amante! Ia tudo bem ate vocês se desentenderem, e sim deu em merda. Ele te deu um tapa, você caiu ao chão, puxou o lençol consigo, quando levantou a discussão permaneceu e houve luta. Novamente ele tentou te bater e você se defendeu, não mediu bem sua força, o matou e escondeu o corpo na banheira! Logo após sentou-se ai e gritou, com absoluto espanto. - Dei uma forte tragada, certo da grande babaquice que tinha dito e pronto para ser confrontado, ao menos aquilo seria algo mais próximo de um dialogo real, já que ela não falava coisa com coisa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era interessante como seus olhos reagiram às minhas palavras, como as mãos começaram a suar e o brilho era tão grato a mim que me senti quase como um santo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nossa! Como eu sou má! Sabe, eu não imaginava que era capaz de produzir provas tão facilmente contra mim, e desculpe mais você não é o tipo correto de pessoa pra me julgar, claro, acertou uma peça, faltou o contorno do mosaico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Acertei? - Corri imediatamente ao banheiro, olhei o cubículo e ao fundo existia a banheira, os azulejos brancos, estava bem mais amarelado agora seu tom, uma cortina qual eu conhecia bem separavam a mim da banheira, fiquei imóvel alguns segundos, busquei alguns rastros de sangue e nada. Ela ria, mais ria tão irritantemente que de uma vez só puxei a cortina. Nada alem da perda da minha dignidade! Como pude ser tão inocente, teria sido fácil demais acertar jogando uma bobagem daquela. Mas por sua vez, por que ela iria falar que acertei uma peça de um mosaico? Aquilo soou tão realista. Sai do banheiro e pensei no próximo passo que daria naquele xadrez. Prossegui: - É realmente faltou uma parte, acho que a policia não terá problemas para resolver essa parte, estou indo embora, caso precisem de mim, que liguem no horário comercial, tenho atividades logo cedo. Preciso descansar, ate logo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao pronunciar meu ate logo corrompi uma máxima minha, nunca utilizava o artifício de "desistir para ganhar", esse tipo de psicologia infantil me deixava muito nervoso e era pouco eficiente. Era sempre mais fácil confrontar, como diria sua avó, puxar a língua do paciente e dai sim, partir para um analise, entretanto funcionou mais uma vez, não da forma como eu esperava, mas de algum modo ela disse mais uma frase que em mim fez mais sentido pessoalmente do que ao caso dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Dizem os religiosos, "Que descanse em paz!". Deve ser bem produtivo o ócio para essas pessoas. - Acendeu mais um dos muitos cigarros assassinados naquela noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- De fato minha cara, todos somos lesmas preguiçosas que procuram comer para morrer cheio, não e a toa que oferecem uma ultima refeição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Foi por isso que o senhor comeu antes de nos encontrarmos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não. Isso é mais uma ameaça? Tenho o dobro do seu peso menina! Acho que não seria muito justo da sua parte tentar-me agredir. Seria mais interessante mantermos o mínimo possível ate a policia chegar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela retrucou: - Achei que o senhor estava de saída. Tão bobo, quase como um adolescente procurando cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não poderia não rir daquela frase, ou da constatação dela de que eu sim estava mais para uma vitima da sagacidade do pensamento dela do que propriamente de uma analise precisa. Como pude me perder tanto em coisas tão simples! Que imbecil eu estava, bêbado de sono, com dor de cabeça, intrigado, frustrado, torpemente enganado pelo meu objeto de estudo. Como eu poderia parar de pensar naquilo, como me salvaria? Não saberia dizer, nem ela pelo visto, pondo-me a pensar que ela só me fornecia evasivas, tão acida quanto um abacaxi escorrendo na boca, todos esses minutos ainda assim me pareciam horas, e todas essas horas se resumiam em segundos, quem disse que é fácil ir para o inferno mentiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu mais confuso. Primeiro ela tentara confundir, jogando que ali era meu sangue, depois tentara dizer que sim eu acertei em minhas proposições, quando tudo, tanto seu quanto meu, não passou de uma pequena fabrica de brinquedos. Distraídos poderiam sim ver menos do que caberia a uma leitura mais definitiva daquela mulher, eu poderia ter feito isso e não fiz não me pergunte o porquê, as sirenes tocavam e todo o bairro parecia estar já acordado, eu queria alguns minutos amais, necessitava de mais horas com ela. Queria sexo, queria a atenção, queria entender ela, já estava em um turbilhão tão pesado que se saísse agora não conseguiria voltar e me concentrar em outras coisas. Aquela mulher tinha de ser minha de alguma forma, seja a sua psique, seja o seu corpo. Explicariam isso caso eu fosse um seqüestrado, mas naquela situação era mais do que apenas uma atração simples, não saberia como explicar. Talvez eu precisasse morder aquela carne sentir o sabor de sangue escorrendo por meus dentes, e sugar o resto de vida dela para mim. Tão ferozmente quanto um animal pode ser. Rasgar aquelas idéias com minhas unhas e fincar no coração de outrem a frustração de ela me transmitira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pensei duas vezes, ao primeiro sinal de sirenes, lhe pedi desculpas, sai para sala e busquei a porta! Aquela senhora gorda estava entrando, e também não pensei duas vezes! Dei-lhe de presente um belo soco no nariz que a fez recuar com todo aquele peso longe de mim. Tranquei e dei-lhe as costas, a ouvia gritar e dar algumas batidas à porta. Passei para o quarto e fiz a mesma coisa! Transpassei a chave ao trinco, e girei como num orgasmo, em uma desorientação perfeitamente não explicada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim estamos sós e você ira me dar respostas. Por que para mim de ajudar você tem de me ajudar! Eu quero, e eu necessito disso, para mim já não bastam essas evasivas, já gastamos muito tempo aqui. Diga-me, o que ocorreu? Como Estou inundado de sangue, como você pode estar morta? E porque dessa minha curiosidade? Se for eu quem morreu a policia não terá problemas para abrir a porta, se tiverem dificuldades é sim por que eu não estou morto, logo tão pouco você sua louca!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-1313100859440140824?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/1313100859440140824/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=1313100859440140824' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1313100859440140824'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1313100859440140824'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/07/auto-piloto-parte-ii.html' title='Auto Piloto (Parte II)'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-6712450885897510300</id><published>2008-07-15T16:38:00.000-07:00</published><updated>2008-07-15T17:34:55.651-07:00</updated><title type='text'>9:00 am.</title><content type='html'>&lt;p&gt;Engraçado como o dia tava frio, relativo sol, e frio. As juntas já amanheceram doendo por aquele podre infeliz, uísque, lolitas e uma dosagem de sono perdido poderiam levá-lo ao médico diariamente para um tratamento intensivo. O anonimato, a nicotina, o álcool e todos aqueles meses de insônia perdidos, já eram por si só mais do que uns meros motivos para lidar consigo, de modo que a terapia de controle de raiva fora muito bem aplicada pelo meritíssimo. Por um lado, ele vivia a vida gritando, urrando, recebendo alguns afagos nos cabelos e dosando alguns pequenos problemas como qualquer mortal. Vivia em um apartamento nos arredores do centro da cidade, e não via muitos motivos para deixar de ser punk, ou mod, ou rock, ou quem sabe modfucker. O tempo já tinha roubado algumas bobas alegrias e delegado competência a outras. A terapia era necessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O consultório situado em uma avenida movimentada na parte sul da cidade, na verdade uma casa, que poderia ser o abrigo de qualquer bem abastado sujeito daquele antro de baratas, dizem que no calor elas caminham mais rápido! Bom aqui isso era testado e aprovado. A casa era velha por definição, mas como diria suas avós, nobres de coração, "Grande merda!", ele sempre pensava, de modo que chegou seu dia de visita, quase um tormento penitenciário, quase uma ancora nas rodas de um opala 73. Hoje particularmente vazio, não saberia dizer se dado ao horário ou dado ao fracasso de dignidade de sua terapeuta. Claro, boas pessoas tendem a cometer erros de dignidade, isso é um fato, de maneira a preservar os bons costumes ele ainda a tinha como amiga, factualmente era, intelectualmente era, pessoalmente também, mas somente pelas receitas de drogas ele ainda visitava a terapia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As 9:00 am era sua consulta, e chegara as 9:45 am. Irritado, um frio, certo que a sensação térmica não poderia passar de alguns míseros 20 graus, e por definição nada congelante. Infelizmente ou felizmente esse ser é dado à culturas infundadas, praticas forenses impraticáveis e varias e varias cansativas, ou não, viagens ao cerne de seu universo. Entrou ao consultório e foi logo dizendo de maneira agitada e pouco hostil:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Pode tirar as mãos do bolso e assinar a receita, eu mesmo vou preenchendo no caminho da farmácia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- João. Não posso, mesmo sendo sua amiga, deixar você se drogar assim. Você sabe que as coisas não funcionam assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que sabia. Claro que fazia aquilo apenas pra irritá-la, assim como se auto-convidava sempre pra quebrar os joelhos dos desafetos dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ok. Eu vou me sentar e você preenche mais rápido senão vou perder a hora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-Perder a hora de que? De mofar em casa mais uma vez? João você já passou por isso outras vezes, e bem sabe que não é a melhor coisa a se pensar. - A tranqüilidade dela nunca foi uma virtude, era mais para ironia mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Certo, certo, atire no cachorro morto. É mais fácil assim! - Sorriu e sacou um cigarro do seu bolso no peito, acendeu, e prosseguiu: - Sério querida, me passa aquele remédio bom para dormir, ando dormindo mal. Muito mau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- João você dorme mal desde que eu te conheço, não vão ser os remédios que vão te dar sono. Por que você não procura uma amante? - Que sorriso maldoso, seria mais fácil não ter dito aquilo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah claro, você bem sabe que ao contrário de você, eu sempre preferi Strippers, seios maiores, mais bem treinadas, e o mais importante, pagamos pra não passarem a noite conosco. Quer um Go Go boy?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As risadas já estavam bem altas, de modo que a atendente ligou perguntando se tudo estava bem, respondendo que tudo estava nos conformes ainda pediu à pobre que trouxesse dois cafés amargos. Aquela situação era mais normal do que pudesse parecer, é algo que eu sempre penso nunca se trate com amigos, àquele infeliz nunca me ouviu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Olha o café ta chegando, então me dá um cigarro porque os meus já eram João. Hoje acordei tão atrasada que não consegui nem comprar um maço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Te dou o cigarro se você me der de presente a sua secretária. - O machismo e a peculiaridade com que contava fácil, o numero de risadas era de maneira impressionante. - Ela parece ser simpática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até te daria ela, mas antes alguém tem que combinar com ela né? - Como aquela peste ria. - João falando sério, você sabe que eu sou péssima como cupido. Sou melhor terapeuta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah sim, só não de si mesma né. A julgar pelos teus últimos casos você ta pior que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Você bebeu? - Com um ar de escândalo, confuso com o natural ar de cinismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não mais do que costumo beber de manha. Hoje tá frio né?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Frio? Desde quando? Queria mesmo era me mudar, quem sabe assim eu pudesse sentir frio. Sabe andei pensando que me mudar talvez fizesse bem a mim, talvez eu conseguisse me livrar desses demônios de ex-rolos que tenho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levantou-se, e buscou a janela, fitou-a com os olhos e lhe respondeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Já lhe disse mais de uma vez, você só se interessa por tipo estranhos de homens. Como quer uma relação se ainda está presa nos teus velhos delitos amorosos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei quem tem que te avaliar aqui sou eu, lembra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ah claro, só por que uma safada me condenou por jogar uma garrafa em um cara não faz de mim um criminoso faz? Vai saber né, sou perigoso, ou altamente volátil. - Acendera outro cigarro e sentara, o café chegou amargo como sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não que isso, você é um doce de pessoa João, é tão inseguro e tão bonzinho quanto uma menininha de 18 anos. Faz me rir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É pra te fazer rir, ou pra te arranjar um namorado? Ainda não entendi, falta da cafeína sabe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As risadas e bons tratos corriam soltos com a imagem do xadrez emoldurado na parede do consultório, poderiam ficar ali, horas e mais horas, dias e dias, conversas que não cessam fácil são sempre difíceis de se acabar, e amizades tão perversas, diabólicas e venenosas quanto aquela muito agradáveis pra se parar de uma vez. Ela assinou sua receita, e lhe deu em mãos, um beijo na face, e quando ele estava saindo ela proferiu suas ultimas palavras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Ei, João! Bom dia faz bem quando dito no inicio de uma conversa viu! &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-6712450885897510300?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/6712450885897510300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=6712450885897510300' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6712450885897510300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6712450885897510300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/07/900-am.html' title='9:00 am.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-8361371097046808368</id><published>2008-07-11T16:36:00.000-07:00</published><updated>2008-07-13T18:44:39.021-07:00</updated><title type='text'>Auto piloto (Parte I)</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SHqvIB17-xI/AAAAAAAAALc/R_aB_XOMN6U/s1600-h/maquina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5222679270357990162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SHqvIB17-xI/AAAAAAAAALc/R_aB_XOMN6U/s320/maquina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;O quarto cheio de fumaça, os cinzeiros amplamente qualificados, quantitativamente. Ao lado da cama, um livro entre aberto, gotas do que parecia remeter ao suor de uma noite amorosa embalada a conhaque, rum, champagne ou qualquer bebida. A marca dos cigarros revelada ao cinzeiro e o modo como ele queimou seguro no descanso do mesmo, partilhavam da falta de tempo, ou do excesso de exagero desprendido na noite. A parede com sua tintura bordô combinava exatamente com a textura do assoalho, a diferença era o marrom infiltrado no mesmo. No canto a descrição exaltada do pavor e da superioridade, um misto de medo, terror e abruptos toques de desprezo. Ela estava sentada em uma cadeira, dessas de balanço, de modo que o gestual compreendia toda a situação, até um cego enxergaria, as pernas sobre o acento envoltas por teus delicados braços, o olhar fixo aos lençóis soltos ao chão, cabelos de quem não dormira muito, a pele antes provavelmente vigorosa, agora num tom tão branco quanto poderia estar sobrancelhas rígidas, um tanto misteriosas, as mãos de unhas feitas sujas de sangue, gozadamente entrelaçadas, fomentaram-me os pensamentos necessários para beber mais um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui já não se tratava apenas de mais um dos milhares de outros amores perdidos, ou tão pouco de apenas mais um entre tantos lunáticos que existem em qualquer periferia. Não, ela estava longe da parte suja da cidade, longe de ter alguém morto no quarto, longe de poder consumir aos pedaços a carne de todo aquele sangue, de fato, havia muito sangue. Não sei exatamente por que fui eu a ser chamado ao invés de um médico, ou mesmo a policia, seria mais interessante chamar um psiquiatra vizinho do que qualquer autoridade, pelo que consta, ao que tudo indicava era um fato meramente criminal, eu apenas tratava de insones, país e filhos rebeldes, não necessariamente nessa ordem. Mulheres desquitadas, e filhos absorvidos por vícios seria mais interessante pra mim do que todo aquele sangue, toda aquela estranheza de estar naquele cenário. Ninguém se importa em perturbar um vizinho no meio da noite? Essa era uma pergunta a ser feita para aquela senhora gorda que tocou minha campainha quando ouviu o grito. Realmente obesa, eu a trataria facilmente, ganharia um troco, e ela ainda iria me chamar de grande doutor. Claro. Obviamente inteligência não deve ser uma constante para ela, e a frustração e ansiedade a dominam tanto que é mais fácil estar acordada durante a madrugada em salas de chat do que assumir a culpa sobre o seu pecado, seja lá ele qual for. Amenidades pelo amor de deus era o que eu pediria a ele se o conhecesse, ou acreditasse na fé de gente gorda como ela. Bom o fato é que ao adentrar ao território sombrio daquele apartamento extremamente limpo, e o sexismo a tratar daquela vizinha que sim era bem interessante me fez ouvir a senhora "transtorno alimentar". Entrei e confesso não ouvi sequer uma palavra das mil ditas por aquela senhora, tamanho era meu sono, desdém e preguiça, enfim, cheguei-me mais perto da donzela e seus braços envoltos nas pernas, e que pernas eram aquelas deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Virei-me dizendo para aquela senhora que era a figura mais próxima da dona da casa que eu poderia contar:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Será que eu posso usar o banheiro para lavar o rosto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Vá em frente meu filho, deus seja louvado por você estar aqui! - Absolutamente insana aquela mulher, o que teria Deus haver com ela me acordar no meio da noite por ouvir um único grito, afinal era só aquilo que ela me dizia se fossem abstraídos todos os gritos, onomatopéias, gemidos e "ai meu deus" pronunciados por aquela boca que seria capaz de me abocanhar vivo como uma tarântula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi educadamente claro. Lavei o rosto dei uma rápida olhada nas duas primeiras gavetas entre abertas da suíte, e retornei. Caminhei até o cinzeiro, procurando não encostar muito nos objetos ao chão, ou mesmo tocar nas cobertas, chegando bem próximo ao cinzeiro ela grunhiu, o que parecia não ser um bom sinal. Olhei ao lado do cinzeiro e o maço estava ali bem colocado simetricamente com o isqueiro, maço novo somente dois ou três cigarros disparados para os pulmões. Apanhei um, e sentei-me ao chão. Dei uma rápida olhada em suas vestes noturnas, na janela fechada e procurei algo que indicasse alguma coisa concreta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seria melhor ligar para a policia não senhora? - Arqueando uma das minhas sobrancelhas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim eu já ia fazer isso, ainda bem que sou a proprietária do imóvel e tenho uma copia da chave, senão como saberíamos disso, meu deus! A coitadinha não consegue nem falar, tamanho deve ter sido o estresse sofrido. - Disse isso segurando suas saias, como se fosse expelir um feto do meio das pernas, ou algo pior, vá por mim meu caro, poucas coisas seriam mais bizarras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Que bom pra essa moça né?! Não me esqueça disso quando eu tiver que mudar de apartamento. Agora a senhora pode por caridade ligar para a policia, ou eu mesmo ligo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E foi o prazo das palavras saltarem da minha boca e aquele que um dia fora um pequeno e brilhante rebento dizer não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Nada de policia, nada de policia, nada de policia, nada de policia, nada de policia... - e assim repetiu varias e varias vezes em baixo tom, com um cintilar invejável a muitos brasileiros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A senhora gorda não sabia absolutamente o que fazer, ficou ali estática, completamente entorpecida, imaginei logo que aquela noite provavelmente demoraria a passar. Levantei-me dei um trago ao cigarro, e pedi para aquela senhora fazer o combinado fora dali, realmente a moça estava longe de conquistar alguma argumentação com aquela seqüência sonora. Saiu, e por mais idiota que pareça fechou a porta.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Sentei-me ao chão novamente inclinado a conversar com aquela moça, o ar de pavor, com um misto de satisfação e a incrível quantidade de sangue que havia no quarto sem nenhuma gota em seu corpo, intrigavam-me. Claro não era um detetive de policia e sequer queria ser, mas de fato era intrigante todo aquele alarde. A primeira pergunta que eu fiz afim de testar o nível emocional da dama fora simples e direta: - Quem é a senhora? - seguido de um comovente silencio, quase dava para ouvir os grilos e ratos caminhando e dançando pela cidade, de modo que prossegui:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Senhora, por favor, diga-me seu nome? Existe alguém que eu deva ligar em que à senhora confie?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Ela se moveu, fitou-me com os olhos, abaixou a cabeça e sorriu. Passou as mãos pelos cabelos e acendera um cigarro. "Mas por que diabos ela vai fumar?" me perguntava a todo instante, quando comecei a pronunciar a minha próxima sentença ela enfim falou.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não importa quem sou eu, ou quem é você se não existe mais um futuro. - Seus olhos tão secos e a voz tão suave que não fazia qualquer sentido tamanho pessimismo. Nada seria muito real naquela frase, nem a situação que ela estava se tornara real.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Mas senhora, como o futuro não existe? Não estamos aqui e a cada minuto que passa já se é passado? Logo já temos um futuro.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não, não temos nenhum futuro se não o pos morte. Aquele onde você se encontra com o criador e ele lhe fará uma pergunta simples, "Você é feliz?", e assim que você responder irá ao reino do inferno, pois ninguém na terra seria merecedor do céu.&lt;br /&gt;Aquelas realmente me davam um alento, enfim aquela criatura falava, enfim dizia ao menos uma sandice, assim seria mais fácil chamá-la de louca futuramente. Mesmo assim, resolvi a responder a questão.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Senhora acho que Deus ou o Diabo tem coisas mais importantes para pensar, se é que pensam do que e nós viciados e problemáticos na terra, e mesmo que estivessem tramando um jogo mortal para definir bons ou maus, qual seria a necessidade? Dado ao caráter humano, não teríamos nem chance de fazermos valer por um sentido. Só me diga. A senhora esta bem?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Nem eu nem você estamos bem, e você sabe disso!!!! – Ela falou de forma tão convincente que quase imaginei que estava falando sério.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Certo, mas não sei, sei que fui acordado ao meio da noite, vim pra cá e me deparei com a senhora, e seu quarto cheio de sangue. – Acendi mais um cigarro e confesso que não estava mais me divertindo ou me interessando por aquilo tudo.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não! Você nem sabe que está morto. Se prendeu tanto a esse envoltório que não percebe as coisas que acontecem em sua volta, é inevitável meu querida, você não tem mais futuro, agora somente perambular será sua vocação. Levantou-se de maneira a fazer-se valer como pessoa, nem parecia mais aquela criatura tão atordoada. Retornei-lhe com uma questão, dado ao nível de baboseiras que ela dizia.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Ora se eu estou morto, o que faço aqui nesse apartamento, e como falo com você?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Simples, eu já estou aqui a muitos anos, passei-me da mesma forma que você, toquei-me por dentro como as cordas exercem a força sobre um piano. Vê, eu sei mais que você. Como alguém com aquele nível de beleza poderia ser tão louca? Não fazia o menor sentido.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Querida entenda que você esta sofrendo de um estresse pós-trauma, então é normal que seu nível de realidade esteja alterado. Vou até meu apartamento e pegarei uns comprimidos que farão você se sentir bem melhor.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Se quer pegar algo porque não vai até o banheiro? –Disse-me ela de sobre salto.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não vejo motivos, mas se a senhora guarda medicamentos aqui, tudo bem. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Caminhei ate o banheiro abri a primeira gaveta que vi e lá estava, uma dúzia de medicamentos, quase fiz piada sobre serem iguais aos que eu tinha ao banheiro. Retornei e ela estava posta de pé, olhar fixo para fora da janela, nem sequer esperou-me falar algo e virou-se para mim dizendo:&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;- Que sangue é esse nas tuas roupas e mãos?&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;br /&gt;Rapidamente olhei, estava inundado de sangue.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não faço idéia, devo ter passado sem querer as mãos no lençol e me sujei. Droga! Vou ter que explicar para a policia isso.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Não vai não. Esse sangue é seu, acredite.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Aquele sorriso dela estava quase me irritando, a situação desconfortável, a beleza de antes já estava sendo precedida por uma agonia terrível, fora a dor de cabeça, pensava “Por que diabos não pedi um café para aquela gorducha!”. E ela ainda prosseguiu:&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Você está em casa, e sabe a dor de cabeça é por culpa sua, boboca. – Seu riso era tão insuportável nesse momento que quase dei lhe as costas. – Você era tão bonito! Pena que não é mais, e agora por bem poderemos nos falar mais.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Espero sinceramente que não senhora. A sua companhia me faria muito mal.&lt;br /&gt;Caminhou ate a mim, cada passo dado me era uma sensação nova. Nem mesmo a quantidade de cocaína que eu usava era tão intensa quanto aquele trote da moça, minhas mãos tremiam, e minhas pernas incrivelmente bambas.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Querido, olhe em volta, você sabe do que eu falo, sabe de cada passo, onde está cada coisa, e o mais importante, sabe da arma.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Que arma? Que arma? – Já estava eu quase descontrolado.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Só idiotas responde com outra pergunta, e você não é idiota. Me diga querido, onde guarda sua arma?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Eu não tenho arma. – Disse lhe fitando a verdade.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Claro que tem. Fica na cabeceira da cama todo dia, você teme que algum cliente volte para te matar. Não tente negar o obvio.&lt;br /&gt;Nesse momento, e poucas vezes na vida, eu sentira esse medo, eu sentira o arrepio daquelas palavras. E ela continuou.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Onde deixou sua arma? Você sabe onde está! Sabe que usou-a hoje, logo depois do seu ultimo copo. Você sabe onde ela está vamos diga! Assuma o fato homem!&lt;br /&gt;Ela era tão imperativa que foi como cometer suicídio negar.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Droga! Está na cama porra! Como você sabia disso? Eu não cheguei a usar ela hoje, vim aqui para te socorrer.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Engraçado então eu te socorri? – A mesma risada idiota, ela dizia com tanta clareza que simplesmente seria difícil negar qualquer coisa.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- Ao que parece foi né?&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Coloquei as mãos na cabeça, respirei fundo, mas o ar não chegava, a dor de cabeça estava demasiadamente forte.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;- É eu acho que alguém fez uma besteira doutor. – caminhou ate mim, colocou as mãos sobre meus ombros, e como se fosse continuar a falar, calou-se.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-8361371097046808368?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/8361371097046808368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=8361371097046808368' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8361371097046808368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8361371097046808368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/07/auto-piloto.html' title='Auto piloto (Parte I)'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SHqvIB17-xI/AAAAAAAAALc/R_aB_XOMN6U/s72-c/maquina.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-4123192178020684683</id><published>2008-07-04T08:22:00.000-07:00</published><updated>2008-07-04T08:32:44.815-07:00</updated><title type='text'>Experiência de Blues através da alma</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SG5CCoXuMLI/AAAAAAAAALU/LXflN4IifIM/s1600-h/Img_0036.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219181631133069490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SG5CCoXuMLI/AAAAAAAAALU/LXflN4IifIM/s320/Img_0036.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SG5BZ1hS1vI/AAAAAAAAALM/OUFldTjDJjk/s1600-h/albatroz.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Plano alto como o Albatroz,&lt;br /&gt;Envolto tempestades infinitas,&lt;br /&gt;Vôo com a luz presa entre o bico,&lt;br /&gt;Pedras que cortam não abrem meus caminhos!&lt;br /&gt;Ecos sobre meu céu profundo,&lt;br /&gt;Onde meus gritos voam despidos,&lt;br /&gt;Atravessando a alma,&lt;br /&gt;Distante e sinuoso como o leito do rio!&lt;br /&gt;Lagrimas discretas diante do blues,&lt;br /&gt;E um cigarro aceso em cada braço,&lt;br /&gt;No tormento de não poder falar alto,&lt;br /&gt;Por onde o espírito caminha solitário!&lt;br /&gt;Toco o pulso que pulsa meu tempo,&lt;br /&gt;Onde meus gritos ecoam teu silêncio,&lt;br /&gt;Experimentar ao longo da alma,&lt;br /&gt;Um gosto novo de um velho sentido,&lt;br /&gt;Do calor eterno a cada face,&lt;br /&gt;No andar do tempo ou do meu destino!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;* Trecho da Ópera rock "Cabaré de Cego" by Marcus Müller; Mov 24º; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-4123192178020684683?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/4123192178020684683/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=4123192178020684683' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4123192178020684683'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4123192178020684683'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/07/experincia-de-blues-atravs-da-alma.html' title='Experiência de Blues através da alma'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SG5CCoXuMLI/AAAAAAAAALU/LXflN4IifIM/s72-c/Img_0036.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-46277916471365913</id><published>2008-07-03T08:11:00.000-07:00</published><updated>2008-07-03T08:54:09.096-07:00</updated><title type='text'>A Espera do Sol...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SGz2EhBD5rI/AAAAAAAAALE/vxNHSkJBmAA/s1600-h/nascer-do-sol.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5218816625658291890" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SGz2EhBD5rI/AAAAAAAAALE/vxNHSkJBmAA/s320/nascer-do-sol.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sob a sombra de um coqueiro, qualidades desproporcionais à do wayfarer adivinhando a paisagem. As botas enfiadas na areia, a tatuagem cozinhando dentro da blusa negra, a pele borbulhando o tesão da temporada. Sobre a terra paradisíaca, sobre o vento esguio e as temporas sambando, nada poderia ser dito ou arqueado, nem mesmo os boulevares de Francisco de Assis seriam densos ou pequenos, ou mesmo que você não entenda, admiráveis. Mod punk, funky, qualquer bagagem que tenha aparecido em tua vida, esse é o período que se põe a pensar, pesar, medir e comprimir qualquer qualidade ou defeito. A noite pondo-se a sussurrar o que o dia de amanha trará, trataria de qualquer uma das esperas cósmicas do sol, mas não passaria da próxima loja na esquina, empoeirando os lps, livros e costumes aglomerados dentro do espaço. A faísca do isqueiro provocaria certamente um desastre, assim como os riscos brancos no espelho cavariam mais e mais detalhes de uma travessia, de modo que eu, bem, eu estava ali, dizendo "Eu te amo!", "Eu superestimo...", adjetivos não deveriam serem postados por mim, mas o ponto é, estava sim esperando o sol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o ultimo brilho lunar cutucou as botas, meus braços já estavam postos ao céu, minha cabeça escorada no coqueiro, e sob o chão e eu uma areia irritantemente desconfortável. Alguma coisa que eu pudesse querer estaria apenas cortando minha carne, e eu sem me importar sangraria. Minha face sempre mostra o que não é natural, ou real. E muitos e muitos dias passariam com segundos entre o ultimo raio lunar, e o primeiro respiro solar. Nunca, mesmo eu sentira de fato que não estava fodido, mas entre um espaço de histórias, um cataclisma mundial, ou uma lembrança vaga, eu provavelmente estaria na ultima escolha. Nada é rígido ou fixo demais a ponto de assustar, mentiras são mais sinceras do que você possa pensar, e a velocidade com que elas escapam, fazem de um monte possuído pelo demônio, um carneiro obcecado pelo lobo. Ocasionalmente, eu sentiria que fosse meu próprio amigo, sem o auxilio dela eu perpetuaria andando pelas ruas, festas, esquinas, apenas como mais um a ser conquistado pela hype moderna da futura geração. Nada vai me fazer lembrar mais desses segundos que as constatações memoráveis que poderia ter, ou tive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com os olhos fechados, ou as sobracelhas arqueadas, mesmo no escuro de óculos escuro, o poder de meus braços era de fato muito mais elegantes que o poder de meu espírito. Alguém um dia sussurrou isso ao meu ouvido, disse em alto tom, em boa pratica, em magnífica nobreza de que "...Quebram os ossos, cortam a carne, mas o espírito continuará vivo.", sim é uma grande bobagem, tanto o meu quanto o seu espírito esta vivo contigo, futuro nunca se sabe, deuses compactuariam com isso, se de fato a mitologia existisse, se de modo obsceno as ninfas convergissem ao monte. Naquele momento o que importaria eram as crônicas, as lembranças, mesmo que poucas fossem boas, mesmo que muitas fossem de erros, elas guiam e guiariam à importância do sentido da vida. Esperar é sempre tarde demais, ou tentar explicar sua existência é sempre patético demais quando se pode estar nu na chuva. A maresia, o ar, o ultimo sepulcro ainda demoraria a chegar, e mesmo que eu bêbado viesse a compactuar com isso, estaria por me adjetivar, adjetivos nunca são bons, assim como idosos nunca são bons, entre demais criaturas que passeiam pela terra, dentre saltos e pimentas vermelhas picantes nos olhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As explicações seriam simples se o sol não demorasse mais a chegar, e o abismo entre você e eu, seria definitivamente não milhões de jardas, mas poucos centímetros. Rápido algoz, eu não tenho todos os centímetros do mundo, nem mais de uma boca pra alimentar. Esperar o surgimento do sol pode ser uma eternidade quando teus braços estão irredutíveis, suas pernas imóveis, e você sentindo a circulação do sangue ao corpo. Todo e qualquer controle que poderia ter existindo por um brilho que começa tímido, apagando os postes, caminhando do horizonte para cima, um mar que bem poderia ser tocável entre você e a imagem das centelhas de fogo. É meu caro, desde a ultima experiência ate a próxima, a saída de emergência estará bem, mas muito bem trancada. É assim, até que se forme o novo carnaval, ou até o próximo policial te levantar, ou os Para-médicos te cegarem. Adormecer talvez fosse necessário, dizem que dez dias sem dormir matam. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-46277916471365913?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/46277916471365913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=46277916471365913' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/46277916471365913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/46277916471365913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/07/espera-do-sol.html' title='A Espera do Sol...'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SGz2EhBD5rI/AAAAAAAAALE/vxNHSkJBmAA/s72-c/nascer-do-sol.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-3483399678134427500</id><published>2008-06-28T17:37:00.000-07:00</published><updated>2008-06-28T18:34:25.099-07:00</updated><title type='text'>Music When The Ligths Go Out</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SGbmaNvZlqI/AAAAAAAAAK8/5MQztQsATPg/s1600-h/cinema.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5217110556394755746" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SGbmaNvZlqI/AAAAAAAAAK8/5MQztQsATPg/s320/cinema.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Aquele acento estava demasiadamente desconfortável. Atrasara trinta minutos, e eu já não sabia se acendia ali mesmo o cigarro, ou levantava e aproveitava um rum. O fato é que na fileira à frente a situação era bem pior, descreveria como um tufão sobre um monte de vacas. Tratava-se de um casal que não parava de se flagelar, e inevitavelmente a curiosidade, que jamais fora uma virtude, tomasse minhas entranhas ao ouvir a frase desatinada da mulher, algo do tipo "te dou um tiro!", é vamos aceitar um tiro com trinta minutos de atraso para o filme seria sim bem interessante. Furtivamente apanhei meu maço de cigarros, e cuidadosamente escolhi um. Ah a fumaça em meus pulmões às treze horas é sempre agradável, melhor seria se fosse manhã, mas não é o caso de narrar meu cigarro, apenas o acendi, o que estava à frente era mais interessante que qualquer filme de adolescentes grávidas vendendo seus fetos. A vista era como a de um set de filmagens, que muito embora nunca tenha participado, faço certa idéia de como seja, de modo que para abduzir um extraterrestre bastariam umas poucas notas de Neil Young. A menina com uns vinte e poucos anos, cabelos curtos, unhas longas, um belo corpo e um ar muito irritado, forçavam qualquer imagem da minha cabeça, menos a dela com o vestido que usara não me interessava aquilo, de modo que a alta fidelidade do casal parecia estar em prantos, ou com um sistema falho de stereo, como gritavam. Ela mais ainda que ele, agitava suas as mãos, forçava uma briga corporal, ele menos honesto, apanhava as pipocas que caiam no chão, procurava falar baixo e em bom tom, como qualquer bom garoto criado por vó o faria. Olhava o tempo todo para os lados, mas sinceramente, era mais fácil notá-lo pela blusa ridícula e a tiara efemina que usava, por qualquer ato da garota, sim senti vontade de adotá-la. Quem não sentiria, diagnosticando de longe a situação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O socorro do rapaz parecia estar longe, não sei por que, mas era interessante que o filme demorasse mais, meu cigarro quase no fim já, a garota absurdamente interessante, usando de termos tão interessantes, colocando o pobre rapaz em uma defesa caótica, me importava mais que qualquer inicio de cena. Logo já estava eu ali atordoado e imensamente interagido da situação, o que eu prefiro não dizer por hora, mas era sim interessante, logo pensei, mas justo por isso, e logo ouvi um, "seu otário como você pode?". Aquilo definitivamente partira de uma defesa absoluta, e cairia no esquecimento durante alguns segundos, ele imóvel, ela gesticulando, melhor apenas se ela tirasse a roupa. Coloquei meus óculos escuros, como um disfarce sixties, me recostei no encosto de cabeça ao meio deles, claro um pouco abaixo e continuei com minha investida bizarra. Fato que não dava pra não perceber aquele busto, ela era quente, mais quente que o asfalto de Goiânia no verão. Classicamente faria daquele pitéu meu broto, por uma semana ou um dia, mas faria, enquanto provavelmente deixaria o panaca do namorado entre aspas bem singulares, de fato ele já estava bem acostumado a isso pelo que a conversa denotava. Idas e vindas meu caro, sempre são ótimas para destruir amores. Opa. Ela ergueu a mão, rolara um tapa certeiro em alguns minutos, e eu apenas posso dizer, "Ei babe, levante essa mão e dê o tapa em mim, seria mais divertido!", obviamente pensei nisso, e nela andando como uma gata. Mas factualmente e oportunamente ela virou-se para mim, viu e sentiu que eu bisbilhotara a sua conversa, o rapaz, pobre diabo, não sabia onde enfiar a cara, e ela não sabia se me batia, ou continuara a agredir o moço, eu ri, ela riu, e ele cresceu, e logo, passionalmente sobre mim. E logo eu me detive, não era um bom dia pra brincar de "mau", já tinha ouvido coisas estranhas sobre isso em mim, e estava bem humorado pra isso, apenas me recostei, acendi um novo cigarro e disse em claro suspiro, "continuem, continuem.", não devia ter o feito de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esbravejou, quis vir para mim, e nas palavras dele, "Você não tem vergonha, dignidade?", arqueando as sobrancelhas, como um bobo, claro que eu não tinha vergonha e dignidade não parecia ser a melhor opção para ele, de modo que eu percebia que enquanto ele "surtava", ela apenas olhava para mim, e eu retribuiria tamanha gentileza, seria otário de não o fazer, claro que isso o irritou mais, e ela riu. Ah o riso, era tão perfeito que poderia ate passar o dia com ela sem me despedir na manha seguinte. Agradavelmente dei um belo trago, e cinema não era tão bom, então não se sinta pressionado a dizer, "nossa como ele é mau educado", enfim, a minha tragada e o meu desanimo com o chilique dele parece que não deixou duvidas que o rapaz não tinha sequer uma gota de energia pra embolsar aquela jóia, ela sim, era bem energética, de modo que quando sorria, ele se irritava mais ainda, e não entendia a dinâmica de uma discussão, a dinâmica de como se irritar um parceiro. Sim ele tentou me socar, mas esquivei, e ela encheu a mão na cabeça dele, o que me fez rir involuntariamente, e o fez perder a coragem que tinha investido. Levantou-se, limpou e desamassou sua roupa e sem nem um tchau foi-se, não me contive e tive de dizer, "Mas nem um tchau?" e ela riu, o que me encorajou ainda mais a perguntar, levantei-me, coloquei a mão sobre os ombros dela e disparei um "posso sentar-me contigo?", ela não se importou, mas estava chorando. Chorava feito um bebe, e eu como um bom calhorda, consolava-a, "não fique assim", "Não fique assado". Claro meu caro, a oportunidade está onde está, basta levantar e perguntar. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ignorantemente desconhecido rapaz, já não estava lá a nos atrapalhar, e ela mais calma, começou a conversar, seus lábios eram muito emotivos, o busto bem formado, e que sobrancelhas, sentia a pulsação de um contra-baixo cozinhando com a bateria nos braços, e logo coloquei-me a pensar, "É não vai demorar ate você me dar um tiro. não mesmo.". As mãos já mais soltas e o cigarro já na boca dela deixavam duvidas? Claro, a mim muitas, a ela, mais ainda, ao rapaz, acho que nenhuma dignidade construída, de modo que a briga fora por um affair da própria, e não dele. O grande esporro permaneceria encubado no rapaz por farias gerações, e a satisfação em mim por alguns minutos, claro doces acabam rápido. Absolutamente o que importava era o instante em que musica tocava quando as luzes se apagaram. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-3483399678134427500?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/3483399678134427500/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=3483399678134427500' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3483399678134427500'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/3483399678134427500'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/06/music-when-ligths-go-out.html' title='Music When The Ligths Go Out'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SGbmaNvZlqI/AAAAAAAAAK8/5MQztQsATPg/s72-c/cinema.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-4174882484019789036</id><published>2008-06-25T19:59:00.000-07:00</published><updated>2008-06-25T20:41:21.651-07:00</updated><title type='text'>Time Dress so fast</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SGMP07DNsbI/AAAAAAAAAK0/W49ZNKx2U0M/s1600-h/Girl+pin+up.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216030195303952818" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SGMP07DNsbI/AAAAAAAAAK0/W49ZNKx2U0M/s320/Girl+pin+up.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Oi? Pra que perder o tempo sem beber? Você ta tão sóbria! - Sorri delicadamente, com os olhos brilhantes feitos os de gato da meia noite a dar teu salto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela virou-se e sem muitas duvidas expôs sua beleza ao topo da cadeia alimentar - Beber? Pra que beber se eu posso perder meu tempo? Aqui nem tem Martini, nem mesmo sabem fazer um Manhattam. - E ainda sem despir teus olhos negros prosseguiu de modo a deixá-lo absolutamente questionado: - Você fala demais não acha? - Vira seus olhos quase fechados adiante, travou suas mãos sob o balcão e a malicia não lhe faltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir daquele instante a tempestade durou. Caiu sobre sua cabeça tal qual um elefante gordo. Absoluto, bisonho, mimoso e lustroso. Ele retomou sua postura inicial de olhos a frente, cabeça sobre o pescoço, anatomicamente distinto, absolutamente encantado, de modo que, ela chegava cada vez menos perto, e a distância entre o ego e a estima diminuirá sugestivamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Mais um copo garçom, mais um Bourbon, menos um litro de si. - As palavras nunca foram teu forte, talvez deitar-se sobre tapetes, deleitar-se com costureiras, e abaixar de burlescas seu ganha pão. Outra vez a mesma nota era repetida, sua bravura era exaurida, sua coragem inapta para a sinuêta da ninfeta. - Foda. - Pensou mais uma vez. - Garçom!!! Outro uísque, sem gelo, você já notou como teus olhos parecem carvões espremidos a ponto de se guiarem aos diamantes mais puros?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É comigo moço? - Ela sem mover-se nem pra mau nem pra bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Sim pra quem seria isso tudo hoje foi um fracasso, só você, eu e o garçom aqui. - Transportou a estrutura de teus ombros para adiante, suas calças justas, sua bota suja, e sua face obscura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- É, infelizmente já é um fracasso. Ninguém interessante apareceu. - bebeu seu copo de água, e com o auxilio do joelho prosseguiu teu ponto de apoio, de maneira que, ele, sujeito de calças justas, botas sujas e face obscura, colocou-se a frente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Era nítido o interesse, talvez não o dela, mas o seu sim. Encarou-a de forma tão fixa quanto um tigre a mirar sua vitima, olhou seus pés, com um scarpin preto, suas pernas longas e torneadas, com uma meia calça escura, o lápis cinza de faixas pretas, e enfim a sinuêta perfeita de uma garota que de joelhos jamais provaria aquele sabor. Interessante saber que dentro de uma pequena atmosfera se criara tanta esperança, todos mentem, e mentem melhor pra si mesmos, era um fato. As botas sujas que por vezes o levaram para lá, aproximavam seu dorso ao de sua pequena espécie. A mensagem em língua estrangeira macarronicamente pronunciada em seu cérebro, "Princess I'm a here to conquest your heart". Confesse seu imbecil. Atribuirá a culpa da gula ao pecado da luxuria, confesse!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um maço e meio de cigarros trazidos e destronados, nicotina, cafeína, êxtase e álcool, doses homéricas de cocaína, entre as proezas que provavelmente separavam sim a ninfeta, sim o cowboy, sim outros personagens sempre giram nas historias entre dois, ou, apenas caberiam menor relevâncias a tais parceiros. O cigarro já estava a tempos soltos sobre a mesa, onde apenas esquentara a boca pra você. Essas quatro horas remetem à três minutos, o período onde sobe, e desce do palco, e não mais a enxerga lá. Que má obsessão, que ótimo subterfúgio para ainda apanhar. Iria sim tocar por nada e julgar divino. O café já tantas vezes pardo, frio e requentado, o cigarro reacendido, e a cordas trocadas. Confesse imbecil, confesse, de maneira obvia e absurda. Reencontre na escada, sorria, e diga alguma coisa não estúpida, de estupidez você já se basta. Arranque a porta, não ligue o que a mãe dela dirá, ou o formato da arma que vai te acertar, enquanto você deixa teus cabelos crescerem, a barba por fazer e se enche de um rio de utensílios, ela te chama de bêbado e conduz um outro passo. Sabe bem como termina essa cartada. Que ética, que demérito, que precisão, por que não? Já que não ensina outro o fará, já que não doma o cavalo, outro guiará cowboy! Você não quer isso quer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-4174882484019789036?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/4174882484019789036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=4174882484019789036' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4174882484019789036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4174882484019789036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/06/time-dress-so-fast.html' title='Time Dress so fast'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SGMP07DNsbI/AAAAAAAAAK0/W49ZNKx2U0M/s72-c/Girl+pin+up.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-5417219145566748574</id><published>2008-06-16T10:28:00.001-07:00</published><updated>2008-06-22T15:26:06.728-07:00</updated><title type='text'>Na rua do Motel de um lado só!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SF7RUhlixkI/AAAAAAAAAKs/z4TlklMXl04/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5214835569085040194" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SF7RUhlixkI/AAAAAAAAAKs/z4TlklMXl04/s320/imagem.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estava de cinza com listras negras. Sorria e dançava, qualquer forma de fala seria novamente inevitável, de modo que permanecer à distância parecia ser o mais seguro. Velho Cowboy, novo copo de uísque, durante algum tempo permanecia atônico, pasmo e embasbacado, sim, eu percebia, que um velho rabugento nem sempre é tão simpático. Claro, a educação foi mutua, contudo certamente meu mod rocker já não era o mesmo, todo o excesso de preocupação, a cobertura de demências, e o espaço posteriormente imposto, foi de fato, algo a preencher a noite. Dançava, cantava e sorria engraçado perceber isso, de maneira a compreender sim a natureza de Deus, e a forma romântica como ele cantaria um bolero ao desenhá-la, olhos negros, cabelos negros. Unhas que por meu ver não compreenderiam a mim. Sim, isso parece rememorar o fato. Minha cerveja escorrendo pela garganta, e o meu desejo de sentir ao menos mais uma vez, em vão. Tudo é sobre sexo, já diria Lennon, e não é um dos meus poetas favoritos. Meus dentes sobre o ventre desnudo também não seria uma má idéia, claro que não. Tudo é uma questão de prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Obviamente a sensação não era desagradável, por alguns dias o uísque foi diamantado, e por alguns instantes imaginei que fosse por mim, quanto mais sujo, e mais feio, mais ela gostaria de mim. Somente assim? Meu ego diz que sim. Essa é uma daquelas mulheres duras meu caro, uma daquelas que faz com que você converse com seu ego infinitamente, ao menos se não a vejo como carne, é assim. Faz meu polvo voar, minha fala não rolar, meus dedos computarem. Enfim. Creio que devo mais à essa mulher, do que ela à mim, de modo que ela me gira tão firme quanto poderia, desde seu vestido, ate seu tornozelo, tudo compõe a livre canção do "Sinta-se bem no verão". Nicotina, cocaína, valium, álcool e outras coisinhas, jamais dariam o gosto de roubar um beijo. Levar um tapa talvez, divertido talvez. Moralmente servira de muito, praticamente de mais ainda, as botas, o cabelo crescendo, e a barba refeita pode apostar, serão novamente absolutas apos. O moicano retrô nem teve graça, a as piadas sempre mal contadas. Stoner, permanece sempre bêbado. Clarividências da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Restaram poucos cigarros, esquentando a boca pra você. Faltaram muitas garrafas pra um velho punk, gordo, inchado de ácido. Todos querem diversão com sua garota, todos querem ouvir que nessa noite será passageiro, quer ácido, vá comprar meu caro. Pedras no caminho, fodem com você, polvos que saem dos braços podem agarrar você e só você sabe o porquê. Grande ideal, o que fazer em caso de incêndio é deixar queimar, já deixei o suficientemente pra entender que eu jamais seria tão abstrato assim. Pin ups, cerveja, cigarros. Dores fortes no estribo do cavalo chucro, sim o cinza do meu lápis e o negro dos teus olhos. Sinta-se a vontade de rechaçar, cachaça nunca foi demais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-5417219145566748574?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/5417219145566748574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=5417219145566748574' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5417219145566748574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5417219145566748574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/06/na-rua-do-motel-de-um-lado-s.html' title='Na rua do Motel de um lado só!'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SF7RUhlixkI/AAAAAAAAAKs/z4TlklMXl04/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-1310374407618122647</id><published>2008-06-16T10:28:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T11:26:25.995-07:00</updated><title type='text'>Cowboy que Vive em chamas?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SFawRdW0HXI/AAAAAAAAAJk/FtYMvVEpa8Y/s1600-h/varga_02.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212547432712510834" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SFawRdW0HXI/AAAAAAAAAJk/FtYMvVEpa8Y/s320/varga_02.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A capacidade média, a pronuncia perfeita a completa graça que estripa o fígado e proclama a sua sabedoria, dentre sua estirpe e tal “ninhagem” me vejo aqui, cá estou, muito além de outras possibilidades, muito aquém do que vós definitivamente relegais. A sorte bateria como um diamante lapidado nas mãos de um bobo urso Teddy, em um jogo de xadrez onde o peão tentaria adivinhar todos os receios de tua chegada. Tão falhos quanto absurdos serão proclamados em teu nome por outrem. A capacidade humana sempre entrega mais do que quer se não há certo cuidado penitente, de modo que eu jamais desprotegeria vossa graça, jamais levianamente trairia nosso compacto, se é que de algo existiria, dentre os meus cigarros, os teus por quês, e alguma outra verídica vergonha. É assim quase todo o momento, de tentarem vasculhar meu lixo, à corromper um sistema que vinha funcionando, de fato lamentável quando se quer saber ler e não consegue entender o idioma. Viva o beneficio da duvida. Viva a extrema velhice, gorda e careca de um mod rock, cowboy punk. É e sempre será um duelo entre meu ego e eu, e transpor isso para quem quer saber de mais é sempre ridículo, infame e idiota.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ate-me, penso que quando tu chegaste o verão já terá passado em Teerã e para que servisse tantos utensílios narcóticos, sem a apresentação eminente dos olhares, dos flertes e dos demais animais. A comemoração do ano novo é muito mais interessante, quando se sente bem na batida do verão, e muito mais engraçada quando se é analisado e acaba que por saber mais sobre o outro. Sim eu sei que você estava ali, à minha sombra, trocando olhares, formas cintilantes, ouvindo com certo sorriso de Mona lisa. Califórnia sempre espera, assim como abaixo da ponte pode se ter mais privacidade. Ossos do oficio minha cara, destino insólito, fontes verdejantes de mares e desterros sem fim. O tempo se veste rápido. O uísque sempre diamantado, com gosto de cozumel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hesitação de qualquer carro guiado, ou qualquer brincadeira é simplesmente mais um brinquedo dentro da moda, do estilo e do teu compasso. Interessante sempre achar que se pode ouvir ou ver teus olhos milimetricamente maquiados, o aço no teu nariz, e todos os acordes agora são pra ti. Paciência a quem não entende, sorte a todos os que vêem e não te tocam. As minhas lembranças nem sempre são saudáveis, tão pouco são ricas, mas eu me lembro como ela sentou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os quilos de jóias jamais poderiam descrever tal forma, tanto passo, tanta qualidade, tantos sorrisos, realmente é difícil ser especial para um cowboy que vive em chamas, mais difícil me balear, você baleou, apesar de saber que não leria um folhetim como este, teria não mais que duas mesmas consoantes em seu nome e vários cacos em meus pronomes.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-1310374407618122647?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/1310374407618122647/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=1310374407618122647' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1310374407618122647'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1310374407618122647'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/06/cowboy-que-vive-em-chamas.html' title='Cowboy que Vive em chamas?'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SFawRdW0HXI/AAAAAAAAAJk/FtYMvVEpa8Y/s72-c/varga_02.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-855373390213810662</id><published>2008-06-13T18:58:00.000-07:00</published><updated>2008-06-13T19:35:28.742-07:00</updated><title type='text'>Uísque Diamantado.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SFMuCAb4s5I/AAAAAAAAAJU/buFXHpWL9wc/s1600-h/10.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211559805809374098" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SFMuCAb4s5I/AAAAAAAAAJU/buFXHpWL9wc/s320/10.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Tarde já, atrasada, anunciada já terceira cerveja quente sobre a mesa. A impaciência era só mais uma das virtudes da noite derramadas na mesa e lá se ia quase um maço de cigarros, jamais conhecer alguém denotava tamanha expectativa, de modo que eu absolutamente jamais demonstraria tamanho gosto. Os ponteiros do relógio ainda analógicos prestavam a ultima homenagem ao meu corpo, de forma que minha barba imperfeita soldada aos meus cabelos castos premeditavam qualquer vislumbre. A luz não ajudava a pressão da noite tão pouco, naquilo pensava que a melhor expressão artística não seria a minha dentre os olhares curiosos, sinceramente não foi a minha. Enfim ela chegou, de fato meu mod rocker, meu punk rock, ou funky businnes não fazem nenhum sentido perto disso, é possível se atrair e desviar o olhar? Possível compactuar com tamanho libido contido? Meus senhores acho que não. Divertido foi, de fato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu olhar maquiado milímetricamente lento, o sorriso bastava para obstruir uma avenida, e provar um velho sabor não seria algo que eu não quisesse. Mais do que qualquer arma de fogo, tiros e arranhões dessa mulher seriam pouco pra mim. Xadrez envolvia uma sinueta perfeita, claro Roberto Carlos às vezes não é tão boçal quanto aparenta. Notas? Votos? Que se dane meu filho, eu não ligava, mas também sinceramente não arriscava, valeria mais a pena estar obcecado, usar tanta nicotina, a ponto de doer as entranhas do que provavelmente perder tamanha versão nova de uma outra velha história, viriam os arranhões, mas as frustrações também não faltariam, de modo que já me pôs a pensar. Confesso não penso bem sobre pressão, qualquer troca de olhos não seria a mim de mal grado certamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deu meus tragos, certos de que eu já vivi por ai, passeei por dentre muitas cenas parecidas, e sim outra garota que me faria vender os rins. Provavelmente seria um mau negocio para o futuro, mas perto do que o presente pode apresentar já me exponho a tal pensamento, "Valorize sua Namorada", as favas com isso, se não valorizam eu o faria com esta pequena, de modo que provavelmente seria mais um filho da puta egocêntrico futuramente, como definir o futuro? É realmente mais inteligente fazer as perguntas do que não responde-las. O fato é que gago não sou, mas as cordas tremiam ao lidar com ela, outra forma bisonha de enxergar a vida, de fato me senti novamente um garotinho elevando olhares a sua professora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O treino não bastaria qualquer stripper não me bastaria mais, e acredite isso é grave. Dentre tantas questões, dela eu não saberia avaliar a verdade, isso me instiga cada dia mais, por que em um universo repleto de seres avaliáveis, ela não? Monta-me a velha teoria de que eu realmente, quando envolto, não defino nada. Não sei o que é certo para poder contar, ou dizer, ou beber, de maneira que, acabo por ser novamente pequenino, Napoleão que o dia. Brinque com fogo e se queime na fogueira, ou o que se fazer em caso de incêndio? Deixe queimar. Califórnia poderia esperar mais, o Taiti também, os olhares, não sei, talvez nem se cruzem, e o pentecostes remontaria "Deus não sabe o que me vale". Erasmo também tinha razão em muita coisa.&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-855373390213810662?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/855373390213810662/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=855373390213810662' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/855373390213810662'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/855373390213810662'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/06/usque-diamantado.html' title='Uísque Diamantado.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SFMuCAb4s5I/AAAAAAAAAJU/buFXHpWL9wc/s72-c/10.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-832551648816083127</id><published>2008-06-12T12:59:00.000-07:00</published><updated>2008-06-12T13:24:20.570-07:00</updated><title type='text'>Sinta-se Bem na Batida do Verão!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SFGF3_eJOXI/AAAAAAAAAIc/lnxbPjrQdt4/s1600-h/Heavy+(ALT).jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211093440821541234" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SFGF3_eJOXI/AAAAAAAAAIc/lnxbPjrQdt4/s320/Heavy+(ALT).jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nicotina, cafeína, codeína, Álcool, THC, clonazepam, testosterona, e muito sódio. Após algumas horas, um seguimento simples, pratico e bacana. Senti o vendo no cabelo, deitado na rua solto no deserto, promessas já não te importam mais, promessas são promessas. Qualquer coisa que você faz, é da sua conta. Dirigir seu Mustang negro como um gatinho afável, sentindo a energia ou falta dela nos punhos. Olhos à frente, cabeça esguia e uma forte fome, qualquer semelhança é mera coincidência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os batuques negros, entre os bits rubros. A solitária te aguarda, branca, simpática, determina-te como a um papagaio. Qualquer semelhança já nem é tanta coincidência. Sente-se eu vou te contar uma porção de fatos. Afie teus olhos, a qualquer momento as tuas lembranças cairão como um roteiro rotineiro que embaralha tuas vistas inebria e entontece. Sim Tu que és grande, agora mais ainda animado, cairias no sono leve, despertara irritado, e acordará com dores nas juntas. É fácil simples e nada barato, mas sim, é um barato.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A qualquer momento você achará uma nova faixa, procurará alguma outra canção, e rememorará a transitória fase ártica. Sinta-se bem, afinal estaremos no verão, a moda já está mostrando sua nova coleção, você acompanhara ou não isso não importa. Realmente, não. Muito mais do que vezes eu te verei voltando às pequenas pressões, e você ira sim, cantarolar, caminhar, ler e sombrear, de maneira mais improvável e imprópria e impossível. Toda essa ética se fode com o começo, meio e fim, de modo que esta marmota não é apenas mais um "espanta cachorros" de primeira, de maneira que dane-se. Sobre o que mesmo conversávamos? A sim, sobre o verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não acha estranho estarmos aqui, baseados em uma imagem, lendo um texto fictício, densamente provocante? Bobagem, ele não é denso, tão pouco provocante, cada linha que você pensou eu abstrai. É essa a minha mágica. Tu que sabes muito bem, qual é o cowboy ou o Sheriff, de forma que, cada vez é mais amável te torrar o saco. Cada vez é mais impressionante a forma como teu desenho renova e remonta meus cacos. Ora por que falar na terceira pessoa, você e eu somos bem parecidos, semelhantes. A única imagem diferente é aquela que distorção que a sombra de meu peito propicia, realmente você é bem mais obeso que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não deixa de ser intrigante que entre tantos medicamentos, e tantas distrações eu consiga por meios próprios do meu pó, confiar à humanidade que você sim existe, assim como as bolhas de ar que ninguém percebe. Claro à outras maneiras de sorrir assim, não tão divertidas ou penetrantes, tão pouco sexys. Vai mais um trago aí? Claro que vai não é. Às vezes é mais interessante achar que você obriga toda essa ação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim. Não sei quem é o certo entre Deus e o diabo, sei que eu pesaria menos se não tivesse que carregar você. Odeio o verão, você sim gosta. Maldito punk Gordo!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-832551648816083127?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/832551648816083127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=832551648816083127' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/832551648816083127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/832551648816083127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/06/sinta-se-bem-na-batida-do-vero.html' title='Sinta-se Bem na Batida do Verão!'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SFGF3_eJOXI/AAAAAAAAAIc/lnxbPjrQdt4/s72-c/Heavy+(ALT).jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-715458798072686376</id><published>2008-05-20T19:23:00.000-07:00</published><updated>2008-05-20T20:03:00.761-07:00</updated><title type='text'>All Blues is gone after Midnight Cowboy!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SDOQx5d84fI/AAAAAAAAACw/glLkffcopP4/s1600-h/51479~Pin-Ups-Champagne-Truffles-Posters.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202661181457490418" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SDOQx5d84fI/AAAAAAAAACw/glLkffcopP4/s320/51479~Pin-Ups-Champagne-Truffles-Posters.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O fusca era tão apertado, como compete a qualquer fusca ser, isso estava longe de ser um incomodo, entretanto o estofado bordô recoberto com riscas de zebra, sim era de extremo mau gosto, não que fosse um problema já que o automóvel nem meu era. Nos pára-brisas alem da sujeira sujeita à pombos, um escudo do clube de coração, sim ou o carro era uma herança ou ela era completamente rubro-negra, abusei de sua hospitalidade e simplesmente explanei sobre aquilo, de modo que ela tão abruptamente parou o carro que minha face foi de encontro ao console.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desconforto agora sim uma cicatriz proposta no formato da Virgem, a santíssima trindade seria algo completo para um agnóstico como eu. Descomposta de sua leveza ao volante digna de uma Greta Garbo sem carta de direção, ela apenas pos suas mãos sensatamente sobre o volante, retirou suas sandálias de marfim dos pedais e prontamente prestou me socorro. Claramente ela não sabia de si, eu tampouco. Devido ao desconforto e a pouca sorte da noite, um trauma com Fuscas, estofados gritantes e escudos pitorescos futebolísticos, o saldo da noite não seria tão miserável, exceto pelo que viria a seguir. Ela ligou o radio. Oh sim! Aquela caixa de abelha não permitia a eu ter pensamentos, enquanto trocava de estação lembro-me exatamente de ter pensado algo do tipo "Que merda é essa?", mas não tenho certeza, o desconforto sonoro era obvio, sem contar que em nenhum momento ela disse uma única expressão lingüística boçal. Poderia algo ir, além disso? Temia que sim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, foi. Bem alem das terras charmosas da Avenida Portugal, adentrando as terras sombrias mais não menos interessantes da Rua Lisboa, a pequena "terrinha" em poucos passos. O rádio soava Roberto Carlos, alguma coisa dos anos setenta dele, não dava pra adivinhar pela sintonia mau efetuada. Sim um ataque de ansiedade era a ultima coisa que eu poderia esperar dela, sem nome, sem fala, eu só pedirá uma carona, de modo que nada alem de pedir para descer eu poderia fazer, juro pensei nisso, mas com aquelas coxas e aqueles lábios seria no mínimo leviano ao tentar algo do tipo. Chorava como um bebe, dizia não ter culpa de nada, e eu imaginando "de que raio de mundo esse ser saiu...", ela prosseguia com uma leveza nos soluços de seu pranto irritante, aquele ataque de ansiedade só poderia ter duas razões, a primeira um descontrole emocional nítido, baseei essa teoria no estofado, a segunda razão obvia seria a perda do ente dono do automóvel, o que explicaria uma moça sair em um fusca as três da manha, evitei confirmar qualquer de hipótese, não queria interromper o fato, mas estava de fato curioso estranho não? Enfim não liguei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto o relógio desperdiçava seu tempo girando, ela chorosa, combinando um ar de mistério e curiosidade com um absoluto poder de conhecimento, eu apenas me intrigava mais, resolvi abrir a boca:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;_ Olha se quiser me deixar aqui está bom! - Exclamei orando pela negativa de minha frase, não deu outra, ela logo limpando os olhos rebateu: _ Não! Prefiro ir pra outro lugar, no caminho agente decide se você vai ou se fica. Certo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora o que eu poderia fazer com uma mulher no volante daquela forma, a não ser concordar? Não seria eu a deixá-la sozinha naquele estado, certamente disse: - Tudo bem, mas não prefere ir a um canto melhor da cidade, onde possamos descer do carro e andar nu rindo de macacos? _ Sim infelizmente eu disse isso, as palavras brotaram de minha boca de modo a não conseguir evitar minha canalhice. Logo pensei "Merda, ela morrendo aqui e eu propondo um Motel." Satisfatoriamente ela riu o que não poderia deixar de ser uma habilidade em efetuar disparos no meu solto coração. Aquilo me encheu de empatia, me trocou qualquer expectativa ruim, qualquer sintonia mal efetivada de Roberto Carlos. Ligou novamente o carro e partimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato era que naquela circunstancia, qualquer coisa que ela fizesse já era lucro, mas notei que valia mais que isso. Já passavam das quatro. Uma hora de carro, em um caminho de trinta minutos, certo que havia alguma falha naquela vestuária sob as carnes. Subimos algumas quadras, e sim lá estava a melhor avenida que um ser humano pode encontrar a avenida que liga Estados, o fim de qualquer cidade, e realmente o inicio das perversões mais divertidas que um podre cowboy pode alcançar, um road movie, um trip movie, qualquer artifício para explicar a Alameda dos 200 Motéis seria completamente desnecessário.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-715458798072686376?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/715458798072686376/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=715458798072686376' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/715458798072686376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/715458798072686376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/05/all-blues-is-gone-after-midnight-cowboy.html' title='All Blues is gone after Midnight Cowboy!'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/SDOQx5d84fI/AAAAAAAAACw/glLkffcopP4/s72-c/51479~Pin-Ups-Champagne-Truffles-Posters.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-7480289069222677103</id><published>2008-04-20T14:44:00.000-07:00</published><updated>2008-04-20T15:17:24.376-07:00</updated><title type='text'>O ponto, a guia, o caboclo, saravá!</title><content type='html'>Em nome de todos os caboclos e Exus, saravá. Aqui jaz a guia do caboclo e do cavalo na serventia punk de correr atrás. Uma sonata, um próximo passo, apenas chame de qualquer coisa. Aquele garoto que você odeia, aquela garota que odeia aquele garoto que você odeia estará sempre gritando em algum beco, ”Por favor, me mate.". Nem Zé do Caixão, Zumbi ou Lampião seriam mais efusivos que isso. Can't see me baby, standing in the shadow?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Qualquer minúcia, arbusto, ou genealogia seria levada mais a serio se você dopasse um gato, toda essa bobagem serve pra que mesmo? Perdi o foco, enfim alguém deve constar, de modo que o ontem sempre será mais agradável que o presente e o futuro apenas mais um detalhe a ser sonhado, tal qual quando fui abduzido por E.T's. Beba a coca que lhe resta e cheire com toda certeza o pó do guaraná, dentre os tubos de insaio testando seu sangue. Seria bem mais fácil saber de tudo isso concorda?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu concordaria se o mal já não tivesse ajoelhado perante mim. Sim mim índio, mim come você, ou não. Seria muita pretensão querer devorar você, apensar disso sinto-me na obrigação de lhe dizer, deus nada tem haver com isso, os braços foi você quem treinou, os músculos foi você quem adquiriu, mas faltou lhe o básico, o cérebro. Sorriria pra ti agora se não fosse traumático, por outro lado jamais seria tão bom assim, sorriei mesmo assim, e acima das tempestades de sua cinza eu dançarei, feliz como o demônio no arbusto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Salve a guia do caboclo, do preto velho o café negro, e do Exu o marafo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-7480289069222677103?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/7480289069222677103/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=7480289069222677103' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7480289069222677103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/7480289069222677103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/04/o-ponto-guia-o-caboclo-sarav.html' title='O ponto, a guia, o caboclo, saravá!'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-6330813335189719064</id><published>2008-04-03T20:50:00.000-07:00</published><updated>2008-07-04T08:28:25.632-07:00</updated><title type='text'>Por que ao pai?</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R_Wrx4xBVmI/AAAAAAAAACo/eITNbjADxrY/s1600-h/Img_0016.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185239419526927970" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R_Wrx4xBVmI/AAAAAAAAACo/eITNbjADxrY/s320/Img_0016.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Criança................&lt;br /&gt;Por que ao pai?&lt;br /&gt;Se conservam direitos plenos!&lt;br /&gt;Dos males e os Venenos!&lt;br /&gt;De seus sonhos e meus desejos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por que ao pai?&lt;br /&gt;Os direitos são eternos!&lt;br /&gt;E para eu que sou filho&lt;br /&gt;Há a espera da angustia de teu corpo inteiro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João responde...........&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cada hora, a cada passo&lt;br /&gt;Eu te nego, e espero ainda ser meu profeta&lt;br /&gt;Em todo momento, em cada ato&lt;br /&gt;Surge um auto retrato, com as gotas do teu peito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo ate minhas unhas crescerem?&lt;br /&gt;Ate que o suor brote como o sangue em meu peito?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já escondi a perfeição no fio da navalha&lt;br /&gt;Cortando sua face, e a deixando em migalhas!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;* Trecho da Ópera rock "Cabaré de Cego" by Marcus Müller; Mov 8º; Cena 3 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-6330813335189719064?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/6330813335189719064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=6330813335189719064' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6330813335189719064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6330813335189719064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/04/por-que-ao-pai.html' title='Por que ao pai?'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R_Wrx4xBVmI/AAAAAAAAACo/eITNbjADxrY/s72-c/Img_0016.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-726626813045679574</id><published>2008-04-03T20:10:00.000-07:00</published><updated>2008-04-03T20:47:38.669-07:00</updated><title type='text'>"Mais rápido, não tenho todos os centímetros do mundo"</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R_WkoYxBVlI/AAAAAAAAACg/4okIxaTvwzY/s1600-h/bucefalo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5185231559736776274" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R_WkoYxBVlI/AAAAAAAAACg/4okIxaTvwzY/s320/bucefalo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Cada centímetro daquele beijo, cada quimera daquele queixo. Toda a sabedoria daqueles olhos cinza, qualquer facilidade era obstruída. Sentado se tornava de pé, aos pés dos santos, imagens patuás, pragas e destilados, ambos cortantes, a tranqüilidade afligindo níveis drásticos de respostas sem questões, e gritos objetivos em paredes brancas. Pensou que certamente estaria em um hospício? Estaria tranquilamente pescando com noutros primos? Qual conexão entre os fatos, a realidade inerente o francês idiotamente atraente, Focault, Rubens Pierre, bobagens. A moda passou, teu vestido encolheu, a visita sempre vai embora. Algum "irreverente" lhe dando uma bunda de couro transvertida de jaqueta, poucas e muito menos boas, de modo que, ele estava ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quem é João Gilberto? Quem é Maria Flor? - Intensamente carregava teus olhos tensos, o cinza quase verde, o estranho ninho onde o canário sorri, flertava com suas concepções. Tornava a dizer sozinho, a praguejar pelos cantos: - Gosto disso e adoro isso! Algo melhor do que a incerteza da praga e parar somente onde essa nossa rota de fuga se destina? Acho que não. Sinceramente ando mais calmo, mais cafeína, mais e maus projetos me alegram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De certa forma seria inviável alguém perceber isso. Claro, todos somos muitíssimo santos, apócrifo cairia melhor que Beatles ou Stones. Que empatia seria essa entre ele e seu cão, que confortava da virgem à rameira? Então ele me respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Quantas questões, não se cansa de brincar de "eu"? Essa circunstancia chata e impertinente, qual seu problema com isso? - Novamente nem sabia de sua própria sapiência, talvez Bucéfalo soubesse, ele não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tantos jargões batiam em sua cabeça, de modo que, ao rugir da noite, seu peito vazio, suas dores no corpo e um conforto. Oh sim, um grande conforto! Celebramos à ti a vida! Sim, deus guie a cafeína! Uma rainha tão grande como a Nicotina, um teste sanguíneo se mostra completamente desnecessário. A fim de julgar, odiar mais, gostar mais, estar mais, vestiu sua calça xadrez, sua camisa preta, óculos escuros para evitar a hipersensibilidade. Mesmo que ninguém o esperasse, confirmou o café da tarde com sua sombra. Quem se importa? Muita gente diria sua avó, muitos parentes confrontariam o exílio interno, mas era tão fundido com as mangas de sua camisa, tão bêbado quanto suas cordas vocais, sinceramente sentia-se irrelevante como uma abelha rainha de Wally Salomão. (Sabe quem é Wally Salomão? Por favor não se informe no Google é ridículo.) Quantas batidas da marcha tocaram ate sair de casa? Um momento indefinido entre a abertura 1812 e a ilusão de muita gente ser intelectual, tão fraco como decorar as passagens de um livro sem saber seu significado pessoal, quem não faz isso? Bom meu caro ele não faz, parece realmente só lembrar de futilidades. Ah sim, deliciosas futilidades!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diga-me o sábio Gilberto, por que mudaria eu o texto? Por que tu estarias sóbrio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Não sei, porquê? Me separei de Flor, Valentina rompeu, Julliet. Sim Julliet foi a única que mantém minha memória, o coma talvez tenha passado, o canhão rompeu seu lacre, e sim você é um asno em me perguntar isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tranquilamente e certamente você seria mais canalha que eu. Contudo ainda tenho que lhe questionar, se não qual seria minha função ao texto? Ei de valorizar meu pro labore.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Realmente, nada seria mais interessante que lhe roubar isso, assim como tu roubou-me o sono. Vou te explicar o que me consta! Você é uma versão de Besame mucho, só que teu marca-passo não funciona como uma agulha Hi-fi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desculpe João, o único Hi-fi que conheço é a bebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Naturalmente não é tão bom saber de si, quando todos comentam em sua volta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém comenta em minha volta, eu sou o narrador, bom eu era. Acho que vou me demitir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Seria perfeito, se aplicaria a minha teoria, adoro teorizar quanto à isso. Você se prende a mim como a borboleta à lâmpada meu caro. Tire-me de ti, e tirara seu pedaço mais influente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que dramático você.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-726626813045679574?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/726626813045679574/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=726626813045679574' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/726626813045679574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/726626813045679574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/04/mais-rpido-no-tenho-todos-os-centmetros.html' title='&quot;Mais rápido, não tenho todos os centímetros do mundo&quot;'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R_WkoYxBVlI/AAAAAAAAACg/4okIxaTvwzY/s72-c/bucefalo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-5704391090995965575</id><published>2008-03-11T20:23:00.000-07:00</published><updated>2008-03-11T21:11:50.003-07:00</updated><title type='text'>Enjoy</title><content type='html'>O bar estava lotado, as pessoas entrando em batalhões uniformizados, o negro bordô e o branco catalisavam e destilavam quaisquer expectativas que pairassem ao ar. As ideias captadas à quilômetros de distância, soltas como a poeira é absorvida pelos pulmões, os dois trabalhavam, e como trabalhavam, tudo tão meticulosamente calcado em calçados, calças e jaulas, cada pensamento absurdamente contido em quinze segundos. No balcão mais um semanário, um diário esportivo e a usual plataforma de cólicas. Ela chegou pediu um café, uma torrada e alguns grãos de açúcar, e inevitavelmente olhei cordialmente ela respondeu:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Posso ficar por aqui? - (Seus olhos pintados de negro contrastavam com o cinza da cavidade nasal, as bordas dos lábios tão finas que uma esferográfica jamais poderia eu delinear.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respondi logo que a gagueira e a vista turva corresponderam: - Claro querida! Quem sou eu pra evitar que Deus exponha suas obras? - (Senti-me um imbecil, claro, sem sombra de duvidas à esse momento era quase um peão nas mãos de um ignorante ao xadrez)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorrira com um cinismo tão gracioso que somente os ordinários como eu entenderia as turras entre o amor e o absinto verde que jorrava agora de todas as lembranças da minha passada encarnação. As doses árticas que meu corpo transmitiam deviam apressar meu coma, sequer mais palavras pronunciei, como o aço fiquei ate a sua próxima sentença, infelizmente nunca veio. Demorei-me então, fixei o olhar à um pôster, "enjoy", "allways", essas palavras realmente faziam muito mais sentido com ela ao lado. As cores do vestido, as listras vermelhas e negras, as unhas simétricas, e o porte, ah o porte, jamais em tempo algum encontraria um porte daqueles, como diria, em uma corrida de cavalos aposte no vencedor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sorriu quando na fração de minutos eu expus minha exaltação, conforme o planejado por alguém que não me atrevo à dizer ela repetiu em alto e bom som.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Adoro essa musica! Roberto Carlos sempre me excita com as curvas e as estradas tortuosas. (Agarrou-se ao meu cinzeiro, abruptamente e inconsequentemente).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Aceita um cigarro? - fiz apenas o gesto, e provavelmente ele dizia mais que qualquer infortúnio que eu falasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Qual cor? Classifico tudo por cores sabe, como por ex, você. - (Fez uma breve pausa.) - Me parece ser tão negro e cinza, tão elegantemente desconfortável nesse blazer azul da Prússia. Diga-me você tem nome?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como poderia passar de lá pra cá, caminhar durante um bolero sem entrar em uma brutal melodia que tapasse meus olhos e irritasse minhas narinas? Eu não saberia responder apenas peguei dois cigarros e doei-lhe um.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O cigarro é vermelho, querida. E vamos ficar sem nomes, sem passados, sem parceiros. Apenas nós aqui, você como qualquer bailarina pode ser, e eu como qualquer... (belo trago, e alguma pausa entre a articulação e a sombra da boca)... Bom eu como qualquer um, afinal pra que não é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como um gato intrigado com o peixe no aquário os olhos dela fixaram em minhas palavras calhordas, afinal o que além de um cigarro ela poderia querer o que além de um "oi" ela poderia esquecer. Qualquer nota à esse comportamento seria exagerada, imbecilmente, imoralmente, e talvez mais estranho que qualquer homem eu levantei, estendi-lhe a mão e a puxei. O Bolero corria tão solto quando nossos sorrisos amarrados, os pés fitando um o outro, a sala ou pavilhão, vazia, mas cheia de almas, o baile de 73 era realmente fantástico.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-5704391090995965575?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/5704391090995965575/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=5704391090995965575' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5704391090995965575'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5704391090995965575'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/03/enjoy.html' title='Enjoy'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-620612017246809305</id><published>2008-03-04T19:02:00.000-08:00</published><updated>2008-03-11T18:54:15.182-07:00</updated><title type='text'>Bilheteiro do Diabo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R84YVSmeaDI/AAAAAAAAACU/J2ZTqht-s6w/s1600-h/fev.07.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5174099775944812594" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R84YVSmeaDI/AAAAAAAAACU/J2ZTqht-s6w/s320/fev.07.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Algum dia na vida ela terá de me explicar o que pensou ali! Suas memórias, a atmosfera do clima, o terror inerte dentro de uma pequena bolsa de mão, geralmente me causam esse pavor. Eram quatro da manhã, a madrugada com teu ar gelado, ela e eu apenas na praça, as árvores encobrindo qualquer vergonha que poderíamos ter furtos, roubos e os demais crimes capitais que praticamos todos os dias. A luxuria que brotava de tua imaginação era de embasbacar qualquer dona de casa, a cinta liga, a casaca de couro negro, tão negro quanto teus olhos e cabelos emolduravam minhas recordações das horas anteriores, foi quando ela me beijou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há algumas horas estávamos sóbrios, os picos, as doses, as altas risadas de adrenalina ainda não tinham penetrado nosso corpo, a fonte dos prazeres reprimidos por Bocage nem de longe tinha sido tocada. "Imperativo que se tome cuidado com pessoas de terceira idade!", foi o que ela me disse antes de sacar da automática cromada, e alvejar uma velha senhora na fila da bilheteria, três tiros bastaram e entre os instantes predestinatórios do som dos disparos e o alvoroço popular poucos gritos foram dados, nunca me senti tão vivo. "Manda-me rosas mortas toda manhã!", como dizia Jagger ela reproduzia entre os dentes o sorriso mais belo que eu poderia notar, o silencio já dizia a muito mais entre nós dois, os olhares mais impiedosos que os toques e amassos que poderíamos dar, e dávamos. Eu me imaginava contido, mas qualquer que fosse a sua reação teria obviamente a minha maturada posição, estava tão disposto quanto um coveiro ao partir a terra ao meio e como Moises fez ao ranger dos dentes divinos abrir meu próprio mar vermelho e escapar da tirania faraônica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Engraçado como o tom vermelho vindo do sangue na pele branca da senhora vazia-me como se ela visse deus, era difícil acreditar que ela não tinha razão, "É imperativo", pensei. Seria um bobo besta ou qualquer tipo de mentalmente perturbado em dizer que não, permanecemos não mais do que alguns instantes nesse marasmo inerte, a visão do paraíso logo ali, quando a policia chegou. Dava para ver entre os olhos dela, o sortido desejo de pecar, ali, na frente do esquadrão, e todo o pavilhão se renderia cheio de graças à beleza de nossos corpos. Apoiamo-nos um ao outro, dedicamos mais uma nova canção e viajamos para nosso Éden, exatamente as quatro da manhã, com o vento frio, a cinta liga, e a luxuria que a proteção da chuva fina nos traria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-620612017246809305?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/620612017246809305/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=620612017246809305' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/620612017246809305'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/620612017246809305'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/03/bilheteiro-do-diabo.html' title='Bilheteiro do Diabo'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R84YVSmeaDI/AAAAAAAAACU/J2ZTqht-s6w/s72-c/fev.07.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-5712894208383007544</id><published>2008-02-25T09:36:00.001-08:00</published><updated>2008-02-25T09:37:47.692-08:00</updated><title type='text'>Maria e João</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R8L80LIekoI/AAAAAAAAACM/ju2gKnn7A2Q/s1600-h/Jessicas+hope_Ryden.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170973295446495874" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R8L80LIekoI/AAAAAAAAACM/ju2gKnn7A2Q/s320/Jessicas+hope_Ryden.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Flor, você pode me acender um cigarro?&lt;br /&gt;Flor, enquanto eu rezo você absolve meu pecado?&lt;br /&gt;Flor, minhas lagrimas gritam por todos os lados!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João, pode reler o mesmo livro outra vez?&lt;br /&gt;João, será que eu deixo mais recados sobre a mesa?&lt;br /&gt;João, como posso gostar de olhar se ainda sou cega?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;João, tem um vestido de gala,&lt;br /&gt;Pra mim?&lt;br /&gt;Flor, será que essas costas são largas demais,&lt;br /&gt;Pra mim?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flor, como seu velho bebê e chora!&lt;br /&gt;Todas as vezes que caio e escuto&lt;br /&gt;Que meu vicio mata!&lt;br /&gt;Flor, há alguma droga que eu possa usar em paz,&lt;br /&gt;Que acalme meu corpo?&lt;br /&gt;João, quantas notas você ira tocar,&lt;br /&gt;Enquanto eu durmo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mãe, por que deixar seus garotinhos distantes?&lt;br /&gt;Se nossa febre arde como dois espinhos!&lt;br /&gt;Mãe, por que resistir se todos temem você?&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imagem: Mark Ryden&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-5712894208383007544?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/5712894208383007544/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=5712894208383007544' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5712894208383007544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5712894208383007544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/02/maria-e-joo.html' title='Maria e João'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R8L80LIekoI/AAAAAAAAACM/ju2gKnn7A2Q/s72-c/Jessicas+hope_Ryden.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-5193003249370573309</id><published>2008-02-25T09:05:00.000-08:00</published><updated>2008-02-25T09:35:38.715-08:00</updated><title type='text'>Monólogo entre O Demonio e o Deus.</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R8L677IeknI/AAAAAAAAACE/O3yeVH6aEjA/s1600-h/71282866_7b9832d988_m.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5170971229567226482" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R8L677IeknI/AAAAAAAAACE/O3yeVH6aEjA/s320/71282866_7b9832d988_m.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Novamente estava cheio de suas visões, usava dos gritos de seu silêncio a lança para combater o frio na espinha, do carpete vermelho até as pequenas demonstrações de afeto. Algumas vezes deixava florescer dentro de si uma pequena cavalgada, mas um tiro no asfalto, mas uma garrafa terminada e assim resumiam suas virtudes? Esse que nunca foi teu forte. Nesse nosso pequeno emaranhado de fitas adesivas anti-tabaco, nessa clínica de reabilitação constante, sentimos a falta da nostalgia balsâmica, da reação imoral e atemporal de se reescrever uma velha ferida, durante os anos e as modas, os verões e outonos, do francês ao inglês dos cabelos de Brigitte Bardot, ate as frívolas imaginações de Piaf, maldito seja o vicio, maldito seja a falta do vicio, e assim pensou.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Deus não sabe o que me vale se eu calar sua voz! - Imaginando-se sozinho, ao calor de um corpo, aos foros unânimes de seu juízo. Prosseguiu. - Deus, não me espera entender um milagre apenas apagando a luz? Eu que sou apenas teu fardo, eu que volto ao negro, ao teu tubo negro, teu scarpin que não senti, tal qual o tatame ligava você a mim, que nem mesmos os sushis de sua existência responderiam com sua extra textura.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Tuas questões iluminavam teu coração, e os clichês de suas posições acariciavam tão facilmente seu peito que um enfarte não seria novidade, seguiu apenas comentando, as mãos na cabeça e a dor muscular de se deitar.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Eu não voltarei ao tumulo que sai, não seria tão dramático assim, já estou aqui, falando contigo, pedindo, e isso não é natural. A contradição imposta em minhas frases, e os berros soltos à sua face remontam a imagem e semelhança do Cristo, tu que jamais me apoiou, e entrou em mim como uma farpa, enquanto a harpa tocava tuas canções celestiais, enquanto o asco vermelho dizia ser azul, e frasco de vitaminas já não me bastava, ao exílio e ao consumo, que tu me guiaste, hoje eu sigo cada dia atormentado, uma leve lembrança do passado, e um piano maldito ao inferno, que se danem os adjetivos, que se reclame de volta o profeta, quando a Cabala diz, e meus astros regem, você pra longe, distante, teu olhar cada dia mais penetrante, fotos apenas fotos.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;Deitou e acalentou-se com o céu, os olhos fechados, os dedos fechados em suas mãos e a leve impressão de que já era tarde.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt;- Alguma composição interpretada por Piaf seria menos melancólica? Algum dia você enxergaria fora os edemas em minhas costelas? Que adão fez um péssimo trabalho já sabemos, que um deveria ser dois não consigo compreender, mas me faz reler a síndrome Peter Pan, me faz enlouquecer e buscar o caminho de olhar sempre pra trás com saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-5193003249370573309?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/5193003249370573309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=5193003249370573309' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5193003249370573309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5193003249370573309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/02/monlogo-entre-o-demonio-e-o-deus.html' title='Monólogo entre O Demonio e o Deus.'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R8L677IeknI/AAAAAAAAACE/O3yeVH6aEjA/s72-c/71282866_7b9832d988_m.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-1785484839841381867</id><published>2008-02-14T16:58:00.000-08:00</published><updated>2008-02-15T06:24:08.201-08:00</updated><title type='text'>My Funny Valentine</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R7WgcrIeklI/AAAAAAAAAB0/Sb2ZGtJLUqQ/s1600-h/IMG_01025.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5167212561952576082" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R7WgcrIeklI/AAAAAAAAAB0/Sb2ZGtJLUqQ/s320/IMG_01025.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Os dedos caminhavam lentamente sobre as curvas bélicas, as calcinhas comestíveis de zebra convidavam apenas um individuo, aqui tudo era como uma doença, uma luz vermelha, o negro e o cinza e acalentando a dor, a morfina. O tapete de feltro, as guias da escada, o som das risadas vindas do corredor atarantavam esse senhor. Meio quilo de carne e ossos dispostos uniformemente entre a jugular e a pélvis. Todavia estava lá, este senhor, aquela senhora, a inebriante mistura de pó com calcanhares, as teclas ressonantes do piano e as paredes fulminantes como Nápoles. Todas as citações cobertas de enguias, Cowboys punks, princesinhas egípcias, 2000 quilômetros para o inferno e o calor nunca foi tão convidativo. O café esfriando sobre a mesa enquanto o tórax abocanhava seu destino, lá estavam as dores e as camélias, as pequenas frustrações e as miseras ilusões, todos nós percebíamos o foco, mas a humanidade com seus rituais de magia cristã abominavam toda e qualquer perversão, as vezes se sorria, as vezes se mordia, um sax alto, uma trombeta, poucas e boas alegrias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;My Funny Valentine à esquerda, o aroma e a cúpula distantes dos gases Sarin, das forcas e de quaisquer sensações psíquicas. Normativas, artísticos, criativos, dois corpos efervescestes, ante braços entrelaçados, e uma placa de Cuidado, Perigo. O período fértil de um óvulo vazio. Nosso velho bolero, nossa antiga quermesse, a vida monástica abandonada pelo dinamismos da ardência juvenil. My Funny Valentine, de olhar distinto, frescores e distúrbios hormonais, a Rússia logo aqui, o México em seguida, um segundo traçado como uma vida. Os desatinos variados entre as partes já lascadas dessas peles, o couro irritado, o misto de satisfação e agonia, o êxtase, o tremor arredio de uma perna, a insalubridade dos desejos e sabores. Assim tocou a ultima sinfonia, ate o próximo movimento, até o armazém puxar da linha férrea um adjetivo melhor, um cadeado mais frouxo à um coração mais novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as chaves, e brochinhos, todos os tubinhos negros com um jazzista ofensivo. Cada sentido estava apurado, um truque hormonal, um castigo. Uma datilografia, e todos os códigos Morse, a respiração ao pé do ouvido como o arrepio e a forca, estampidos, dividas e forças, uma luta cruel entre o querido e a querida, desprovidos de contato, aquecidos e arquétipos de Fausto, um enfarte e nada mais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-1785484839841381867?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/1785484839841381867/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=1785484839841381867' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1785484839841381867'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1785484839841381867'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/02/my-funny-valentine.html' title='My Funny Valentine'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp3.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R7WgcrIeklI/AAAAAAAAAB0/Sb2ZGtJLUqQ/s72-c/IMG_01025.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-9094400373953161377</id><published>2008-01-30T11:00:00.000-08:00</published><updated>2008-02-14T16:43:19.497-08:00</updated><title type='text'>Just My imagination...</title><content type='html'>Quando os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;tubinhos&lt;/span&gt; negros entravam &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;facéis&lt;/span&gt; entre braços que jamais gesticulavam tão abertamente em frente à um espelho, como você se sentiria? Completamente desconhecido, como uma pedra rolante, como um trilho esquecido de um passado de Glória. Um cigarro pela metade, uma foto três por quatro, poucas e boas companhias ate estar novamente em &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;direção&lt;/span&gt; contrária, até completar seu nome. Você nunca dá a volta na esquina, onde os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;demônios&lt;/span&gt; e palhaços são mais diplomáticos que você, no seu coração descobre onde está aqui, e tudo, tudo como uma velha roleta russa, como um traumático arremedo de uísque com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;guarana&lt;/span&gt; no copo. Devora os humanos e se recusa a ter algo à perder quando sua invisível cabeça conta alguns segredos. Ao menos entendeste, ao menos uma cuba &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;libre&lt;/span&gt; um jazz Barato, um gordo imitando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Elvis&lt;/span&gt;, e muitas e muitas luzes na sua cidade, você nunca satisfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você pode olhar pro norte, ou o sul ser a moradia, sempre vai &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;mutar&lt;/span&gt;, guiar suas &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;proprias&lt;/span&gt; centelhas de esperança dentro de vidros com tampas ásperas, nunca vai se ver brilhar na garganta do diabo, ou nas pedras "sagradas" dos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;pirineus&lt;/span&gt;, vai voar além do albatroz, acima das nuvens negras e das cores obsoletas. Como tantos e tantos mendigos que pedem ajuda, iremos todos juntos embrulhados em jornal, cavar nosso esguio destino na &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;extensão&lt;/span&gt; além-mar, ouvir de bobos, sonsos os deverás, e como sempre tarde acordar para em algum beco urinado encontrarmos Dylan, enquanto os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;clichês&lt;/span&gt; e a beleza deles soltar imagens cinematográficas de quinta, enquanto a cabeça funcionar, durante uma noite mal dormida ou uma bela tarde chuvosa em mais uma cidade aquecida, com o asfalto mais quente que qualquer menina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me deixe nervoso, não se faça de sonso, não troque o horrendo pelo amargo, não descreva esse lixo com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;exatidão&lt;/span&gt;, ou tão pouco ache nos detritos nossa salvação. É engraçado e desagradável, como tem que ser. Verde e molhado como meu cinzeiro, áspero e denso como um conhaque, suave e ordinário, quase &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;biblicamente&lt;/span&gt; épico. A chuva passa e ainda se corre atrás das gotas, as criações tem nomes femininos como a imaginação tem o âmbito feminino, até o cheiro de uma rosa não permanece muito tempo, desapego.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-9094400373953161377?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/9094400373953161377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=9094400373953161377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/9094400373953161377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/9094400373953161377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/01/just-my-imagination.html' title='Just My imagination...'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-6604408426843431005</id><published>2008-01-24T12:07:00.000-08:00</published><updated>2008-01-28T08:06:19.865-08:00</updated><title type='text'>Nostálgico Subterrâneo</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R539bkIUMgI/AAAAAAAAABs/gdI7Ny-zITc/s1600-h/Img_0031.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5160559398033306114" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R539bkIUMgI/AAAAAAAAABs/gdI7Ny-zITc/s320/Img_0031.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R537zUIUMfI/AAAAAAAAABk/MPb1a2sDY7o/s1600-h/Img_0015.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Longos dias se passaram, varias noites encerraram e nada escrito... Alguma novidade teria de aparecer, e não poderia ser diferente. Ontem encontrei, andando sozinha sobre um oceano de memórias, uma peça escrita de sopetão, onde a garota esfregava entre os dentes a chave de todos meus defeitos, talvez só mais um reflexo do brilho constante de seus olhos, talvez a irritante verdade em seus cabelos curtos, e a minha incapacidade de levantar ao cair. Crônicas, velórios, mudanças, quem aguenta tantos acontecimentos? A prolixidade atingindo antes o que somente a excitação alcançara, de modo que é muito fácil interpretar tais constantes como mais uma infeliz ideia. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Dentro do nostálgico, tudo permanece ardente, dentro do próprio subterrâneo, quase sempre dá pra viver sem se preocupar com a textura extra de teus muros. Mas não se engane, é um mundo louco, cheio de minúcias, cheio de papiros apócrifos, sintetizadores e domadores de leões. Acima de tudo, toda noite aponta como mais um pressagio de um dia malfeito, dias nublados requerem cigarros, e teu estômago já clama por socorro. A polícia bate a porta, e te retira os únicos pedaços de sensibilidade que lhe resta, chamar alguém pelo primeiro nome se tornou algo tão natural quanto o sexo, e enquanto isso você assiste teus pelos crescerem, imovél, tão figurativo como uma peça qualquer disposta na sala de sua mãe. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Qualquer cretino sobrevive à isso, qualquer bastardo aponta um rumo e um caminho livre de um beco sem saída, apontando pra sua infância, sua adolescência, sua juventude, com o frescor do serviço prestado, dever comprido, ou seria "cumprido demais". É bem verdade que sempre olho pra trás com muito respeito, saudade, banzo, como um velho advogado morto de fome, olha para teus dias de acadêmia. Nostálgico Subterrâneo, sempre acolhedor, distante das noites em claro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É sim meu caro, abrupto como o pouso de um albatroz, cheio de clichês, dementemente sorri sem nenhum dente na boca, sobre qualquer mesa de botequim, sob qualquer objeto ou dejeto, acima de qualquer forma digitalizada de amor, inquieto como qualquer pequena coisa que te deixa só. Outra vez os clichês se destacam e os arquetipos remontam sua morada... &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-6604408426843431005?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/6604408426843431005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=6604408426843431005' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6604408426843431005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6604408426843431005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/01/nostlgico-subterrneo.html' title='Nostálgico Subterrâneo'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R539bkIUMgI/AAAAAAAAABs/gdI7Ny-zITc/s72-c/Img_0031.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-1026686826595885262</id><published>2008-01-14T08:11:00.000-08:00</published><updated>2008-01-18T04:45:01.063-08:00</updated><title type='text'>Exílio Espiritual e Normativa Artística</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R4uXo95MtmI/AAAAAAAAABc/izwgoOgNXDc/s1600-h/Reding+Woman_Renoir.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5155380928520697442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R4uXo95MtmI/AAAAAAAAABc/izwgoOgNXDc/s320/Reding+Woman_Renoir.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;Normativa&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;bourbon&lt;/span&gt;, comprimidos, papéis espalhados sobre o chão. Uma busca incessante de paz e um vicio de produzir, ganha-se olheiras, perde-se quilos, atravessa qualquer cordilheira afim de estudar mais um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;ritmo&lt;/span&gt;, pulsa, ou nem tanto, dorme ou se deprime, custa a entender o sentido de tamanho desgaste &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;físico&lt;/span&gt; vindo de uma pequena linha mau escrita, uma palavra que não cabe, gera &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;insônia&lt;/span&gt;, a &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;insônia&lt;/span&gt; por sua vez &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;clama&lt;/span&gt; pelo cigarro e este traga o gosto do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;bourbon&lt;/span&gt;, os comprimidos apenas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;consequência&lt;/span&gt;, os papéis ficam sem sentido, a busca pela paz um artificio para justificar o vicio, as olheiras sintomas da perda de quilos, a cordilheira uma metáfora da dificuldade de se encontrar o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;ritmo&lt;/span&gt;, o pulso, esse apenas um impulso do desgaste &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;físico&lt;/span&gt;, que torna a normativa artística imposta novamente pelo artístico como um ciclo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Apenas alguns minutos são necessários para tanto, apenas uma migalha já encaixota uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;terrível&lt;/span&gt; lembrança. A solidão não seria meramente algo comercial se houvesse um simbolismo maior do que apenas um cachorro roendo o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;proprío&lt;/span&gt; rabo, as fixações, e a pluralidade imperativa, somente mais uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;distorção&lt;/span&gt; de cores vivas. O artístico voltado pra dentro de si, troce e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;distorce&lt;/span&gt; qualquer pluralidade, procurando qualquer &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;pingo&lt;/span&gt; obscuro de genialidade costuma desviar seu foco de sua arte, para a negação de sua &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;propría&lt;/span&gt; originalidade e as &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;migalhas&lt;/span&gt; derramadas remontam "Sonhos dourados enchem seus olhos, e sorrisos lhe acordam quando desperta...", os arrepios e as &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;lagrímas&lt;/span&gt; que fitam teus olhos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;decolam&lt;/span&gt; embaraçando seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;caratér&lt;/span&gt; e transpondo os acordes ao piano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O Exílio&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Arrependido e enjaulado em suas conclusões, tende ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;desespero&lt;/span&gt; faminto por quantidades, abandona a qualidade e estoura seus &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;tímpanos&lt;/span&gt;, chega ao ápice da &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;infâmia&lt;/span&gt; destronando seus mitos e arquivando os livros. Basta! &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;Reúne&lt;/span&gt; a pouca dignidade que lhe cabe, releva a um segundo plano a moral artística e embarca na busca de uma pureza restrita dentro de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;si&lt;/span&gt;. Dias quentes e tranquilidade austera ludibriam e confundem, descobre novos prazeres e novos amores, atribui qualidades agora com uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;solitude&lt;/span&gt; profunda, profana seu corpo e convoca o coro dos pescadores hebreus à mais uma jornada. Deita-se a noite no leito de um rio, advinha as estrelas e argumenta com &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;Cristo&lt;/span&gt;, salvador ou não, em você ou não. Acaba descobrindo um novo sentido e uma nova &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;super nova&lt;/span&gt; brotando em seu umbigo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Arrepia-se e volta à mesa de estudos, transforma e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;destrincha&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;convoca&lt;/span&gt; os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;atabaques&lt;/span&gt; e rodas de santo, arremata com o terreiro, e segue as determinações do preto velho, e as guias e contas do &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;caboclo&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;saravá&lt;/span&gt;. Eis você de volta, a luz remonta suas magoas, e assume a extensa saudade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Foto: &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;Reading&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;Woman&lt;/span&gt; - Renoir&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-1026686826595885262?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/1026686826595885262/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=1026686826595885262' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1026686826595885262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1026686826595885262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/01/exlio-espiritual-e-normativa-artstica.html' title='Exílio Espiritual e Normativa Artística'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R4uXo95MtmI/AAAAAAAAABc/izwgoOgNXDc/s72-c/Reding+Woman_Renoir.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-48630061240421015</id><published>2008-01-08T08:40:00.000-08:00</published><updated>2008-02-28T05:53:38.708-08:00</updated><title type='text'>Plexus, Nexus, Sexus...</title><content type='html'>Toda sabotagem tem seu preço e não foi diferente à Marta. Mulher de trinta e poucos anos, artista plástica de uma vernissage somente, arquétipo de si mesmo, criadora de obras como "Hoje estaria melhor sem você", "Real me", "Samba, Jazz e provocações", enfim todos desconhecidas. Resistente em si mesma, alheia à qualquer visão de euforia jovem e uma completa cretina arrogantemente idiota. Calcado em suas próprias pás, pinceis, espátulas, e cacos de vidro, estava mais uma vez calada compenetrada em uma escolha que julgava ser de simples acesso, um novo ritimo, uma nova pincelada em uma velha e acabada parte de tela. Suas roupas sujas de tinta, seu odor cada vez mais vulgar, uma garrafa de Bourbon sob a mesa, e sua taça já pela metade compunham o ambiente de sua intimidade crônica neo buarqueana, outrora coberta, agora desgastada. Batem à porta. Marta com suas passadas lentas, quase paradoxais junta os pedaços de sua memória e à abre, era Carlos um rapaz de vinte e poucos anos, cheio de efusão, euforia sonora e acima de tudo uma ansiedade mórbida pelo novo, novo que uma vez velho já não cabe, somente à insônia. Com sua calça Jeans, seus cabelos lisos nunca escovados, a pele rubra e macia, olhos amendoados, na boca um cigarro, e sua calma, compunham a imagem apocalíptica. Gostava de parecer diferente como um modelo de lixo cult, indeciso sempre, cíclico com o humor, de temperamento árido e sagazes corrupções à maiores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Namoravam a mais ou menos um ano, o que diziam seus amigos, ter sido a melhor escolha que um mendigo e um indigente poderiam ter feito, debatiam e se amavam, caiam no sono e voltavam à disputa, uma ingenuidade mutua de afeto circundava sempre as conversas mais brandas, entretanto despertavam viris vinganças, e ao abrir a porta, Marta reviveu junto à Carlos mais um de seus momentos irreais de maturação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Olá, como você está? - Disse Carlos invadindo a casa, sem um beijo ou um olhar direto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vou bem obrigada! E o que me trás a honra de vossa visita Carlos? - Fechando a porta, cabisbaixa, e decepcionada com a ordinária presença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos só lhe trás inquietações, já que não ligava ou dava sinais de vida a mais de quatro dias. Virou-se detalhadamente fitando-o a frente: - Vamos entrando não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descomposto de sua entrada triunfal e atordoado com as falas entrepostas de Carlos, caminhou ate o sofá e sentou-se reorganizando e agregando uma possível melhora de ares: - Você parece nervosa hoje, aconteceu alguma coisa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Estou bem, cheia de paz pra vender, quer comprar? - Caminha até a janela, abre violentamente, pega seu cigarro e acende como se fosse à comunhão de Marta. - Engraçado você aparecer hoje, nem é domingo: Balbuciando sua insatisfação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Respirando fundo, tão fundo quanto um mergulhador sem seu escafandro, coloca as mãos entrepostas: - Me dá um cigarro?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Marta dá poucas passadas atravessando a sala ate o sofá, a cada passo uma imagem lhe possuía os olhos, a respiração falha e a impaciência de estar tendo aquela conversa, tornou-se uma penitencia, onde a promessa nem fora exercida. Entrega mudo o cigarro aceso, e dá as costas. Naquele instante Carlos outrora despreocupado sentia que a calmaria de sua vida estava a um milímetro de suas mãos, se expressasse as palavras corretas, teria uma Marta dócil como feltro. Formulou mil coisas, e quando achou que estava correta, casualmente soltou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Marta qual seu problema? Desde que eu cheguei você parece só me dar estocadas ao invés de esboçar felicidade pela minha presença. Venho aqui todo feliz e eufórico te ver, e você carrega em si esse fardo horrendo. - Da um grande trago no cigarro, bate a cinza com seus pequenos dedos de esmeralda e no alto de sua onipotência criativa prossegue: - Porra eu me mato pra estar com você, por sentir saudade, por sentir sua falta! Porque se depender de você, morre dentro desse apartamento cheio de ilusões cores e conhaques sem nem respirar ou tragar o ar de fora. Nem pra me ver você presta mais!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto Carlos proclamava sua republica, tal qual Antônio conselheiro, Marta ouvia, seu coração a mil, suas mãos tremulas de bebida e ansiedade, secaram e agarraram-se à seus princípios mais e mais densamente e quando enfim os calafrios de seu corpo ouvindo aquelas palavras reverberaram em seus ouvidos, ela estava pronto para cegamente tornar-se um Mártir de sua monarquia amorosa. Entendeu que suas ações eram completamente medidas por Carlos sem qualquer preocupação de acertos, assim como as dele à ela, lembrara de frases antigas, e brigas recentes, lembrou-se de seus cuidados e zelo, e das palavras proferidas à ela de amor e afeto, justificando e amando suas ações, e agora apenas um de seus defeitos bastara para por um fim melancólico e dramático à neurose coletiva e inebriante de ambos. Quando deu por si estava soltando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Como você tem a ordinária razão dentro de si? Acha que está coberto de razão, que não tem seus defeitos e que por vir aqui isso lhe faz algo extraordinariamente amoroso? Mede minha paixão e minha fixação por você como mede papel higiênico, trata de minhas neuroses com desdém, quando às suas são relevadas e deixadas ao posto que devem estar em um casal, e se estou dizendo isso, não por gostar de ser grosseira, apesar de estar sendo prolixa e irritante, se tô agora lhe dizendo isso, é por honrar essa relação biblicamente como Abraão! - Descontrolada em seu motor interno, poderia ter a qualquer momento um AVC, estaria sendo justa consigo, e no alto de sua ingenuidade proferiu o golpe que o levaria à sua cicatriz mais densa e irreconhecível. - Você passa quatro dias sem ligar, sem querer saber se estou viva ou morta, e me vem com uma merda dessas? Porra! Para de olhar pro seu umbigo e achar que é perfeito só porque meia dúzia de vadias fodem com você e dizem isso! Como consegue ser tão egocêntrico assim? Se não saímos é por algum motivo, mas sempre tento compensar em outros, merda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assustado, desolado, com faíscas nos olhos, imaginando vir um tufão de agressões e lamentações, Carlos trouxe à tona todos os problemas inúteis e desajustes do casal. Com uma sessão de fortes e certeiras palavras: - Cala a Boca! Sua porra! Eu sou egoísta mesmo e estou em crise mesmo. E a culpa disso sabe de quem é? É sua, imbecil, você ate parece que tem transtorno bipolar! Esta aí reclamando de um monte de coisas, mas não me dá o espaço nem pra pensar, se me amasse na verdade, saberia esboçar uma compreensão que parece que não tem, e não passa de uma frustração que despica em mim cretinamente como um objeto de decoração! Figurativo, sem sal, tosco e imoral! - Levanta-se e batendo as mãos e enfatiza suas palavras: - Tô Indo embora e foda-se! - começa a juntar suas tralhas, Marta em um desespero só seu, o segura pelos braços, ocupa suas mãos da carne rija de Carlos: - Não vai não! Você agora vai escutar e vamos resolver essa desgraça!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-48630061240421015?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/48630061240421015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=48630061240421015' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/48630061240421015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/48630061240421015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/01/plexus-nexus-sexus.html' title='Plexus, Nexus, Sexus...'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-1937794128128890454</id><published>2008-01-04T05:03:00.000-08:00</published><updated>2008-01-05T08:36:03.193-08:00</updated><title type='text'>Café, Dylan e cigarros...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R36QmN5MtlI/AAAAAAAAABU/Bbowc8JQmwI/s1600-h/Hall.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5151714009997424210" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R36QmN5MtlI/AAAAAAAAABU/Bbowc8JQmwI/s320/Hall.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Que desejos são esses que aparentam o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;juízo&lt;/span&gt; final? Onde todos os &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;demonios&lt;/span&gt; se escondem dentro de uma caneca de café. milhares de notas por segundo, um trago profundo, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;vários&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;conhaques&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;bourbons&lt;/span&gt;... À flor da pele, quando os riscos dosam entre si partes &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;ínfimas&lt;/span&gt; de um intimo misterioso. Novamente João &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;Gilberto&lt;/span&gt; se via ali, sem jogar futebol, sem amigos pra sair, sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;Juliette&lt;/span&gt;, sem &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;Cristhine&lt;/span&gt;. Fraco como galinhas d'angola, caindo como um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;zeppelin&lt;/span&gt; de chumbo, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;insaciável&lt;/span&gt; em seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;eletromotor&lt;/span&gt;, enfim. &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;Óculos&lt;/span&gt; escuros &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;Wayfarer&lt;/span&gt; no rosto, uma camisa gola &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;role&lt;/span&gt;, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;calças&lt;/span&gt; justas em meio à uma bota cano curto preta simples, segurava em uma das mãos seu cigarro, o único toque intimo que teve em muitos dias. Sobre a mesa, sua xícara de café forte, tão negro e encorpado como ele nunca poderia ser, além de um &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;livreto&lt;/span&gt; sobre as ruas históricas da cidade, entre-aberto, com paginas marcadas, que nem mesmo o Sr Gilberto saberia responder o por que. Sentia-se um misto de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;Ss&lt;/span&gt; com o seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;caboclo&lt;/span&gt; guia, era como se colhia &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;lírios&lt;/span&gt; e junto destroçava qualquer &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;resquicio&lt;/span&gt; de &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;afeto&lt;/span&gt; que já tivera. Foi quando &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;Margô&lt;/span&gt; apareceu, trazia consigo um sorriso inebriante, que entontecia a mente pouco sã de qualquer infeliz, cabelos longos, pele rosada, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;saudável&lt;/span&gt;. Seu vestido de tão leve e suave parecia deslizar rodeado pelo vento, aguardou uns instantes por sua mesa, e sentou-se. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A troca de olhares tornou-se uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;espécie&lt;/span&gt; de jogo, onde nenhum deles parecia se preocupar em ganhar, a consistência estava absurdamente jogada para fora desse dialogo, apenas pareciam se preocupar em visões, jamais palavras. Para que iriam querer palavras, se absolutamente tudo que gostariam de dizer estava &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;implícito&lt;/span&gt; nos olhares, um misto de prazer e angustia tomava o peito de cada um, a incerteza e a falta completa de segurança &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;paupavel&lt;/span&gt; assustava ao ponto de não saberem onde colocar as mãos, não queriam algo &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;paupavel&lt;/span&gt;, estavam preocupados demais para isso, pareciam como dois &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;canários&lt;/span&gt; mudos, nem um pio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;A avaliação do espaço, do carpete aveludado até os poucos quadros colocados na parede, não era mais uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;abstracção&lt;/span&gt;, viviam agora e se interessavam agora a nada mais que aqueles poucos segundos em que cruzaram os olhares, somente seus olhos eram capazes de expressar o intimo do &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;imaginário&lt;/span&gt; de cada um, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;Margô&lt;/span&gt;, absoluta em seus pensamentos, e Gilberto, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;omnipotente&lt;/span&gt; de si. Quando aquele momento antes de se tomar coragem e ir ate a outra mesa chegou, ambos estavam tão seguros de si, tão radiantes de que ali encontrara a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;catalisador&lt;/span&gt; de seus motores que já não se preocupavam com suas mazelas, com os seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;banzos&lt;/span&gt;, nada mais ligava. A sensação presente não mais de saudade de si mesmo, tomava o corpo como em um campo de batalha, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_35"&gt;centímetro&lt;/span&gt; à &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_36"&gt;centímetro&lt;/span&gt;, como uma luta entre &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_37"&gt;exércitos&lt;/span&gt;, travada de homem à homem, e sabiam que quando explodisse a ultima bomba seria o momento de &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_38"&gt;êxtase&lt;/span&gt;, onde nada mais poderia parar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Tocava Dylan, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_39"&gt;Girl&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_40"&gt;From&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_41"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_42"&gt;North&lt;/span&gt;, os acordes foram pulsando ainda mais forte nos ouvidos já surdos à todo o resto, a voz &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_43"&gt;nasalada&lt;/span&gt; de Dylan tornara o conversor na linguagem dos dois, a cada verso que se passava era apenas a musica e eles, eles e as mesas, as mesas à alguns passos de suas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_44"&gt;pródigas&lt;/span&gt; lições. Dylan cantou naquele dia como nunca, sentiram estocadas no peito e a luz de sua canção já não havia mais mesas ou passos entre as suas emoções, quando entrou &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_45"&gt;Jonnhy&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_46"&gt;Cash&lt;/span&gt; o brilho no olhar se transformara em &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_47"&gt;lágrimas&lt;/span&gt;, as mãos geladas em fortes pás, pelas quais cavaram fundo e mais fundo sua satisfação, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_48"&gt;Cash&lt;/span&gt; ultrapassou os limites de sua voz naquele dia, com o coração na boca, transformou Dylan, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_49"&gt;Margô&lt;/span&gt; e Gilberto em expectadores de seu amor por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_50"&gt;Juner&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_51"&gt;Carter&lt;/span&gt;. Com &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_52"&gt;Girl&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_53"&gt;From&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_54"&gt;The&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_55"&gt;North&lt;/span&gt; o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_56"&gt;êxtase&lt;/span&gt; atingiu limites que a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_57"&gt;excitação&lt;/span&gt; não vê, limites que cigarros e seus &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_58"&gt;tragos&lt;/span&gt; apenas faziam imaginar. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-1937794128128890454?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/1937794128128890454/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=1937794128128890454' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1937794128128890454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/1937794128128890454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2008/01/caf-dylan-e-cigarros.html' title='Café, Dylan e cigarros...'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R36QmN5MtlI/AAAAAAAAABU/Bbowc8JQmwI/s72-c/Hall.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-8493505604208631402</id><published>2007-12-30T18:39:00.000-08:00</published><updated>2008-01-02T08:09:11.506-08:00</updated><title type='text'>Pin Up's</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R3rvqN5MtkI/AAAAAAAAABM/tYaiTvw0t4c/s1600-h/pin+up+2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5150692632414697026" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R3rvqN5MtkI/AAAAAAAAABM/tYaiTvw0t4c/s320/pin+up+2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Estava &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;ali&lt;/span&gt;, parada, encostada em uma pequena &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;mureta&lt;/span&gt;, sorrindo alto, cabendo dentro de si todas as fortunas daqueles pobres infelizes que a cercavam. Usava um pequeno vestido preto, nada formal, e como se fosse uma premunição de meu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;velorio&lt;/span&gt;, eu infelizmente comecei a sentir-me vivo. Acendi um cigarro, não, não fui dizer-lhe nada, apenas admirei. Sentia o cheiro de seu perfume &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;empreguinando&lt;/span&gt; minhas narinas. Seus olhos como duas balas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;pontiagudas&lt;/span&gt;, pareciam apontar o cano de um rifle, sua boca, apesar de sempre &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;entoando&lt;/span&gt; algo à terceiros, apenas imaginei &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;ecoarem&lt;/span&gt; um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;sussurro&lt;/span&gt; ao pé do ouvido. As mãos estavam prontas para abraçar o gatilho e disparar qualquer quantidade de veneno sobre mim e com suas curvas, tão quentes quanto o asfalto ao meio dia ela poderia esvaziar qualquer rio, drenando a agua completamente.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu estava ali completamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;dopado&lt;/span&gt;, meu cigarro já na metade, o café esfriando, mas aquele momento justificava qualquer &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;alusão&lt;/span&gt; ao Senhor Miller e seu jardim japonês. Senti, o suor descer em minha coluna, e o sangue correr mais uma vez entre os punhos, e pensei: "Que graça sorrir!". De tão forte era a imagem, senti que poderia passar dias ali, sem agua, sem comida, como um mendigo cruzando o deserto, e talvez somente talvez me refestelar com um grande banquete após a jornada.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Sentei-me, as pernas já cansadas, não controlavam mais meu peso, embasbacado o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;único&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;movimento&lt;/span&gt; que me permitia era o de fitar lhe os olhos, ajustei-me, joguei meu café no chão e me &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;questionei&lt;/span&gt;: "Mas isso me causara &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;infortúnio&lt;/span&gt;?", logo outra parte dizia, " Se você quer sentir isso, vá é pegue!", logo lembrei, ando ouvindo muito Paul &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;MacCartney&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;Badfingers&lt;/span&gt;, como poderia pegar, como qualquer imbecil, fiquei quieto. Era como se o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;demônio&lt;/span&gt; segurasse minhas mãos, o desconforto completamente &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;agradável&lt;/span&gt;, até que o café acabou e meu cigarro apagou.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Logo me deixou só, muito baleado e hipnotizado, como a imagem de um folhetim. Foi o sorriso, foi o jardim. Levou consigo o vestido negro e um legado que eu não saberia expressar ou entender. Enfim Dias impacientes, noites quentes, um calendário preso e pequenas memorias. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-8493505604208631402?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/8493505604208631402/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=8493505604208631402' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8493505604208631402'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8493505604208631402'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2007/12/pin-ups.html' title='Pin Up&apos;s'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R3rvqN5MtkI/AAAAAAAAABM/tYaiTvw0t4c/s72-c/pin+up+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-6084416197340518181</id><published>2007-12-21T20:02:00.000-08:00</published><updated>2007-12-21T20:04:49.064-08:00</updated><title type='text'>Cole Porter Songbook</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2yMtTCvxkI/AAAAAAAAABA/zcFwAXo3viw/s1600-h/jazz.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146643184011429442" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2yMtTCvxkI/AAAAAAAAABA/zcFwAXo3viw/s320/jazz.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sob a luz de uma tola lembrança, algumas linhas traçadas no papel manchado de tinta preta, poucas e boas linhas tremulas escritas, clichês e nada mais. Ao som do sax, do piano, do contra-baixo acústico, lá estava ele sentado mais uma vez tentando traçar novos planos, o fim do ano chegando, uma força estranha tramitando em seu peito, seu cinzeiro sujo, como sua vida suja, tudo fazia sentido antes do ultimo baile do submarino, seu terno risca de giz, sapatos engraxados, bicolores é claro, uma garota à espera e uma sensação de que sempre foi tarde, agora sim, com a barba mau feita, o terno, já só mais um pedaço da antiga classe risca de giz. Agora apanha seu maço, vazio, seu copo quase lotado, a voz que sempre te atordoa dizendo "já vai tarde...", uma imagem franciscana, um Boulevard a frente, uma garota ropodiando e brincando com seu brinco engraçado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Sim esse senhor está no fim da festa, a festa passou e o ultimo tango já tocou, enfim só jazz resta, não está mais refinado, definitivamente acabado, com a brutal desolação de seus aposentos. Tenho que lhe dizer querido pragueja contra si mesmo em bom e claro som, você sempre se contradiz. Que tal um gole pra acalmar meu irmão? Você já está velho demais para sentir isso, para que brincar com tanta efusão. É viaje, pegue o carro, ou o trem, ao menos se existissem trens por aqui não é... Sim eu sei do que padece, mas nada que uma boa nova não resolva, saia, animo homem! Não vê que todo esse modernismo, toda essa escola alemã não passa de aparência, infâmia? Ouça o timbre do sax, nada de novidades não é? Agora sim, responda! Me mostre toda sua própria sentença. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Ainda desolado, como suas poucas e boas fracassaram, teus dedos cosam, sua barba cosa, mãos na cabeça mas nada de assalto, apenas te furtaram essa pequena emoção, dignidade irmão. Nada que a frustração não resolva. Mesmo assim ainda pensa, no retorno do baile, nos pequenos segundos que duraram a ultima sessão, claro, não seria diferente, sente que a cada segundo do passado, é que sua releitura pós-trauma remonta o ultimo passo. Sim, valeu a pena não é meu caro? Animo, tome um trago, o ano está quase virando, novas virtudes provaram sua carne, outras longitudes atingiram seu cansaço, outros bailes. Ah! Outros bailes! Não sente o frescor da noite, do creme pós barba, a limpeza quase santa, o sanitarismo alcançando a sua maior graça, teras outro terno, outras noites, outros maços, outros tangos, cansaras de escutar "I love paris", havera mais belos momentos à sós e sim esqueceras de mim, o tão apontado Jazz.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-6084416197340518181?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/6084416197340518181/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=6084416197340518181' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6084416197340518181'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/6084416197340518181'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2007/12/cole-porter-songbook_21.html' title='Cole Porter Songbook'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2yMtTCvxkI/AAAAAAAAABA/zcFwAXo3viw/s72-c/jazz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-8328377837788796426</id><published>2007-12-21T07:28:00.000-08:00</published><updated>2007-12-21T08:04:06.973-08:00</updated><title type='text'>Tempos Modernos ...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2vjLTCvxiI/AAAAAAAAAAw/hM5JIn2WBtU/s1600-h/1968leuven.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5146456782430783010" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2vjLTCvxiI/AAAAAAAAAAw/hM5JIn2WBtU/s320/1968leuven.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Caros leitores, senhores de pouca fé, e insignificante relevância. Tomei nota a poucas horas atrás que as relações modernas são cansativas e enfadonhas. Explico, com o andar da carruagem, a relação magica da tecnologia, a luz &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;estapafurdia&lt;/span&gt; do dinamismo social e os sentimentos emocionais cada vez mais narcisistas, nós estamos prestes a explodir em uma &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;confunssão &lt;/span&gt;amorosa inimaginável. A cada momento a moda institui novas tendências, e &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;conjunto&lt;/span&gt; a ela, a sociedade parece simplesmente aderir ao &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;método&lt;/span&gt; mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;fácil&lt;/span&gt; de controle de seu bem estar, agora que bem estar é esse eu não sei. Todas essas tendências resumem ao meu ver como um pequeno &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;dicionário&lt;/span&gt; de termos &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;jargões&lt;/span&gt; e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;clichês&lt;/span&gt; que apontando pra um &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;único&lt;/span&gt; pensamento, somos todos mais preocupados com nossas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;próprias&lt;/span&gt; &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;inquietações&lt;/span&gt; e angustias, que estamos incapazes de enxergar um palmo à nossa frente, e quando se trata de relacionamentos a coisa toda ainda piora, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;exaurimos&lt;/span&gt; em um aglomerado de infames desejos individuais que quando vemos estamos sendo, não um casal, mas um individuo, e quando isso acontece acreditem, é melhor correr, porque os tiros são &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;interminavéis&lt;/span&gt;. É como uma metáfora à Alice no país das Maravilhas, estamos tão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;boquiabertos&lt;/span&gt; com nossas novas tendências que deixamos de alcançar o bem comum, seja ele com uma relação amorosa, ou humana. Estamos mais preocupados em "voltar pra casa" e parar de crescer que vemos em nós mesmos uma grande "rainha" com um exercito de copas a nos &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;perturbar&lt;/span&gt;. Essa nova e estranha relação que o homem moderno parece &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;inevitavelmente&lt;/span&gt; ter aderido, essa forma de narciso enxergar seu espelho, creio que tenha transformado em um "Às" na manga para o ser moderno, chegando ao cumulo de em uma conversa em que a pessoa não para de se exaltar, e você esta completamente &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;apoplético&lt;/span&gt; com o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_17"&gt;excesso&lt;/span&gt; de informação pessoal jogada a revelia, e essa pessoa do nada solta a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_18"&gt;máxima&lt;/span&gt;: "...mas já falamos tanto de mim, vamos falar agora um pouco de você!" dai você logo imagina, nossa que &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_19"&gt;otimo&lt;/span&gt; o bombardeio mental cessou, mas eis então que ela completa: "Então me diz, o que você acha de mim?", com essa acaba qualquer chance de um encontro mais intimo. Esse narcisismo nojento e claro, é apenas mais uma de tantas e tantas formas de se dizer, "&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_20"&gt;Ei&lt;/span&gt; olha pra mim, sou tão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_21"&gt;amável&lt;/span&gt;...", o que parece hoje ser uma grande constante. Mas o que é pior é quando você se engana, achando ter encontrado a parcela de culpa amorosa da sua vida, e com o passar dos dias o exagero de vontades, tanto sua, quanto dela, acabam por desgastar e remendar a relação, isso quando a pessoa em questão não sugere que você está querendo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_22"&gt;obviamente&lt;/span&gt; competir com ela, o que geralmente é quase uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_23"&gt;blasfémia&lt;/span&gt;, é aterrador.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Imaginem vocês a contradição dos tempos modernos, por um lado você esta a ponto de explodir o mundo por teus desejos, e por outro você sente cada dia que passa que necessita de uma &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_24"&gt;companhia&lt;/span&gt; amorosa, e no fundo sabe que precisa doar pra isso, mas a contrapartida, é que você sempre vai tratar essa relação como um "brinquedo novo", você sempre vai ser mais capaz de sentir ciumes, do que dar o direito do seu &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_25"&gt;amante&lt;/span&gt; de sentir o mesmo, e quando ele sente, você normalmente acha &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_26"&gt;otimo&lt;/span&gt;, porque pra você aquilo &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_27"&gt;demonstra&lt;/span&gt; o quanto ele necessita de você, dai te pergunto, você também não é Narcisista? &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;É &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_28"&gt;caríssimos&lt;/span&gt;, melhor mesmo pegar a estrada, assumir sua individualidade, e parar de lutar contra sua &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_29"&gt;própria&lt;/span&gt; natureza, relações amorosas ao meu entender, não são bem o seu forte, entre para o grupo dos que sabem que tem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_30"&gt;alguém&lt;/span&gt; por ai na medida certa pra você, mas &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_31"&gt;cansou d&lt;/span&gt;e procurar. Acenda seu cigarro, tome seu conhaque, vá até o &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_32"&gt;pub&lt;/span&gt; mais &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_33"&gt;próximo&lt;/span&gt; e reclame do governo, ou da vida &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_34"&gt;artística&lt;/span&gt; de sua cidade, e por fim termine a noite se achando "descolado", ou querendo eternamente mudar de país, infelizmente isso tudo parece ser tanto pra você, quanto pra mim, terapia as vezes faz bem. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-8328377837788796426?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/8328377837788796426/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=8328377837788796426' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8328377837788796426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/8328377837788796426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2007/12/tempos-modernos.html' title='Tempos Modernos ...'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp1.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2vjLTCvxiI/AAAAAAAAAAw/hM5JIn2WBtU/s72-c/1968leuven.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-2125856475427539990</id><published>2007-12-19T11:44:00.000-08:00</published><updated>2007-12-19T18:42:19.026-08:00</updated><title type='text'>I'm Not There</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2nVxDCvxhI/AAAAAAAAAAo/r3xYwzFsmTE/s1600-h/DYLANimnotthereposter.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145879087854634514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2nVxDCvxhI/AAAAAAAAAAo/r3xYwzFsmTE/s320/DYLANimnotthereposter.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Tempo de apanhar um cigarro, uma pele de zebra e uma camiseta e outra pequena, bobagem, quantas mentiras e meias arrastões podem ser ditas e usadas por um ser humano? A vida antigamente cheia de pó de giz era mais agitada, agora um livro, um beat, e um blood mary com uma pitada de tabasco já me basta. Estranha essa sensação de perda, estranho saber que nunca e jamais você como individuo vai saber do que se trata, bebera mil doses, e um trilhão de vozes você há de ouvir, mas jamias vai saber o que é se sentir saudavel. É meu caro, a vida passa e com ela as propagantas os brinquedos, e toda essa sopa enlatada que você bebe aumenta, e em cada momento desse, são as pequenas coisas que realmente importam, nada de luxo importado, nada de fumos saturados, são sim as pequenas coisas que te diferem do resto, uma nota musical, uma berlinda, uma luz que se acende no cerebro dizendo: "Ei você não precisa disso!", autoritária. Antes as fotos eram mais interessantes, a comida melhor as noites dormidas mais aconchegantes. Antes era a certeza que eu hoje não estaria aqui, agora vem a pobreza de pensar que o antes era apenas mais um de tantos erros que eu cometi. Certa vez escrevi um canção baseada em um poema de P. Valery, não me recordo agora o poema, mas tratava de agradecer a deus por tudo que se passou, por todas as coisas realmente ruins que aconteceram, dei o nome à isso de Préludio, e é esse Préludio que volto a insistir. &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;Mas enfim falemos de coisas boas, Dylan no cinema, na verdade três, quatro, cinco Dylan's, inclusive uma menina que vale por dois. No Link existe a resenha do filme, logo darei um jeito de postar o proprio.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.omelete.com.br/cine/100008320/I_m_Not_There___Festival_do_Rio_2007.aspx"&gt;http://www.omelete.com.br/cine/100008320/I_m_Not_There___Festival_do_Rio_2007.aspx&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-2125856475427539990?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/2125856475427539990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=2125856475427539990' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2125856475427539990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/2125856475427539990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2007/12/im-not-there.html' title='I&apos;m Not There'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2nVxDCvxhI/AAAAAAAAAAo/r3xYwzFsmTE/s72-c/DYLANimnotthereposter.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-5891318931905218013</id><published>2007-12-18T18:24:00.000-08:00</published><updated>2007-12-19T03:18:37.878-08:00</updated><title type='text'>Maggie's Farm...</title><content type='html'>Realmente é bem estranho você ficar velho, concorda? Não? Dane-se... Mesmo assim vou explicar, trata-se de uma simples noção que se ganha com a idade, e uma característica bem singular que se perde. Bom se ganha a noção que você não é o &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;único&lt;/span&gt; nessa merda de mundo que tem que se sustentar, essa noção de insatisfação que o trabalho nos dá é um grande inferno, a contra ponto, você perde a energia que tinha quando era &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;guri&lt;/span&gt;, juro por &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;deus&lt;/span&gt;, se acreditasse nisso, que odiei essa perda. Bom infelizmente crescemos, muitos vão constituir família, o que confesso já pensei, mas hoje penso ser uma bobagem, adquirimos obrigações, civilidade, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;critícidade&lt;/span&gt;, boas maneiras, e etc, dai te pergunto, você ganha tantas coisas sem importância e perde justamente a &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;única&lt;/span&gt; coisa que te fazia parecer um animal, isso é justo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que não queridos, quem &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_5"&gt;dera&lt;/span&gt; ter a sagacidade de um animal, saudade desse tempo, sangue correndo no chão e muito pouco "&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_6"&gt;juízo&lt;/span&gt;" pra se preocupar com algo. Mas enfim, se ganha experiência diz o senhor de meia idade, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_7"&gt;crédulo&lt;/span&gt;, resignado, tenso pra &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_8"&gt;caralho&lt;/span&gt;, mas que nunca vai assumir isso, não ele, esse senhor é espiritualizado; meu caro quer coisa mais imbecil que isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É aterrorizante, agonizante saber que algo pode vir a te domar tão &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_9"&gt;fácil&lt;/span&gt; assim, "Mas por que cargas d'agua vou querer experiência?" _ digo à ele; Daí como se não tivesse de ouvir fingindo e me iludindo de retórica, ele se vira, &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_10"&gt;passa a mão sobre&lt;/span&gt; a cabeça e me diz da "verdade" do universo, que sem a experiência vou quebrar a cara, correr riscos, e &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_11"&gt;derrepente&lt;/span&gt; até me &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_12"&gt;drogar&lt;/span&gt; por isso tudo, eis então que digo; "Mas meu senhor, qual a diferença entre se &lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_13"&gt;drogar&lt;/span&gt; de experiência, e fazer uso de drogas, &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_14"&gt;já&lt;/span&gt; que você está entorpecido nas duas formas. Sinto muito mas não dá pra engolir certas coisas." Infelizmente esse não foi o fim da conversa, depois de dizer que eu preciso de Deus no coração e aceitar nosso senhor Jesus Cristo como salvador, me entregou um folheto mau impresso de sua congregação e pediu um real de pagamento &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_15"&gt;simbólico&lt;/span&gt; pra ajudar a causa, é mole? Além de escutar o que juro não estava disposto ainda fui cobrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim é realmente estranho envelhecer, não pelos problemas ou por perder a energia, eu &lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_16"&gt;só&lt;/span&gt; queria minha paciência de volta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-5891318931905218013?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/5891318931905218013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=5891318931905218013' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5891318931905218013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/5891318931905218013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2007/12/maggies-farm.html' title='Maggie&apos;s Farm...'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-139532660240142010</id><published>2007-12-18T06:14:00.000-08:00</published><updated>2007-12-18T07:33:19.841-08:00</updated><title type='text'>Deus está de volta...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp2.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2fYAjCvxgI/AAAAAAAAAAg/Vc8RABbQuu8/s1600-h/Bob_Dylan_1965_jpg.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5145318603212441090" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp2.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2fYAjCvxgI/AAAAAAAAAAg/Vc8RABbQuu8/s320/Bob_Dylan_1965_jpg.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Segundo varias informações ainda não precisas, Bob Dylan o mais influênte musico do século deve aportar em terras brasileiras em março de 2008. Pelas informações que consegui até o momento, seriam realizados dois shows um em Sp (Via Funchal) e outro no Rj (Vivo Rio).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;O melhor de tudo é poder rever Dylan por aqui, desde de sua ultima apresentação em 98, antológica diga-se, deixou um grande vazio nos fãns do bom folk.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Enfim carissímos, acendam seus cigarros, agarrem seus copos plásticos de vinho barato, um café forte e muito medicamento pro coração, um enfarte não será novidade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://www.rollingstone.com.br/materia.aspx?idItem=1434&amp;amp;titulo=Dylan+vai+tocar+no+Brasil&amp;amp;Session"&gt;www.rollingstone.com.br/materia.aspx?idItem=1434&amp;amp;titulo=Dylan+vai+tocar+no+Brasil&amp;amp;Session&lt;/a&gt;=&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;See You Later!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-139532660240142010?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/139532660240142010/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=139532660240142010' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/139532660240142010'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/139532660240142010'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2007/12/deus-est-de-volta.html' title='Deus está de volta...'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp2.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2fYAjCvxgI/AAAAAAAAAAg/Vc8RABbQuu8/s72-c/Bob_Dylan_1965_jpg.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4009074277402021976.post-4225430997837823340</id><published>2007-12-17T03:09:00.000-08:00</published><updated>2007-12-17T10:10:57.661-08:00</updated><title type='text'>E de início...</title><content type='html'>&lt;a href="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2a04TCvxfI/AAAAAAAAAAY/_dXAq8KIwCQ/s1600-h/one+more+coffee+for+the+road.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5144998503594837490" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2a04TCvxfI/AAAAAAAAAAY/_dXAq8KIwCQ/s320/one+more+coffee+for+the+road.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Caros amigos, visitantes desconhecidos, bêbados errantes, fotografos e músicos de fim de semana, fumantes e neurôticos de plantão, atores e atrizes privados, e pequenas strippers.&lt;br /&gt;Esta é apenas mais uma demonstração publica de narcisismo, egocentrismo ignorânte e uma pitada de neurastenia pós moderna, o que não deixa de ser uma grande piada.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Infelizmente, relações e relatos não são minha especialidade, contudo percebo que algumas de minhas extremas doses de neurose andam se aplicando bastante hoje em dia. A Imparcialidade anda longe do que eu pretendo aqui, assim como a coerência, e a saúde intelectual, mais ou menos como o café forte que todos nós não deixamos de tomar, ou seja, estraga os dentes, provoca dores abdominais, vicia ao ponto de provocar dores de cabeça horrendas, ataques espasmatícos, e por ai vai, mas não deixamos de toma-lo, afinal o que daria mais sagacidade que o café. Essa incoerência e completa falta de senso à respeito da saúde, é que me vez, e que não tenha duvidas irmão, te faz assim, neurotico. Isso tudo aliado à toda essa droga chamada "sabedoria", junto com a sua e a minha capacidade de fingir, que seja um orgasmo, toda essa hipocondria narcisista, onde você e eu escondemos o tempo todo quem realmente somos, usando de nossos "arquétipos" para protelar toda essa desilusão, seja romântica, seja pessoal, seja imaginária. À que devemos essa neurastenia além de nós mesmos?&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;Razoavél pensar que o homem é seu proprío lobo, é razoavél, por ser de nosso interesse estar sempre nesse ciclo interminavél de "poucas e boas", poucas experiências realmente intensas e interessantes, e boas doses de comprimidos "tarja preta". O hoje que estamos inseridos não passa de um aglomerado de gostos, sentidos, e acima de tudo a moda. Toda essa indignidade que eu chamo de "ecletísmo cultural", me renova sempre a sensação de que o mal do secúlo não é a depressão, e sim a merda do "Narcisismo Esquizofrenico", infelizmente frente à qualquer fato ou termo, não sou médico pisiquiatra, então perdão à classe acerca do uso indiscriminado de terminologias baratas, e neologismos pagãos, mas é uma reinteração do que afirmo, questão do puro e mais simples prazer de se reinventar a todo instante, de parecer algo que não é real, ou papável, "chats" por exemplo fazem muito sucesso com relação à isso, mostrando uma realidade virtual exepcional, quase idiota. Retomando, esse "Narcisismo esquizofrenico" explica, por meu proprío umbigo, a relação de auto-destruíção do individuo, fazendo com que ele seja seu proprío veneno, logo ele é seu proprío lobo. Imagine vocês a cada dia, uma eterna colcha de retalhos é costurada, e a cada instante novas adesões de fios são feitas, cada fio seria como um novo gosto, uma nova "vocação", uma nova neurose em potêncial, dai você enfim afirma: "Ah, agora eu sei que será assim!" ou que simplesmente será mais divertido deixar suas antigas posições e cair na nova condição mutavel que você tem absoluta certeza de não ser, mas insiste em querer parecer, forte, fraco, inteligente ou burro, e assim perpetuar sua instabilidade psiquica, atraindo passo a passo, mais e mais transtornos psicosomatícos, que nem você nem seu terapeuta entenderiam, todavia um caminho aberto às neuroses cafeínadas e uma emoção sempre mais sufocante. É meu caro, você, eu e minha cachorra estamos prestes à um enfarte agudo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ffffff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4009074277402021976-4225430997837823340?l=cafepraum.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cafepraum.blogspot.com/feeds/4225430997837823340/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4009074277402021976&amp;postID=4225430997837823340' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4225430997837823340'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4009074277402021976/posts/default/4225430997837823340'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cafepraum.blogspot.com/2007/12/e-de-incio.html' title='E de início...'/><author><name>Marcus Müller</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05019284668936697769</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_yjQMvpxp4BE/TIzowfUBhPI/AAAAAAAAAUY/uMSD7gEkAFY/S220/DSC08781.JPG'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://bp0.blogger.com/_yjQMvpxp4BE/R2a04TCvxfI/AAAAAAAAAAY/_dXAq8KIwCQ/s72-c/one+more+coffee+for+the+road.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
